jul 06

Axé a todos!

Gostaria de chamar atenção esse mês para as matérias sobre o “Mito do Centésimo Macaco” e a “Experiência com macacos” que estão publicadas na página 08. Observem como essas matérias, muitas vezes, se encaixam direitinho em nossa vida, às vezes não passamos de “macacos” agindo por repetição, sem saber o porquê e a real essência e necessidade do ato, fazemos por fazer, em uma rotina sistemática e limitante ou pior, muitas vezes pensamos, capajuca35determinamos e pensamos de novo e de novo e  no entanto, NADA FAZEMOS.

Posso dar muitos  exemplos, principalmente dentro do contexto religioso umbandista, pois percebo que a maioria das pessoas não faz a menor idéia ‘do que é’ ou ‘o que representa’, por exemplo, fazer o sinal da cruz, ficar descalço dentro do congá, cruzar o chão, bater cabeça, bater palmas, entre outros atos, fazendo apenas por repetição, perdendo assim, o sentido e a essência do ato, limitando até mesmo o benefício que esses atos religiosos trazem ao seu praticante. O que é, sem dúvida, uma pena.

Claro que isso é  falta de conhecimento real, que gera a repetição e a idéia de fazer “por que sempre foi assim…”. Percebemos o quanto a falta de estudo, muitas vezes, limita o Ser, o torna preconceituoso, inclusive o distancia da essência e das bênçãos Divinas. Pode parecer estranho fazer essa ligação: benção Divina com estudo, mas se não existir algo fundamentando as ações religiosas não se cria um laço resistente entre o Ser e a Religião. Santo Agostinho, um dos teólogos mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente, com suas múltiplas funções como bispo, escritor, teólogo, filósofo,  que foi influenciado e influenciou muito pensadores como Tomás de Aquino, diz: “uma fé sem entender suas razões é uma fé de ignorantes”, ou seja, precisamos crer para entender e entender para crer. Isso é imprescindível!

Portanto, não basta só pensar ou criar uma vibração mental e ficarmos, como diz o artigo, “sentados em nossa casa pensando coisas boas”, precisamos AGIR, “botar a mão na massa”, só assim, melhoraremos nossa realidade. Não adianta reclamar e nada fazer, não adianta querer sem nada dar, não adianta exigir o que não se faz, não adianta falar mal se não conseguirmos fazer melhor. Lembremos daquele ditado muito sábio que diz: “de boa intenção o inferno está cheio” e vamos agir, vamos fazer e não dizer, vamos fazer com sabedoria e consciência, vamos estudar, vamos ler mais, vamos ser coerentes e verdadeiros diante do Sagrado.

Que a Luz de Oxalá nos Ilumine e que as Forças de Oxum nos unam na Fé em Olorum!

Obs: Para ter acesso à versão online do Juca – Jornal de Umbanda Carismática – e ler as matérias mencionadas cadastre-se no site www.umbandacarismatica.org.br .


Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: ,

6 comentários para “Editorial Juca – julho de 2009”

  1. Regina Sant'Anna disse:

    Sabemos que alguns líderes religosos detém o saber, impedindo o acesso da informação à maioria de seus seguidores e não permitem que busquem o estudo por si só.
    Estes seguidores acabam por ignorância, servindo como ” massa de manobra ” inconscientes de seus atos, não só na religião como na vida reproduzindo cegamente o que ouvem .
    Realmente somos privilegiados em fazer parte da UMBANDA CARISMÁTICA …
    Consciência , estudo e sabedoria!!!
    Axé!

  2. Renato Nunes disse:

    Olá, curioso estar comentando algo que senti na pele,me desliguei de um “Templo” que o “sacerdote” se recusava a passar o conhecimento que nos era necessário pra nossa própria evolução e por meio dessas fui batizado de médium medíocre e ingrato….Curioso tambem que “sacerdotes” desse tipo sejam desmascarados pelo simples motivo de que a Umbanda é para todos e os ensinamentos tambem e sem os ensinamentos não somos mais do que meros ignorantes….Não tomem esse comentário como arrogância, quero apenas estravasar um pouco da minha indignação por termos que ser manipulados na mão de varios falsos sacerdotes…Axé à todos…………

  3. Daniel disse:

    “Bom seria se a gente dormisse em cima de um livro pra absorver o conhecimento nele contido”. “Bom seria também sentar e esperar de braços abertos aguardando as bênçãos divinas”.

    Ainda bem que a Espiritualidade e a Umbanda que conheço não tem nada a ver com essas frases ignorantes e comodistas, mas que volta e meia encontro alguém falando. Se fosse assim não seria necessário esforço, não haveria méritos, não precisaríamos de fé, não haveria humildade, não seria necessário a persistência, enfim, não haveria evolução. Resumindo a vida ia ser chata pra caramba.

    Vindo de uma área acadêmica de linha científica posso dizer, depois de muito tempo que existe sim uma Religião baseada na lógica, no raciocínio, no empirismo e no bom senso que permite o fortalecimento da fé e faz com que meus dias fiquem melhores. Problemas, quando existem, são bênçãos porque só através delas é que posso cumprir parte da minha jornada nesta curta fase carnal do espírito.

    Vamos à luta!

    Axé irmãos!

  4. João Carlos disse:

    Axé, conhecimento, base de Luz para todos, é através do conhecimento que podemos afirmar, contestar, discutir, enfim sermos mais verdadeiros com as pessoas e nós mesmos, deixar a preguiça de lado, o medo, a falta de vontade de querer entender, aceitando o que nos é colocado como verdades, isso gera margem para que pessoas fiquem a mercê de outras,aceitando suas ideias como verdades onde as vezes são manipuladas, usadas, apenas porque ficaram na ignorância ou preferem ser levados sem nem olhar para onde, apenas seguir. Irmãos somos todos iguais, depende de nós mesmos fazer do que só falar, agir do que só lamentar, não podemos ficar achando que não temos a capacidade de evolução, de buscar conhecimento, temos que ir atrás ficar parado achando que ja passou o tempo isso é o pior dos atrasos que podemos conseguir para nós mesmos. Buscar , lutar, cair, levantar, sacudir a poeira, chorar a batalha perdida do que ficar lamentando a luta não vivida. Que nosso Pai Ogum possa nos trazer toda a determinação da coragem e nosso Pai Oxóssi o conhecimento que liberta.
    João Carlos

  5. Guilherme Barbosa disse:

    Axé a todos!!!

    Mais um belo convite para refletirmos…Acho muito cômodo criticarmos o que está errado ou simplesmente sentar e aguardar que alguém tente mudar qualquer coisa. Acho que absolutamente tudo em nossa vida pode e deve ser melhorado, basta começarmos!

    Aproveito para dizer que o JUCA desse mês está riquíssimo, como de costume. Muitos textos para reflexão e, principalmente, conhecimento sobre a nossa amada Umbanda

    Abraços Fraternais,
    Guilherme

  6. Ana Maria disse:

    Realmente é curioso estar comentando algo que “também” senti na pele.

    No meu caso senti na pela a omissão do “sacerdote” com conhecimento e também em outra oportunidade pela falta de conhecimento. E sem estar tecendo julgamentos, mas simplesmente constatando fatos, digo que o “sacerdote” que se recusa a passar seu conhecimento é tão “perigoso” quanto ao que nenhum conhecimento tem. Pior, proibir que seus filhos trilhem o caminho do estudo e da informação que nos trazem a luz é absoluta falta de confiança em si mesmo e na sua corrente de trabalho. Passa a existir a manipulação. E aí me pergunto: dentro de uma corrente de trabalho mediúnico cujo dirigente é inseguro, e portanto amargo, desconfiado, o que pode acontecer? A resposta está nesse belíssimo artigo: todos serão o Mito do Centésimo Macaco. Isto vale para a nossa vida “profana” e religiosa. Este é um exemplo para a nossa VIDA.

    Ser filha da Umbanda Carismática é ser uma pessoa abençoada por Olorum Oxalá e Ifá.

    Axé a todos.

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