Existe uma enorme diferença entre cobrar e pedir ajuda. A Umbanda é uma religião sem preconceitos, mas sofre pelo preconceito. E esse sofrimento se dá pela falta de respeito em todos os sentidos e, claro, a questão mais polêmica é a financeira. Vamos começar salientando que Umbanda é caridade que não se paga, é amor que não se mede e é dedicação que não se discute. Por isso a Umbanda ajuda, mas não cobra e pede, mas não exige. Mas o que mais acontece é que quando um dirigente fala em ajuda material tem consulente que já sente um arrepio e
logo pensa: “Estava demorando! Eu sabia que essa coisa de umbanda é macumba mesmo! Imagina, o pai de santo quer que eu pague suas contas!”, e logo vai embora falando horrores do terreiro e da Umbanda. O problema é que este consulente esquece que ele lavou as mãos, que deu descarga no banheiro, que o chão está limpo, que as luzes estão acesas, que há velas no altar, que ele é defumado, que existe um imóvel pelo qual se paga impostos, aluguel, contador, faxineira… Nossa, uma infinidade de coisas! E na próxima semana o Centro estará lá: novamente de portas abertas com o chão limpo, as luzes acesas, velas no altar…
Não se percebe que há necessidades básicas para se realizar um trabalho espiritual e que o consulente também tem o dever de colaborar e não de julgar, afinal de contas ele se aproveita também materialmente do local. O entendimento de que a ajuda financeira também é obrigação da assistência, e não somente do corpo mediúnico, é necessário e deve ser encarado naturalmente sem nenhum tipo de constrangimento, tanto por parte dos dirigentes espirituais, que devem pedir pois se não pedirem poucos colaboram, quanto por parte do corpo mediúnico e da assistência.
Observem: A igreja católica pede e incentiva o dízimo com agradecimentos públicos e visitas particulares e ninguém xinga o padre. Nos centros kardecistas as pessoas doam com muito orgulho casas, sítios, terrenos, etc. Os pastores desafiam os fiéis a “dar uma prova de fé” e as igrejas evangélicas estão aí, tornaram-se uma potência religiosa. Pessoas vendem milagres a preços exorbitantes e prometem rapidez no resultado do trabalho e esses são os bons aos olhos dos clientes, pois nestes casos não existe a Vontade de Deus, nem a religiosidade. Mal sabem os que pagam por isso que realmente conseguem o que querem por terem ativado forças negativas poderosíssimas que aceitam o pagamento, mas que cedo ou tarde se voltam contra o próprio “cliente”.
Tudo muito natural, não? Para eles sim, mas para os dirigentes espirituais quando há a necessidade de pedir morrem de vergonha e são taxados de macumbeiros, trambiqueiros e caras de pau. Conclusão: o dirigente e os médiuns literalmente pagam para abrir as portas do Centro Umbandista, pagam para fazer a caridade e pagam para ajudar o assistido que é o maior beneficiado e também quem mais fala mal da nossa querida Umbanda tão maltratada e tão mal falada. Essa Umbanda que não cobra nada, mas necessita de tudo. Necessita de ajuda, amor, dedicação e principalmente de respeito.
A Umbanda precisa de ajuda, de pagamento não. A Umbanda pede, mas não cobra.
Axé a todos!










22 de julho de 2009 at 10:41
Bom dia Mãe Mônica Caraccio, gostei muito do texto, é um assunto que ninguém pensa, mas que adora falar mal. Vivi muitos anos na igreja católica e toda semana gastava com pão para o ofertório, dizimo, papel crepom, camisetas, vestes, encontrão e nunca reclamei, e vendo agora que não participo de mais nada, pois percebi que lá não era meu lugar, ficava muitas vezes sem reposta, comecei a estudar o espiritismo e frequentar um centro de umbanda em Guarulhos, fico surpresa quando tenho que levar velas ou algum prato para a entidade. Hoje gasto menos, sou feliz por ter escolhido esse caminho e a cada dia que passa Amo mais a Deus e a Umbanda.Parabéns pelos artigos publicados, leio sempre e passo para amigos, membros da família e para o pessoal do centro da Cabocla Jacira.
22 de julho de 2009 at 15:32
Realmente é muito apropriado este texto, tanto que copiei para levar para o Barracão onde sou médium, eu observo exatamente isso que vc falou, quando se pede algo, mesmo que seja uma simples vela para as pessoas e até mesmo para algumas pessoas que trabalham no Barracão vejo em suas fisionomias a desaprovação pelo pedido. Eles esquecem que para o Barracão funcionar é necessário ter velas de todas as cores, tamanhos e tipos para as entidades trabalharem.
Parabéns, Mãe Mõnica
22 de julho de 2009 at 15:49
Sua benção Mãe Mônica,achei ótimo esse texto,pois concordo com a necessidade das pessoas ajudarem na manutenção de uma casa,pois sabemos que as contas e despesas são realmente grandes,acho que todos tem a obrigação de ajudar,sejam os médiuns da casa ou a assistência,mas todos de acordo com o que podem fazer,infelizmente ha lugares que estipulam valores de mensalidades elevados, que sobrecarregam alguns filhos da casa causando um grande mal estar a esses ,”Umbanda é caridade que não se paga, é amor que não se mede e é dedicação que não se discute”,de acordo com outra frase de seu texto….A Umbanda pede, mas não cobra.Por isso volto a dizer cada um faz o que está a seu alcance sem que estipulem taxas e mensalidades,apenas a união de todos para manter a casa que frequentam.
22 de julho de 2009 at 15:49
Axé Mãe Mônica, realmente é um assunto de extrema importância ser abordado sem reservas afinal como esta escrito, existem custos como agua , luz, limpeza do ambiente e varias outras como qualquer casa tem, devemos contribuir sim, pois se estamos melhorando e vendo tudo melhorar porque nao ajudar para que continue o trabalho em prol de outros afinal, não podemos só olhar nosso proprio umbigo, todas as religiões precisam se manter, a diferença é que quando falamos de Umbanda parece que as pessoas só pensam em trabalhos do mal e macumbaria, mas na hora que tudo parece ruir sobre nossas cabeças onde corremos?, na Umbanda que acolhe e não olha a quem, na Umbanda que faz sem cobrar ninguem, na Umbanda que ajuda sem pedir nada em troca, então acho que é hora de parar com a hipocrisia e ver que Umbanda é uma religião como qualquer outra e precisa de ajuda sim para continuar seus caminhos de ajuda ao proximo.
Axé
João Carlos
22 de julho de 2009 at 15:55
Olá Mãe Monica,
Em primeiro lugar gostaria de dar-lhe os parabéns por mais este artigo.
Há cinco anos faço parte desta religião tão linda e ainda tão pouco conhecida e muito incompreendida.Tenho muito orgulho de poder frequentar, estudar e aprender cada dia mais sobre Umbanda e com a Umbanda.
Faço parte de uma casa onde não se pede nada em termos de ajuda para os consulentes, nem sequer uma vela, e particularmente não concordo com isso, pois vivemos em uma sociedade onde o Homem só da valor para aquilo que sai do seu bolso e sendo a Umbanda praticada de forma séria como religião que é, tem todo o direito pelos motivos citados em seu texto entre outros de receber ajuda seja ela qual for para continuar ajudando seja a quem for, sem se preocupar com aqueles que falam mal, pois não são estes os que realmente nos interessam e sim aqueles que sabem que a casa de Deus é aquela onde se reúnem pessoas para falar Dele e expandir as suas obras.
22 de julho de 2009 at 16:27
Olá Mãe Mônica, muito importante deixar exposto que as casas,templos,terreiros,etc..tem sem dúvida alegria e amor em ajudar as pessoas à alcançarem suas graças mas,as mesmas se esquecem que da mesma forma para prosseguirmos tambem precisamos ser ajudados.Claro que não estamos classificando as pessoas como ingratas até porque não faria sentido porque, caridade não se cobra.Por outro lado as pessoas ajudarem as casas com doações do tipo (velas,incenso,charutos,marafo,fundangas,etc..) ja seria de bom grado. São coisas que não são tão caras e ajudam bastante.
Axé irmãos umbandistas.
22 de julho de 2009 at 16:33
Concordo plenamente com o artigo! Se a assistência utiliza toda a estrutura da casa e, mais do que isso, faz parte daquela egrégora e comunga com toda aquela energia muitas vezes até levando para casa elementos como ervas, velas, flores, pembas, entre muitos, nada mais justo que ajudar nas despesas materiais. Até algo simples como um pacote de papel higiênico ou um quilo de café já ajudam muito. É a velha história: quem pode mais ajuda com mais e quem pode menos ajuda com menos, mas todos ajudam!
Por outro lado, discordo do irmão que diz ser contra a estipulação de um valor de mensalidade. É obvio que a mensalidade não pode ser cobrada da assistência e nem ter um valor exorbitante, mas se um grupo de pessoas se une para trabalhar pelo mesmo ideal e em um mesmo local físico, que mal há em se dividir as contas e gastos materiais igualmente entre todos? Acredito ser o mais justo! Apesar disso, tenho certeza de que ninguém fica de fora de uma casa espiritual pelo simples fato de não poder pagar o valor da mensalidade, afinal de contas estamos falando em Umbanda, a religião que está de braços abertos para receber a todos independente da sua condição financeira.
22 de julho de 2009 at 20:34
Axé irmãos! Concordo com que foi dito no texto acima pela Mãe Mônica. Durante séculos a igreja católica tirou dos pobres para dar aos ricos e tirou dos ricos para dar a si própria. Outras igrejas hoje seguem o mesmo caminho e saem do contexto Religião (do latim: “religio” usado na Vulgata, que significa “prestar culto a uma divindade”, “ligar novamente”, ou simplesmente “religar”). Sem dizer o fato de que o que cometem contra a Umbanda e seus seguidores é crime, discriminação e preconceito.
Sem entrar no mérito do julgamento, hoje há mais pessoas que preferem se endividar com prestações de carros, roupas, eletroeletrônicos, pagam condomínios, impostos sem cogitar o porquê e para que! Pagam, (e às vezes valores exorbitantes), para “pais e mães de santo,” (aqui escrevi propositadamente no minúsculo), para ouvir mentiras, fantasias, para trabalhos disso ou daquilo. Mas quando se deparam com uma casa séria, com uma Religião onde a verdade é o alicerce dos trabalhos que são efetuados sob o nome de Oxalá, onde Guias, Orixás, Pais, Mães e ou Zeladores de Santo são sérios que não prometem o que não pode ser feito, essas pessoas saem frustradas e maldizendo não só da casa, assim como da Umbanda. No meu ponto de vista é bom que essas pessoas cruzem os nossos caminhos, pois elas nos auxiliam a fortalecer a nossa Fé em Oxalá, o nosso Amor ao próximo, nos faz refletir em nossas atitudes para com o próximo. E é talvez com esses pensamentos é que graças aos escravos que para cá vieram nos deixaram um legado lindo como a Umbanda.
Mesmo desacreditado e ignorado por todos, não posso desistir, pois para mim, vencer é nunca desistir.
Albert Einstein
A vida me ensinou a nunca desistir
Nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir.
Pode me tirar tudo que tenho
Só não podem me tirar às coisas boas que eu já fiz pra quem eu amo!!!
CHARLIE BROWN JR
22 de julho de 2009 at 20:54
OLÁ!!
GOSTEI MUITO DO TEXTO, INFELIZMENTE É A REALIDADE QUE VIVEMOS…
SÓ QUE, SEM QUERER JULGAR, APENAS COMENTAR, TEM MUITOS DIRIGENTES DE TERREIROS QUE COBRAM, E COBRAM CARO…
CONCORDO QUE TEM QUE PAGAR AS DESPESAS DO TERREIRO, MAS TEM ALGUNS QUE ABUSAM, ALGUNS SE ESQUECEM QUE UMBANDA É CARIDADE E COBRAM TUDO E DE TODOS…
INFELIZMENTE NOSSA RELIGIÃO SE TORNOU UM PONTO COMERCIAL, E É POR CAUSA “DESSES” QUE NOSSA UMBANDA É MAL FALADA… MAS O QUE NOS RESTA É LUTARMOS PARA QUE NOSSA RELIGIÃO SEJA SEMPRE A UMBANDA DA CARIDADE, DO AMOR E DA FÉ…
VOLTANDO AO ASSUNTO DO TEXTO, REALMENTE É MUITO BOM, FICO FELIZ EM PODER PARTICIPAR DESSA CORRENTE…
QUE O PAI OXALÁ ABENÇOE A TODOS E QUE SEMPRE POSSA ILUMINAR OS SEUS PENSAMENTOS PARA QUE VOCÊ POSSA SEMPRE ESCREVER COISAS TÃO VERDADEIRAS QUANTO ESSA…
BJS!!!
AXÉ!!!!!!!!!!!
23 de julho de 2009 at 0:39
Acho que nós, os seres humanos, temos uma tendência a olhar o que vem do outro como obrigação e o que nos é solicitado como caridade. É a velha estória do “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Então pensamos: são tantas pessoas usando a luz, o papel higiênico, o copo descartável, etc., que um a mais, um a menos… não faz diferença. Nesse contexto, tirar um centavo do bolso… nem pensar, até porque centavos não fazem diferença mesmo, não é!
Entretanto se multiplicarmos esse gasto por 50, por 100, por 1000, vamos chegar a valores grandes. O princípio do avarento é não doar, NADA. Para esse tipo de pessoa, quem doa algo, o faz porque tem demais e está em situação invejável. Já quem não doa, faz deste modo porque é egoísta, mas ele mesmo, o avarento, não pode doar, pois tem muito pouco, pobre coitado! Independente de sua renda e classe social, avarento é avarento! E de avarento todos temos um pouco e, por isso, precisamos nos policiar.
Acho (e isso é uma opinião bem particular) que as doações à igreja católica têm um efeito de promoção social. Para os evangélicos e em situações de trabalhos encomendados há um sentido de troca, barganha,etc.
Por que, então, não ajudar a suportar o meio material para que a nossa umbanda possa trabalhar, em um sentido simples e íntimo de civilidade, respeito, confiança e agradecimento!
24 de julho de 2009 at 0:42
adorei muito esse texto publicado. se não pedir não tem como um terreiro ir pra frente porque tudo se tem um custo. parabéns pelo seu trabalho. muito axé a todos umbandistas
24 de julho de 2009 at 8:53
Muito Axé a Todos,
No meu pouco tempo de Umbanda tenho aprendido grandiosas lições, mas uma em especial sempre está reverberando nos meus pensamentos: temos que lidar com a energia do dinheiro de forma desprendida, ou seja, quando pagamos uma conta ou doamos certa quantia a um necessitado, a uma casa de caridade ou a um terreiro temos que doar com “muito Axé”, com o pensamento de prosperidade… Acredito que essa lição nos liberta da avareza e nos torna seres um pouco menos obcecados pela matéria.
Abraços
24 de julho de 2009 at 9:04
MÃE
Parabéns pelo artigo. Quando fui pela primeira vez, em novembro do ano passado, em seu terreiro recebi e gostei de toda a assistência que vocês me deram. Não precisei nem pensar duas vezes já comecei a contribuir de uma forma ou de outra, vendo toda aquela estrutura, ainda vejo pessoas saindo com rosas, velas, ervas para banho. É por essas atitudes simples que vocês são referencia de religiosidade para mim, tanto a Mãe como o Pai.
E mais importante ainda: tive a sorte de conhecer a Umbanda neste terreiro, pois vejo muita transparência, carinho e respeito pelas pessoas.
Muita Axé a todos
24 de julho de 2009 at 13:25
Muito apropriado e sempre atual o artigo. Estive pensando:
Quem é que se dedica 24 horas por dia para o aprendizado espiritual dos filhos, abrindo muitas vezes a própria casa em que se vive para atender a todos mesmo de madrugada, finais de semana, feriados? Quem coloca a espiritualidade em primeiro lugar deixando de lado outras questões como trabalho, diversão, bens materiais ou até mesmo a família carnal?
Só quem faz isso são Pais e Mães idôneos e comprometidos de um terreiro sério e correto .
O que nós, filhos, assistentes, consulentes etc fazemos além de se beneficiar de tal bênção? O mínimo que deveríamos fazer é agradecer e ser melhor a cada dia. Materialmente falando, o mínimo seria respeitar as condições em que tudo acontece contribuindo com a Casa, afinal a manutenção do local converte-se em benefício próprio.
Colaborar financeiramente com uma Casa vai muito mais além do que a questão se deve ou não cobrar ou pedir. É questão de escolher e definir prioridades, do que realmente é importante na vida. Isso faz parte da “peneira” astral, do entendimento que temos da nossa condição.
Você trocaria um cineminha e pipoca com seus amigos para contribuir com a Casa que te dá sustentação e amparo?
Eu sim.
Axé a todos.
24 de julho de 2009 at 15:04
Axé Irmãos,
Puxa, quantos depoimentos legais, fundamentados, esclarecedores. Muito bom estar lendo que na grande maioria deles já há o entendimento do texto da Mãe Mônica..
Prá mim:
- Cobrar é o que os banqueiros fazem quando nosso cheque é devolvido por falta de fundos.
- Cobrar também é quando vendemos uma mercadoria do nosso “comércio” e não conseguimos receber o pagamento.
- Cobrar é “ir atrás” do nosso prejuízo material. E considero absolutamente normal esse procedimento, pois estamos falando em “mundo material”, do qual tiramos o nosso sustento e o da nossa família.
PEDIR = ato de humildade.
- Eu peço a colaboração dos meus colegas profissionais para me ajudarem em um trabalho.
- Eu peço ao meu filho uma carona até a estação mais próxima do metrô, pois está chovendo muito e estou resfriada.
- Eu peço ao Povo Umbandista uma colaboração (irmãos médiuns e irmãos da assistência) para mantermos nosso terreiro limpo, com água potável, água na descarga do banheiro, lâmpadas e velas acesas, etc. etc. etc. Vocês já pensaram nisso? Sem falar em valores (reais – nossa moeda) eu acredito que todos que estão na nossa assistência têm CONDIÇÕES de colaborar. Afirmo: todos. Mesmo que seja para deixar de fumar 2 cigarros por dia. Isto é pedir muito diante de tantas graças que nos é DADA pela Espiritualidade?
Também faço minhas as palavras da irmã Juliana (com sua licença) quanto a colaboração dos médiuns – deve ser exatamente do mesmo valor para todos os filhos da casa. Não faz sentido tratarmos “filhos” de um terreiro de formas diferenciadas. Já vi terreiros agindo dessa forma e o resultado sempre foi catastrófico. Ele incita julgamentos, cordões, e pensamentos do tipo por que EU POSSO e ELE NÃO PODE?
Saravá a todos meus irmãos Umbandistas conscientes das necessidades “materiais” de um terreiro.
25 de julho de 2009 at 10:42
Os revezes da vida nos ensina muito, cabe cada um ter olhos para ver e ouvidos para ouvir. Já frequentei algumas religiões, outro Terreiro e percebi que é cômoda a situação de todos, somente ir para receber, sem julgamento e cordões. O sentido de doar em todos os sentidos, eu acredito, que está na absoluta fé, por isto que nestas outras religiões há donativos de todos os tipos. O que deturpa o nosso objetivo e intenção de divulgarmos uma Umbanda “Limpa” é o posicionamento de muitos outros umbandistas pois o exemplo tem que partir de nós não só na conduta, na moral mas em todos atos benevolente se somos contemplados com tantas bençãos diariamente, se fazemos parte desta egrégora 24 horas, por que não nos entregarmos literalmente de braços abertos, façamos nós esta diferença, façamos nós mudanças para que a própria assistência veja o quanto tudo isto é grandioso e valoroso, independente de situação financeira o pouco que damos de coração já é algo. Vamos investir mais na nossa fé, no desprendimento, nos desapegos está nas nossas mãos a divulgação da nossa querida Umbanda, livre de preconceitos e discriminação o que está faltando é a entrega total e absoluta, se cada um fazer o seu melhor a diferença acontecerá. Mãe, Obrigada, por mais um artigo valoroso. Muito Axé. Saravá. Beijos…..
27 de julho de 2009 at 13:20
Acredito que a utopia seria as pessoas terem a SATISFAÇÃO de colaborarem com um centro de umbanda, de sentirem em seus corações a realização em poderem ajudar. Será que temos isso? Será que existe uma colaboração de coração?
Pode ser que estejamos longe, mas acho importantíssimo dentro dos terreiros os comentários para a assistência, para que os mesmos valorizem e enxerguem todos estes gastos e necessidades que envolvem uma casa, como citado no texto.
Somente com trabalhos sérios, dentro da Lei de Ogum, vamos construir uma Umbanda respeitada, uma Umbanda sólida, onde as pessoas possam buscar os terreiros na forma de RELIGIÃO, em busca de orações e não de milagres. Somente assim teremos uma assistência que comungue com a casa e esteja envolvida realmente com o terreiro, seja na parte material, com doações, seja levando o nome da Umbanda de forma grandiosa e confiante.
Salve a Umbanda!!!
27 de julho de 2009 at 15:21
Tantas coisas nos são dadas a todo momento como sorrisos, cama quentina, café… e o melhor de tudo, filhos saudaveis junto com o mais importante, a oportunidade de conhecer a UMBANDA CARISMATICA!! Só que tudo isso às vezes acontece no automatico, sem sentir, só sentimos quando perdemos…
Precisamos agradecer de joelhos todos os ganhos que a vida nos da de presente e mais do que nunca doar o que ganhamos… apenas doar!
Axé,
Andrea
27 de julho de 2009 at 17:47
Umbanda é caridade que não se paga, é amor que não se mede e é dedicação que não se discute.
CONCORDO!
27 de julho de 2009 at 21:46
Infelizmente vivemos em um sistema extremamente assistencialista, onde a maioria das pessoas, está condicionada a receber as coisa sem o menor esforço para conquistá-las e muito menos sem opção de escolha. Acomodando-se apenas com aquilo que lhes é dado, se eximindo assim dos seus deveres e da busca pelo melhor.
Como ser UMBANDISTA requer conquista, trabalho, determinação, força, consciência e muito mais… acredito ser um grande desafio, mas possível através de ações positivas e esclarecedoras, reverter a postura mesquinha do ” menor esforço” transformando-a em compartilhar.
Axé !
28 de julho de 2009 at 0:48
Mãe:Os primeiros Cristãos para poder “servir” e transmitir o “evangelho” viviam para a “espiritualidade” e pediam para poder exercer seu oficio, a igreja católica teve muitas ordens que pediam como símbolo de humildade…transcrevo um texto sobre o “dar e receber” que vem a “tona “sobre o tema abordado pela Sra…
“Talvez consideres os objetos, as pessoas, os valores, os afetos, como coisas que estão postas ante ti para que escolhas e devores de acordo com tuas especiais apetências .Esta visão centrípeta do mundo, provavelmente marque tua contração desde o pensamento até os músculos.
Se tal é o caso, com certeza que tudo aquilo que se refere a ti será muito apreciado: tanto os teus prazeres quanto o teu sofrimento. É muito difícil que queiras ultrapassar teus íntimos problemas já que neles reconheces um tom que, por sobre todas as coisas, é teu. Desde o pensamento até os músculos tudo está educado para contrair, não para soltar. Por conseguinte, ainda quando procedes com generosidade, o cálculo motivo teu aparente desprendimento.
Tudo entra, nada sai, então tudo se intoxica desde teu pensamento até teus músculos. E intoxicas a quantos te rodeiam. Como poderias depois desaprovar sua “ingratidão” para contigo?
Se falamos do “dar” e da “ajuda”, tu pensaras sobre o que te podem dar, ou a respeito de como te podem ajudar. Mas, eis aqui que a melhor ajuda que posso dar-te, consiste em ensinar-te a relaxar tua contração.
Digo que o teu egoísmo não é um pecado e sim teu fundamental erro de cálculo, porque tens acreditado ingenuamente que receber é mais do que dar.
Lembra os melhores momentos de tua vida e compreenderás que sempre estiveram relacionados com um dar desprendido. Só esta reflexão deveria ser suficiente para mudar radicalmente a direção de tua existência…Porem sei que não será suficiente.
É de esperar que esteja falando para outro e não para ti, já que seguramente terás compreendido frases tais como”praticar a caridade “humanizar a terra”, “diminuir o sofrimento no mundo que te rodeia”e outras tantas mais, que tem como base a capacidade de dar.
Terminemos isto: queres evoluir? Então produz ações válidas. Se elas são tais, será porque estás dando ajuda aos que te cercam.”
Muito “Axéééée´… e um grande abraço!
28 de julho de 2009 at 14:01
Acredito que este texto seja muito pertinente e que não seja uma crítica, apenas uma questão de conscientização. Temos que ter em mente que somos seres espirituais vivenciando uma experiência na matéria, e como tal precisamos da contra parte material / financeira para sobrevivermos, e essa situação se dá em todos os campos de nossa vida. Tudo custa dinheiro, tudo envolve dinheiro, as despesas para a manutenção de um terreiro são imensas, alguém já parou para pensar em uma assistência com cerca de setenta pessoas, cada uma vá ao banheiro pelo menos duas vezes quantos litros de água são gastos??? Isso em um dia de trabalho e ao final de um mês? Um ano? Utiliza-se papel higiênico, copos descartáveis vejam isso, é o mínimo do que podemos parar e avaliar.
Quando falamos em colaboração, doação vejo como, um movimentar de energias, que reflete de várias formas na nossa vida, como: fartura, saúde, prosperidade não só material como espiritual. O Universo responde de acordo com as nossas atitudes e vibrações. Portanto: Quando atendemos a um apelo de ajuda de forma desprendida, sem a energia da avareza, recebemos muito mais do que o foi ofertado.
Acredito que pedir a colaboração da assistência seja algo justo e correto.
28 de julho de 2009 at 18:36
Porque é tão difícil a doação? Porque o sentimento de doação é tão difícil? Porque nós, seres humanos, não conseguimos nos doar? Falo, ser humano, porque os animais têm dentro deles esse sentimento vivo e permanente. E não são somente os cães e os gatos.Porque tanta resistência em fazer o bem, em ajudar, em se entregar a um sentimento que, com certeza, nos fará cada vez mais evoluidos espiritualmente.Muitos terreiros pedem ajuda para poderem continuar prestando a caridade porque,se estamos no plano material, precisamos do “material” para podermos levar uma vida com o necessário para termos certo conforto.Se alguns pais e mães pedem uma contribuição financeira para poderem arcar com as despesas, porque os médiuns e a assistência não podem dar mais do que isso? Ou é suficiente o dinheiro? Não é necessário mais nada? Um pacote de papel higiênico, um quilo de café ou açucar,copos descartáveis, sabonete, saco de lixo…A lista é imensa.Porque não podemos adquirir o hábito de ao fazermos as nossas compras no supermercado, levar algo para quando formos na casa espiritual que nos recebe de braços abertos? Essa casa que nos ampara, protege, zela e com todo o carinho espiritual nos dá a sustentação que precisamos todos os dias.Fica aqui a minha proposta para ajudarmos a todos.
28 de julho de 2009 at 20:20
Olá…
Quando se fala em doação, caridade, colaboração, sempre haverá controvérsias, opiniões opostas, justificativas para o não fazer… enfim…
Tratando-se da Umbanda isso é ainda mais forte, pois além do Pré-Conceito , existe o “costume ” do “se eu pagar eu quero “.
A grande porta de entrada da Umbanda chama-se assistência, afinal, ou você é, foi, ou será um assistido/ consulente, sendo assim, temos um trabalho árduo a frente, onde podemos sim fazer com que esse entendimento errôneo se transforme em conscientização.
Acredito que trabalhando nesse sentido, as pessoas passarão a entender que prosperidade vem agregada ao conceito de doar-se, participar, mudar, colaborar, contribuir….
Quem sabe dessa forma poderemos ter um futuro menos preconceituoso para nossa Umbanda, futuro esse, sem “trabalhos – pagos” mas sim com trabalhadores vivenciando a grandeza dessa palavra Caridade.
Quanto a colaboração dos médiuns, sou a favor sim, pois quem hoje em dia quer abrir gira sem a proteção e conforto de quatro paredes… heim ?
Axé a todos
28 de julho de 2009 at 23:31
Sim, o texto enfatiza um assunto muito pertinente, porém pouco comentado, as Casas Espirituais que trabalham pelo amor e pela fé não objetivam lucro nem geram renda. Tudo que for ofertado tem o propósito de somar na ajuda material dessa Casa.
Muito do que foi comentado por todos aqui nos dá uma idéia clara do quanto é dispendioso manter um Centro aberto, a infinidade de coisas matérias que são necessárias e principalmente a continuidade e reposição das mesmas.
Há muito que se fazer, podemos e devemos ajudar de inúmeras formas; otimismo e louvação é claro, zelando pelo espaço físico, doando sim e ofertando dinheiro, pois é dinheiro que somado a outras doações e ao dinheiro do bolso dos próprios dirigentes e corpo mediúnico que irá pagar as contas referentes aos gastos do Centro.
Nenhuma dessas formas de ajuda deveria substituir a outra a ponto de pensarmos que só fazendo um mínimo já fizemos a nossa parte, pois o ideal é que todos sintam-se responsáveis e contribuam sempre, afinal é para lá que vamos quando queremos rezar e buscar orientação.
Axé!
30 de julho de 2009 at 13:53
Como em todos os outros lugares, a questão financeira é sempre um pouco mais delicada. Quando falam em colaboração os pensamentos dos assistidos descritos no texto vem por quê? Porque ainda temos aumento no número de mães do poste e outras pessoas que afundam o nome de nossa religião. A saída para isso não foge em nada da melhor solução para a maioria dos nossos problemas: conhecimento e postura. A partir do momento que os pais e mães de santo expuserem suas casas como legítimas Casas de Lei e não como um shopping de milagres a aceitação por parte da assistência se torna um pouco mais natural.
Que Oxalá permita que essas colaborações aconteçam por gratidão e ajuda aos tão exigentes trabalhos espirituais e não como uma forma de pagamento quando as coisas dão uma melhorada pois, se isso acontece, a primeira coisa que dá errada já é motivo para amaldiçoar toda a (geralmente pouca) ajuda oferecida.
Axé a todos!
15 de agosto de 2009 at 18:10
Tudo bem quanto à ajuda pelo pedido e não com os 10% de certas religiões. Frequento, quando posso (sou um idoso com 87 anos de idade, com deficiência auditiva), cerca de duas ou três vezes por ano , a OICD com sede em São Paulo e filial aqui em BSB. Pois bem, lá eles NEM PEDEM ajuda, e já ajudei através de doação em dinheiro e ou outras coisas como velas, defumadores ou artigos como roupas, calçados, quadros de pintura, para rifas, etc. Avalio que eles não se esforçaram para me responder quando já pedi, algumas vezes, os dados da Conta Bancaria, para doação. Outros sim, as doações acima referidas foram para o Bazar que promovem raramente,
Agora , peço que me esclareçam o porquê do prato de comida para a entidade, pois não vejo razão para tal…
Saudações cordiais. Axé e Saravá para todos.
18 de agosto de 2009 at 8:43
Axé Paulo!
Esta pergunta é muito pertinente, percebo muitos umbandistas e simpatizantes da religião têm essa mesma dúvida. Então vou tentar esclarecê-la:
O “prato de comida” que muitas vezes é preparado e ofertado aos Guias ou Orixás é o que chamamos de OFERENDA. A Oferenda é uma das formas que temos para demonstrar nossa gratidão e amor a essas Forças Divinas que tanto nos sustentam e auxiliam, veja só, oferendar é Dar (ato de doar) o Alimento que simboliza o fortalecer dos laços, representa repartir, comungar, além disso, sabemos que é somente ‘dando que se recebe’, não é mesmo?
É importante também saber que, na realidade, os Guias ou Orixás não ingerem os alimentos em si, o que acontece é que Eles absorvem as energias existente nos elementos que foram oferendados e as utilizam em nosso beneficio nos trabalhos espirituais de cura, energização, harmonização, inclusive nos casos de demandas energéticas ou espirituais.
Mas esclareço que sem conhecimento, orientação e bom senso as oferendas não devem ser realizadas, pois cada Guia ou Orixá trabalha com um tipo diferente de energia e por isso as oferendas que preparamos são diferenciadas e específicas, caso contrário, uma oferenda pode se tornar algo negativo e alimentar espíritos caídos.
Espero ter esclarecido sua dúvida, mas caso queira entender melhor ou se aprofundar mais no estudo sobre este assunto colocaremos esta semana aqui no blog uma matéria sobre oferendas aos Orixás e, também, em nosso jornal (Jornal de Umbanda Carismática – JUCA) deste mês há um artigo que fala sobre oferendas às entidades. Caso você ainda não conheça ou não receba o JUCA, é só mandar uma mensagem para leiaojuca@umbandacarismatica.org.br e solicitar o envio do jornal por e-mail.
Espero ver você por aqui muitas vezes. Bons estudos!
18 de agosto de 2009 at 22:20
Axé para todos
Agora entendi e aceito a explicação dada sobre a oferenda do prato de comida.
Continuo recebendo as noticias através da Net. Valeu e muito grato. Estou às ordens dos amigos.
29 de janeiro de 2010 at 18:16
Descobri a Umbanda Sagrada depois de muita peregrinação por outras religiões e fiquei surpresa com a abnegação daqueles que realmente praticam os ensinamentos de forma honesta. Concordo plenamente com a necessidade de nos doarmos também financeiramente, uma vez que existem as despesas como citadas por mãe Mônica, logo, nós médiuns e todos os frequentadores devem ajudar para que hajam boas condições financeiras e o lado espiritual então fluirá em harmonia!
13 de abril de 2010 at 15:50
Frequento o espiritismo (Allan Kardec) há 7 anos e hoje sou evangelizadora infantil. Ha duas semanas atras fui com o meu marido em um terreiro de umbanda e como ha muitos anos atras eu frequentei a umbanda e recebia meus orixás, fui convidada a trabalhar nessa casa pois os guias com quem falei me disse que eu preciso trabalhar na umbanda. Agora estou com uma grande duvida frequento a umbanda (ALIAS EU SEMPRE GOSTEI DA UMBANDA) ou frequento o espiritismo ou os dois pois também não gostaria de abandonar as minha crianças da evangelização infantil (que tambem gosto). Alguem pode me dar alguma orientação a respeito? Muito Obrigada
13 de abril de 2010 at 16:00
Axé Cincia!
Pelo que entendi a Umbanda e a evangelização das crianças são coisas muito importantes para você.
Pois bem, no meu ponto de vista, não acho certo freqüentar dois lugares ao mesmo tempo, principalmente quando são tão distintos como é o caso da Umbanda e do Kardecismo. Acredito que isso confunde, desequilibra e desarmoniza a mediunidade de qualquer médium, é como ter dois médicos de confiança, duas famílias ou dois companheiros(as)… Impossível ser algo salutar ou equilibrado, não é mesmo?
Portanto, minha sugestão é: TRABALHE FAZENDO EVANGELIZAÇÃO NA UMBANDA.
Sem duvida esse trabalho é importantíssimo pois envolve toda uma estrutura familiar, religiosa e até social, além de favorecer, e muito, nossa Umbanda. Mesmo porque, quanto mais pessoas dispostas a evangelizar, orientar e educar nossas crianças umbandistas, ou até mesmo os adultos, dentro da nossa realidade religiosa, melhor será para TODA a Umbanda, hoje e no futuro.
Temos que dar opções e provar que os umbandistas não precisam mais sair da Umbanda para ir estudar no kardecismo, as crianças de nossa Umbanda não precisam mais serem evangelizadas nas catequeses católicas e os noivos de nossa Umbanda não precisam mais casar nas igrejas católicas. A Umbanda tem suas próprias liturgias, tem sua própria doutrina e seus próprios ritos, portanto não há mais necessidade dos médiuns umbandistas migrarem para outras religiões para que se satisfaçam plenamente em suas necessidades.
A Umbanda é plena e precisa de pessoas com boa vontade e de bom coração para mostrar e provar a todos sua potencia e plenitude.
Quem sabe voce, Cintia, não é uma dessas pessoas!
Muito Axé
Mãe Mônica Caraccio
6 de julho de 2010 at 9:06
Simplesmente adoro seus textos e uso grande parte deles nas doutrinas da minha casa.
Grande abraço
Axé
Leandro D’Ogum