jun 04

Axé a todos!

A cada mês, ao preparar textos, selecionar matérias e imagens percebo que, de forma única e divina, sou inspirada, direcionada e conduzida a abordar certos assuntos. Não é um ato psicográfico ou uma determinação espiritual propriamente dita, é algo sutil onde, quando dou conta e leio o jornal na sua totalidade, percebo que as matérias se complementam e que existe uma mensagem essencial. Esse mês, por exemplo, por ser o mês de sua comemoração, falamos de Xangô com todas suas qualidades de Justiça, Equilíbrio, Sabedoria, Ponderação, Verdade, Lealdade e Sensatez entre outros atributos e “coincidentemente”, a maioria dos textos são doutrinadores e direcionados para reflexão do médium, estimulando a boa conduta, o bom senso, a verdade e a reforma íntima.capajuca341

A capa também nos leva a essa reflexão onde vemos Moisés, um dos mais importantes profetas, que seguiu a Deus e seus desígnios incontestavelmente mesmo na dor e no sofrimento. Moisés, mesmo com seus limites e dúvidas internas, não hesitou em cumprir as Leis Divinas. É uma capa que traz grandiosas mensagens, independente do contexto religioso de cada um.

E nós? Será que nós, hoje, com maiores condições de cultura e estrutura de vida conseguimos entender a atuação sempre justa de Deus? Vejo hoje o quanto o ser humano sofre por falta de dinheiro, pela perda do emprego, pelo fim de um relacionamento, por uma doença incurável, entre tantas outras necessidades e, SEMPRE, a essência desse sofrimento é o de se achar injustiçado, tanto pelo homem como por Deus. E a reação a esse sentimento muitas vezes é a ação de fazer a justiça pelas próprias mãos, origem de nossos desequilíbrios e desejos. A maioria dos nossos sofrimentos são originados pela ideia da injustiça que carregamos em nosso íntimo algumas vezes de forma clara e outras mais sutil. Acredito que essa é a questão principal que precisamos resolver para evoluirmos e entendermos que todas nossas amarguras, queixas e sofrimentos estão assentados na falta de aceitarmos o senso da Justiça de Deus, que é muito maior, mais ampla, correta e perfeita que a Justiça dos homens. É maior que qualquer grupo ou instituição. A Justiça é que nos traz o equilíbrio, rege a nossa gênese, favorece nossa evolução e nos propicia a verdadeira PAZ.

Estamos tão ligados à matéria, ao vitimismo, às picuinhas e ao egocentrismo que ficamos surdos aos conselhos e sinais do Astral Superior e ainda acreditamos que um bom carro, uma quantidade de dinheiro para pagar as dívidas ou uma pessoa especial ao nosso lado é suficiente para ficamos bem ou sentirmos Paz. Esquecemos que nós somos ‘Seres Espirituais’ e que precisamos, acima de tudo, cuidar de ‘Nosso Espírito’, pois é somente Ele que levaremos para o outro lado, é somente Ele que podemos, com toda convicção, chamar de NOSSO. O restante não nos pertence! Precisamos SABER e ter a CERTEZA de que esse ‘Nosso Espírito’ representa TUDO e o TODO nessa nossa existência e é Ele, que precisamos alimentar, e isso conseguimos praticando boas atitudes, sendo amorosos e esperançosos. É Ele quem precisamos ouvir e sentir,  e isso alcançamos transformando todas as emoções, pensamentos e energias em positivas, compartilhando palavras e ações engrandecedoras e verdadeiras.

Precisamos saber a importância de uma Vida Espiritual digna, precisamos nos preocupar com nosso desencarne, nesse momento só teremos nosso espírito e nada levaremos para o ‘Depois’ pois se, por ventura, levarmos apegos materiais, nos tornaremos espíritos sofredores, obsediadores e apegados à matéria. Vamos buscar viver em Paz, uma paz íntima que depende somente de entendermos o sentido da Justiça Divina e de deixarmos que Ela, somente Ela, aja sobre a vida da humanidade.

Por isso, tenho a certeza, de que nosso amado Orixá Xangô faz com que cumpramos nossas responsabilidades perante a nossa vida e a vida do próximo, nos honrando com suas bênçãos que recebemos constantemente e de formas tão diferentes. Que Xangô possa falar aos corações de todos e que todos tenhamos sensibilidade, amor e pré disposição suficiente para ouvir esse grande Orixá.

Que a Justiça e as Determinações de Xangô sejam cumpridas, pois diante de Ogum me reverencio com fé e submissão.

Que a Luz de Oxalá nos Ilumine e que as Forças de Oxum nos unam na Fé em Olorum!

Um ótimo final de semana a todos ! E até a semana que vem !

Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: ,

10 comentários para “Editorial Juca – junho de 2009”

  1. Júlia Alimari disse:

    Apesar de ter apenas 13 anos, ao longo dos anos venho lendo o JUCA, e mesmo com a minha idade, aprendo muitas coisas!
    Achei muito interessante a capa da nova edição, e concordo quando diz que independente da religião de cada um essa capa traz grandes mensagens!

    Parabéns por esse trabalho maravilhoso que é esse jornal.
    Axé!!!

  2. João Carlos disse:

    Axé Mãe Mônica, mais reflexão para continuarmos nossa evolução espiritual, Paz de Espirito, maior tesouro que poderemos conquistar, não conseguiremos isso buscando somente e vivendo somente pelo material, carro, dinheiro, boa posição social achamos que com isso estamos alcançando a felicidade total, mas muitas vezes elas nos tornam pessoas amargas, mesquinhas, rudes, vamos esquecendo de ver o quanto precisamos alimentar nosso espirito através da simplicidade, da alegria, do olhar o nascer e por do sol, das flores que desabrocham na primavera nos jardins. Só vemos os corredores de transito congestionados que tanto nos vão irritando e envenenado a alma ao ponto de tornar-nos ignorantes com nosso irmão ao lado. Obrigado por fazer com que eu reflita e me de força para ver ainda no cair de uma forte chuva a beleza da natureza que Olorum criou. Que nosso Pai Xangô me mantenha sempre em equilíbrio para poder ter a verdade, a sabedoria e sensatez em meus atos.
    Caô Cabiecilê Xangô
    João Carlos

  3. Christian. disse:

    Nós só conseguimos entender a “justiça” de Xango quando entregamos de coração nosso destino ao pai. Para isso, é claro, temos que nos preparar para o “Não” que a jornada evolutiva nos impõe. Quando fazemos isso, tudo fica claro. A justiça de Xangô é estar preparado para ouvir um “não” ou um “paciência meu filho!”, pois somente assim podemos nos sintonizar com o “sim” divino.

    Kaô Kabecile.

  4. Erica disse:

    Axé ao Editorial !!! Parabéns !!!!!
    É, concordar com as Leis Divinas é um grande desafio. Sempre nos sentimos injustiçados e nos colocamos em papel de vítimas diante dos fatos de nossa vida. Sempre estamos sofrendo pela decisão de alguém, pela ação de alguém. Nem sempre assumimos que somos nós mesmos que nos colocamos no merecimento de tais ações. Seja proveniente desta ou de outras encarnações, sempre estamos ajustando as nossas contas. E diante disso, passamos por situações boas e ruins também. A aceitação ao “sim” e ao “não”, nos permite a busca do equilíbrio de nossas ações futuras e, creio que abrirá o nosso caminho à nossa evolução. Acreditar na Justiça Divina, aceitá-la e procurar acertar nossos passos diante dela, eleva o nosso íntimo e nos coloca no caminho da evolução. Obrigada pelo texto e, principalmente de lembrar que devo fazer isto todos os dias da minha vida.
    Axé !!

  5. André Santos disse:

    Deus é o Senhor do tudo e do todo, portanto conhece e controla a Luz e as Trevas, o bem e o mal.

    Através de sua Justiça Divina e Lei Maior, Xangô e Ogum, permite que todos caiam ou vençam e olha a todos nós como um pequena parte de si mesmo.

    E mesmo sendo nós parte do Todo, interligados por uma rede sem fios soltos, permite o sofrimento e a espera se necessário, mas também permite a vitória.

    E nesse equilíbrio de ações, sempre positivas a visão de Deus, vão conduzindo a todos em direção a evolução.

    Que Pai Xangô possa nos abençoar com a ponderação para que possamos entender e aceitar com confiança as determinações da Justiça Divina.

    Que possamos pagar o que devemos, principalmente, e receber o que merecemos.

    Kaô meu Pai Xangô.

    Muito Axé!

  6. Helena disse:

    Axé!

    Aceitar os desígnios da Justiça Divina é exercitar a fé, a coragem e a confiança.
    Fé de que as Forças que te sustentam não estão te “abandonando” e sim te amparando para que nas provas da sua caminhada você não caia e desista.
    Coragem para enfrentar as intempéries da vida com resignação, afinal de contas não somos vítimas!
    Que nosso Pai Xangô possa nos irradiar equilíbrio, sensatez e sabedoria para aceitar as coisas que não podemos mudar!

    Abraços

  7. Guilherme Barbosa disse:

    A capa está muito bonita e por si só gera bastante reflexão. É muito interessante observarmos esse mesmo fenômeno da ação da espiritualidade na seleção dos textos do JUCA quando acontece nas nossas vidas. Quantas vezes tudo ao seu redor parece estar dizendo a mesma coisa e, pouco tempo depois, nos deparamos com alguma situação semelhante. Oxalá me permita receber e entender cada vez mais mensagens que estão aí, gritando para nós….basta querer ouvir!

    Axé a todos!

  8. Daniel disse:

    Pois é, uma vez me perguntei: “Como será a montagem dos artigos do JUCA?”. As matérias são tão bem distribuídas e todas relacionadas que chega a assustar. Tinha certeza que esse trabalho era abençoado e agora tenho plena certeza que ele é muito bem orientado e porque não dizer muito bem sustentado. Dúvida respondida, vamos aos comentários.

    Sinceramente falando, quando vi a capa e principalmente a frase: “Paz aos homens de boa vontade” já fiquei de joelhos. É assim mesmo, a justiça de Xangô não é aquela que os homens fazem e aplicam… é muito, mas muito, mais além… muito mais doída e muito menos compreendida, principalmente se não houver persistência, ponderação, resignação e entendimento de que somos espíritos numa condição carnal.

    Kaô Kabecile meu Pai Xangô!

  9. Ana Maria disse:

    Sim, este editorial, assim como os demais artigos publicados nesta edição do JUCA nos faz novamente pensar e refletir, e desta vez é na JUSTIÇA. E eu fico com a frase: “Será que nós, hoje, com maiores condições de cultura e estrutura de vida conseguimos entender a atuação sempre justa de Deus?”.

    A minha resposta é não. Porque a humanidade está convicta que justiça é termos a melhor moradia, o carro do ano, o melhor salário, poder viajar pelo mundo afora, ou seja, para a humanidade o que lembra justiça é a comparação material do que eu tenho com o que meu vizinho tem.

    A Justiça Divina nos enxerga de maneira contrária a isso. Nos compara com o que meu coração, minhas emoções, minhas atitudes, inclusive com o que o meu lado racional vê e pratica comigo mesma e também com o “meu vizinho”.

    Para nosso Pai Xangô o que importa é o nosso espírito. E esse parece que a humanidade nem sabe mais que existe.

    Portanto, a mensagem da capa desta edição nos chama à atenção para “Somente quando cumprirmos as Leis Divinas, Somente quando aceitarmos a Justiça Divina viveremos realmente em PAZ.”

    Ah!!! a PAZ. Esta com certeza todos nós buscamos. Mas será que alguém nesta busca se lembra que a PAZ é um substantivo abstrato? Não podemos toca-la. Só podemos senti-la. E se não pararmos de buscar esta paz nas coisas materiais deixando sempre para daqui a pouco o cuidado que devemos ter com o nosso espírito, nos lembraremos tarde demais, em nosso desencarne, que sempre soubemos o que é a Justiça Divina, só não a praticamos por comodismo, egoísmo, orgulho, competição…

    Fica aqui minha sugestão: leiam o artigo Xangô – O Equilíbrio da Justiça no Ritual da Umbanda. E depois parem e reflitam se estão no caminho que os levará através da JUSTIÇA DIVINA a PAZ.

    Kaô meu Pai. Kabecile.

    Axé a todos.

  10. Teresinha disse:

    Essa capa é mesmo “tremenda” ! É bonita e impactante ! O editorial é só o “aperitivo” para tudo o que está no JUCA desse mês! Querem saber das Leis que comandam verdadeiramente nossa vida ? Leiam o JUCA e conheçam mais sobre nosso Grande Pai Xangô !
    ET. que grande parceria termos, o GREENPEACE !

    Axé a todos!

Escreva um Comentário