Acredito que hoje a incorporação com inconsciência ou semiconsciência é algo que se conquista com o tempo e, também, que todos têm a possibilidade de atingir este nível de mediunidade. Claro que a consciência, assim como a semiconsciência, são oportunidades únicas e divinas que temos para aprender o que é compaixão e para exercer a nossa real reforma íntima. No entanto a inconsciência parece ser o “sonho de consumo” para muitos médiuns e para eles nada melhor do que o tempo. Mas por que o tempo? Porque com o tempo aprendemos a entender o plano astral e a confiar na Espiritualidade e nos Guias Espirituais que nos sustentam mas, principalmente, aprendemos a amar. Entender o plano astral é fundamental e quando isso não acontece bloqueamos as informações do próprio astral. O fato é que se não conhecemos, por exemplo, as ações maléficas de um egu
m não as reconheceremos a nível energético ou espiritual e, com certeza, as ações do Guia, assim como a comunicação dele conosco, será muito difícil e duvidosa pois a insegurança e o medo serão alimentados pela nossa falta de conhecimento.
Também é fundamental confiar nos Guias Espirituais e para isso é importante conhecê-los. É importante saber quais são suas afinidades com as ervas ou com as pedras, seus pontos de força, suas vestimentas, suas armas e seus símbolos astrais. Conhecer suas formas de trabalho como, por exemplo, se são curadores, demandadores ou doutrinadores, assim como saber se a nossa ligação com este Guia é cármica, missionária, temporária (com a finalidade de aprendizado para ambos) ou se Ele é nosso protetor. E por aí vai! São informações simples mas que fazem toda a diferença pois servem para que se criem laços “de baixo para cima”, afinal os laços de cima para baixo já existem, além de facilitar muito todo o trabalho espiritual e a própria incorporação.
A partir daí o medo e a insegurança começam a diminuir e, com certeza, as coisas ficam muito mais simples. Uma frase que sempre digo é que “não se pode amar aquilo que não se conhece” e a Umbanda, assim como os queridos Guias Espirituais, necessitam de nosso amor. Um amor de alma, que se manifesta na hora de alegria mas, principalmente, na hora da dor. Quando falamos em amar falamos em não julgar. Aí está a verdadeira manifestação do ser como “instrumento”, manifestação essa tão solicitada pelos Guias Espirituais e que muitas vezes somos testados pelo próprio plano astral. Um bom exemplo disso é quando ouvimos dos consulentes erros idênticos àqueles que convivemos ou combatemos em nosso dia a dia junto à nossa família, nossos amigos ou conosco mesmo. Nesse momento somente um verdadeiro instrumento de Deus. ou seja, um médium confiante na espiritualidade e com amor incondicional para realizar uma boa consulta junto com o Guia, sem julgar ou interferir.
Claro que podemos acelerar esse tempo e para isso temos duas necessidades: Primeiro a de estudar a doutrina Umbandista e segundo a de exercitar aquilo que conscientemente ouvimos dos Guias Espirituais de Luz. Necessidades essas que, na verdade, representam todo um processo de Fé, Amor, Compaixão e Caridade e que devem ser exercitadas por todos os Umbandistas incondicionalmente. Aos que galgam a inconsciência para terem Fé, para se esconderem atrás dela se isentando de suas responsabilidades ou para fazerem dela suas muletas de ego e vaidade, saibam que é muito mais honroso a realização de um bom trabalho no limite da consciência ou semiconsciência do que uma manifestação grandiosa mas inconsciente.
Axé a todos ! Bom final de semana !










29 de maio de 2009 at 10:54
Nossa Mãe, um dos textos mais belos que eu já li. Caiu como uma luva para algumas reflexões que eu tenho feito sobre a missão de ser médium, ou melhor dizendo, um instrumento digno da espiritualidade. Suas palavras me confortaram muito e me despertaram para um assunto que considero delicado. O julgamento! Para alguns o julgamento ocorre em decorrência do vício das palavras ditas sem serem filtradas pela razão, para outros é decorrência do íntimo, da maldade propriamente dita…Talvez esteja aí o grande desafio do médium que deseja realmente evoluir praticando a reforma íntima…
Muito Axé!
29 de maio de 2009 at 11:31
Concordo com o que diz o texto.
Precisamos reconhecer que a consciência do médium vem da necessidade de aprendizado e que é de extrema importância, pois possibilita a visão dos pontos a que precisamos atacar para a evolução do espírito pela reforma intima.
Conforme formos evoluindo, controlando vícios, resolvendo carmas, conhecendo melhor os guias espirituais e, principalmente, a nós mesmos, iremos chegar um dia, quem sabe, a semi-consciência ou a inconsciência.
Até lá, devemos nos atentar a reforma íntima, a disciplina e ao aprendizado que a espiritualidade de luz nos proporciona.
Muito axé a todos!
29 de maio de 2009 at 11:58
Graças à Oxalá e aos Sagrados Orixás, hoje eu tenho este esclarecimento quanto à incorporação. Mas nem sempre foi assim. Eu acredito que desde a barriga da minha Mãe, sempre tive muito medo da incorporação. Quando ia aos centros Umbandistas com meus pais eu sempre pensava: “Tomara que o dia que eu incorporar, seja como pegar no sono… Paft.. Incorporei.. e depois paft, desincorporei.. !!!.. E, só. Que eu acredite que simplesmente dormi.” –
Pedia o tempo todo aos guias que ao incorporar eu não caísse, não me machucasse, etc. Enfim, chegou o dia da minha primeira incorporação, e Graças à casa que Pai Ogum me direcionou, ela foi tranquila e super consciente, totalmente diferente de como eu imaginava. Axé !!! Graças à recursos esclarecedores, como este BLOG, muitas pessoas com certeza não ficarão mais aflitas quanto à incorporação ou, com dúvidas. Que com conhecimento e muita disciplina, possamos cada vez mais entender as verdades de Nossa Umbanda !!!
Axé !!!
30 de maio de 2009 at 14:18
Como é bom ter acesso a essas reflexões e ensinamentos! Esse artigo de Mãe Mônica, juntamente com os demais artigos sobre mediunidade publicados no Juca, têm um valor inestimável para pessoas que, como eu, estão experienciando as primeiras manifestações mediúnicas.
Escuto dos guias, da Mãe e do Pai a seguinte frase: “incorporar é fácil, o difícil é não incorporar”. Realmente! Das poucas experiências que tive, as incorporações, ainda que tenham sido poucas e rápidas, foram “fáceis” (se é que assim pode-se dizer). Isso porque foram experiências “motoras” que geraram movimentos involuntários. É como se depositássemos toda a responsabilidade no guia e por isso é fácil. Mas eu nem ao menos conheço direito esses guias. Ai vem a nossa parte, o desafio, o crescimento. O excesso de racionalidade, boqueia as comunicações, a intuição e, consequentemente as faculdades mediúnicas. Por outro lado, a falta de ponderação e conhecimento pode gerar mistificações. Para alguém que ainda inicia a subida do primeiro degrau, esse equilíbrio e o desenvolvimento dessa faculdade de se comunicar e se harmonizar com os guias não é fácil. Peço a Xangô que me auxilie na busca desse equilíbrio. A Oxóssi que me revele o conhecimento na medida do necessário, nem a mais para bloquear, nem a menos a ponto de mistificar. Agradeço a Ogum por ter ordenado as manifestações na medida do necessário.
Axé Irmãos!
30 de maio de 2009 at 20:39
Axé Mãe Mônica
Divino, esclarecedor, busco poder ser cada vez mais um bom instrumento da espiritualidade e sei que também eles esperam de mim a parte que me cabe na evolução que hoje acredito estar como uma missão em minha passagem nesta vida em outras se a oportunidade for dada de cada vez mais melhorar. As vezes consigo alcançar semiconsciência onde vem toda a benção e aprendizado da espiritualidade a que nos propomos como instrumento a intermediar e,poder levar as pessoas um conselho, uma palavra de orientação, uma luz na vida delas, muitas vezes também vem a consciência que hoje sei através de estudo e textos como este quando médium e consulente tem que aprender com essa divina inspiração. Como me sinto abençoado em poder estar melhorando e também podendo estar sendo o meio para levar a quem procura nossa amada Umbanda a Fé, a Luz , a Caridade, a Força do Amor e da melhora. Sei que muito ainda tenho que aprender e melhorar para cada vez mais estar a altura de tão divina missão, mas a cada gira tenho a certeza, a força de estar com o coração aberto, pronto a transmitir os ensinamentos de nossos guias e absorver o que de nos é dado a ouvir. Salve nosso Pai Oxalá, salve nossos Orixás, salve nossos Guias que vem trabalhar….
Axé João Carlos
30 de maio de 2009 at 21:59
Parabéns, Mãe Mônica ! Mais um excelente ensinamento à disposição de todos os umbandistas.
O seu “blog” foi um grande presente para os umbandistas que, com certeza, através dele, teremos grandes ensinamentos, que ajudará a nossa Sagrada Umbanda a conquistar o seu verdadeiro espaço!
Muito Axé !
31 de maio de 2009 at 17:58
Mais um artigo de elevada importância aos Umbandistas.
Estou começando a conhecer meus guias, dando os meus primeiros passos, e é através de matérias esclarecedoras como esta que me sinto confiante no Plano Astral e em mim.
Mas só cheguei a esta confiança através do estudo. Hoje sei que os guias que me acompanham não vão me jogar no chão, não vão me colocar de castigo, nem vão me fazer incorporar sem o meu consentimento.
Sou médium consciente SIM, porque é desta forma que me é dada a oportunidade de conhecer a essência de cada um dos guias que me acompanham.
Parabéns por mais este artigo Mãe. Parabéns a Umbanda e a todos os Umbandistas que compartilham que nós, médiuns, nunca devemos parar de estudar, porque quanto mais conhecemos a Umbanda mais a amamos.
Axé.
2 de junho de 2009 at 0:23
Excelente texto que serve, e muito, de reflexão…
Nas primeiras incorporações que tive na Umbanda, chegava a ficar frustrado por ser consciente, na verdade, prevalecia o medo de não estar incorporado, de ser algo da minha cabeça ou coisa do tipo. Com um pouco de tempo e, principalmente, orientação, compreendo que isso é falta de fé. Que benção a oportunidade de estar quase que totalmente consciente nos atendimentos do terreiro. Quantas e quantas lições aprendidas, além do Axé de participar ativamente das sessões junto com os Guias. É claro que quem mais tem pra trabalhar, ensinar e doutrinar são as entidades mas hoje entendo que a Umbanda pede que os médiuns também se esforcem para “chegar num nível próximo”. Precisamos saber o que representa as velas, ervas, pontos, Orixás, receitas e oferendas que saem de nossas bocas. Os guias trabalham e trabalham muito em prol dos consulentes mas toda a responsabilidade é NOSSA na condição de médiuns.
Axé!!!
2 de junho de 2009 at 10:47
Fantástico esse texto.
Depois de correr atrás pude sentir na pele que os Guias e as Entidades precisam sim de médiuns com graus variados de consciência, principalmente de conhecimento religioso, conhecimento sobre ervas, pedras e energias de uma forma geral. Quantas vezes o guia grita no ouvido ou nos mostra uma planta que por ignorância nossa não sabemos o que é?
Nessa grande jornada os diferentes graus de consciência possibilitam o aprendizado de todos, consulentes, médiuns e guias, afinal todos temos deveres e carmas a serem superados. Acredito que um maior ou menor grau de consciência vai depender de quanto estamos realmente nos reformulando internamente, buscando conhecimento e praticando o amor.
Se acredito na inconsciência? Sim, acredito mas apenas em ocasiões especiais quando conduzido pela Espiritualidade.
Feliz sou eu que tenho irmãos médiuns preparados e um Pai e uma Mãe sábios tanto na teoria quanto na PRÁTICA.
Axé irmãos!
2 de junho de 2009 at 12:31
Excelente artigo!!!
A espiritualidade tem uma missão para cada um de nós médiuns, devemos respeitar e fazer nosso melhor, sermos dignos de tanta benção de ter um GUIA ao nosso lado…
Devemos ser médiuns por completo, somente assim não teremos medo e realizaremos um bom trabalho.
Para encerrar, segue uma frase de Chico Xavier que diz tudo:
“Eu me sinto feliz de ser obstinadamente médium…
Eu gosto de ser médium,
Gosto desta palavra…
Quero morrer médium…
É tudo que eu sempre quis ser..”
Vamos vestir as armas de Ogum,
Bater no peito e…
Amar a Umbanda!!!
Salve a Umbanda.
3 de junho de 2009 at 11:13
Tenho privilégio de fazer parte desta Umbanda, que me trouxe disciplina, conhecimento e principalmente a Fé. Não importa o tipo de mediunidade que temos, e sim o entendimento de nossas missões e funções, sendo que o principal é saber que fomos escolhidos e fazer o nosso melhor pela espiritualidade. Isso nos dá a simples lição de aceitar a nossa missão.
Consciente, inconsciente ou semiconsciente, isto não importa, o importante é respeitar nossos Guias e Orixás e fazer o nosso melhor, afinal, é o minimo, perante a grandeza que Eles fazem por nós.
Axé
Andréa Vieira
4 de junho de 2009 at 19:47
A frase que explica muitas coisas: ”Quando falamos em amar falamos em não julgar.”
Axé
12 de junho de 2009 at 15:45
Boa tarde, Mãe Mônica! Ter a oportunidade de sentir a presença dos nossos guias,sentir e ouvir problemas dos consulentes nos posicionado como tal e tão somente instrumentos do astral, é uma sensação de amor e paz tão grande que acredito consciente, semi-consciente ou inconsciente independe, por que o amor e respeito que temos pelas nossas entidades é tão incondicional e absoluta que o quê realmente vale é a intenção livre, leve e solta de amá-los e sermos amados transpondo esta corrente divina ao ser necessitado (consulente). Devemos nos preocupar com nossa fé, com nossa reforma íntima o resto é a espiritualidade que se encarregará conforme o nosso merecimento. Muito bom artigo. Saravá e muito axé…
26 de dezembro de 2009 at 21:54
Gostei muito do tema abordado que veio numa hora propícia, hora esta em que me encontrava com várias dúvidas, muitas das quais foram esclarecidas lendo este texto. Obrigada!!
2 de junho de 2010 at 18:05
MUITO, MAS MUITO OBRIGADO!!!!!
AS VEZES AS PESSOAS NÃO ACREDITAM QUE TUDO ACONTECE NA HORA CERTA E NO LUGAR CERTO, ALGUMAS SEMANAS ATRÁS ESTAVA COM MUITAS DUVIDAS EM RELAÇÃO A INCORPORAÇÃO, CLARO QUE MEU PAI DE SANTO ME EXPLICOU E TIROU MINHAS DUVIDAS, MAS LENDO ESTE TEXTO MARAVILHOSO VI QUE NÃO APENAS EU TINHA ESTAS DUVIDAS E COMO EXISTE PESSOAS PRONTAS PARA AJUDARMOS.
MUITA LUZ E AXÉ!!!!