set 15

SER Umbanda é muito diferente de ESTAR Umbanda. Meus filhos espirituais, aos quais oriento e ensino, sabem muito bem que este é um ponto que venho trabalhando há muito tempo dentro do meu Terreiro, pois acredito que só entendendo e, mais do que isso, sentindo essa diferença é que se pode sair da condição de médium e passar para a condição de Instrumento de Deus. Tentarei aqui reproduzir em poucas palavras alguns dos inúmeros ensinamentos  que já ouvi de Guias Espirituais para que possamos refletir e entender o que realmente é Ser Umbanda.

“O trabalho espiritual e de caridade foi gerado para que as pessoas pudessem ter a grande féoportunidade de anular situações cármicas, ou pelo menos aliviá-las. Mas o que se vê é exatamente o contrário: médiuns aumentando seus carmas dentro dos próprios terreiros de Umbanda. Isso acontece devido ao abuso perante a espiritualidade, onde ‘médiuns’ aproveitam as incorporações para discutirem relações pessoais ou para dizerem aquilo que não têm coragem de fazer pessoalmente. Isso acontece devido à priorização de interesses pessoais pois observamos que muitos médiuns estão vestidos de branco realizando um “trabalho de caridade” mas esperando algo em troca, algo como um emprego melhor, um namorado ou quem sabe até a solução de seu casamento. Acontece também, talvez devido à falta de interesse do ‘médium’ pelo Plano Astral ou até descaso, de ouvirmos que “ é o Guia quem trabalha, não eu, por isso não tenho a obrigação nem a necessidade de saber nada”. Outra coisa que cansamos de ver é aquele médium que enche a boca para falar que “sexta-feira é dia de trabalho no Centro, é minha obrigação estar lá”. Quer dizer que entrar para o lado Sagrado da Espiritualidade é OBRIGAÇÃO? Definitivamente não! Isso é uma OPORTUNIDADE ÚNICA, é um momento mágico e Divino onde o Ser tem a permissão de fazer parte e conhecer. Não pode ser encarada como obrigação, mas feito com alegria, amor e satisfação. Observo que muitos médiuns estão perdendo essa oportunidade única para irem à academias, passeios, jantares … e depois reclamam da vida! É lamentável e triste ver que existem muitos médiuns aumentando seus carmas dentro dos Terreiros de Umbanda ao invés de eliminá-los. É lamentável.”

Sr. Exu Sete Catacumbas.

“ Quantos de vocês, médiuns, conseguem sentir o que é verdadeiramente um Orixá? Quantos de vocês conseguem realmente Ser umbandistas a ponto de deixarem de rezar o Pai Nosso para falar com os Orixás? Não que rezar o Pai Nosso seja errado, mas é cômodo e sistemático. A força dos umbandistas são os Orixás, que é o oculto, com energias próprias. SER UMBANDISTA é chegar a esse oculto através da mente e da fé, sem nada palpável ou provado, somente sentido.”

Boiadeiro Quebra no Laço.

“Ser umbandista é saber trocar o medo e as preocupações pela Fé.”

Preto-velho Vô Bento

“Um bom exemplo para entender a vida é imaginar-se dentro de um ônibus onde tudo à sua volta passa, somente o condutor (teu Mentor Espiritual) e o cobrador (a própria Lei) não desceram ou abandonaram os seus postos antes do tempo. As paisagens, as pessoas e as situações, tudo estará sempre em movimento. Às vezes esse ônibus estará cheio e você terá que praticar a tolerância e a paciência até o próximo ponto, e olhe, é melhor não reclamar ou esbravejar, pois se você criar muita confusão o ônibus terá que parar e demorará mais para chegar ao ponto final. Às vezes esse ônibus estará vazio e você só terá o motorista e o cobrador para conversar e aí tem que saber aproveitar e não somente reclamar, caso contrário o desânimo e a solidão vêm e você não vê a vida passar. Entender a vida é saber que a cada partida desse ônibus o ponto final fica mais perto, por isso anime-se a cada movimento e tenha esperança, você nunca sabe o que poderá encontrar lá adiante no próximo ponto.”

Baiano Seu Zé

Que Oxalá abençoe a todos os umbandistas para que consigam realmente abrir suas mentes e seus corações e, assim, sentirem o que é um Orixá, não através da incorporação simplesmente, mas através do Amor verdadeiro.

Muito Axé! E que cada um de nós possa, dia após dia, cada vez mais SER Umbanda !

Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: ,

19 comentários para “Ser ou Estar Umbanda?”

  1. Ademar Dutra disse:

    A vaidade que assola a mente do ser humano cria verdadeiros buracos negros em seus corações, trazendo para sua alma prejuízos enormes.
    Ser Umbanda, ser espírita vai muito mais alem do que matéria, do que ser médium. Ser Umbanda, ser espírita é estar ligado a Olorum é compreender e aceitar que fazemos parte de uma egrégora, de um todo, que somos um só! Onde não existe obrigações mas, deveres a serem cumpridos, deveres estes escolhidos por nós mesmos com suas dificuldades, com suas facilidades, estamos onde estamos, somos o que somos por que assim escolhemos! Um Médium, um Pai de Santo, Zelador, Diretor de uma casa Espírita e assim bem como qualquer pessoa não tem Obrigação nenhuma com o mundo espiritual, mas, deveres, regras e ou normas que aceitamos antes de assumirmos os trabalhos a que nos foram confiados, portanto devemos respeitar e seguir com seriedade.
    A Caridade feita com o coração, com a Alma vai muito alem da compreensão do ser humano e de muitos espíritos. Quando compreendermos isto, passaremos a compreender o que fomos, o que somos e o que seremos, iremos compreender que o que temos é o necessário para nossa evolução, cada ser deste planeta tem a sua cruz no tamanho certo nem mais e nem menos, para atravessarmos os abismos que há em nosso caminho de nossa evolução, ocorre que muitos querem cortar o tamanho de sua cruz para ficar mais leve, outros ficam sentado na beira do caminho à espera de alguém para carregar sua cruz.
    Caridade deve ser uma doação de Alma, sem olhar a quem, sem esperar por algo, devemos lembrar sempre que somos auxiliares de Olorum.
    Hoje eu posso afirmar que através da Umbanda eu posso estar mais próximo desse Todo, desse oculto, seres estes o qual tive felicidade de estar junto. Algo que não encontrei em outras religiões, doutrinas, seitas e outras. E por esse momento vivido, eu hoje sei o quanto é difícil para esses Guias, Orixás virem até nós para fazerem o seu trabalho de Caridade e de auxilio, o quanto de energia eles despende só para superar a energia desse mundo em que vivemos, e o que muitos de nós fazemos é não valorizar esses momentos únicos, diante deles perdemos tempo em pedir coisas que são fúteis e desnecessárias a nossa evolução, um namorado (a), um serviço com boa remuneração, reclamamos de tudo e todos. Muitos subestimam as entidades pensando que elas não sabem o que é melhor para nós, que não sabem o que fomos (quando assim permitido), não acreditam e se deixam levar pela vaidade, pelo orgulho, pela ganância. Temos o Livre Arbítrio sim, mas temos a obrigação de respeitar o próximo e principalmente as entidades que vem em nosso auxilio.

  2. Ana Maria disse:

    Fico aqui imaginando quantos médiuns, após lerem esta matéria, estarão com um barulho de trem dentro da cabeça.

    Esse barulho já esteve dentro de mim e agradeço a meu Pai Ogum por me ter permitido senti-lo. E isso só me foi possível quando comecei meus estudos sobre a minha religião. Quando comecei a conhecer a Umbanda o trem chegou e passei a entender que o que eu queria era Ser Umbanda 100%. E como tudo nesta vida é uma questão de escolha, fiz a minha. Essa escolha não me sacrificou, não me amedrontou, não me diminuiu, porque eu já tinha o entendimento dos fundamentos da minha religião, porque eu tenho uma Mãe e um Pai que não “usam” as entidades que as acompanham para me ouvir, me orientar, me acarinhar, me observar, em quem confio porque já me deram provas de que em cada palavra que me é dirigida não há julgamentos.

    Quanto a prática de “médiuns” que incorporam para então “tentarem” resolver seus problemas pessoais ela é usada nos terreiros com mais frequência do que podemos imaginar, inclusive por pais e mães de santo, que ao invés de falar com seus filhos “cara a cara” para resolver qualquer que seja o problema existente no terreiro e mesmo na vida pessoal/espiritual desse filho, incorporam o guia para fazê-lo. Depois, dependendo do resultado – bom ou ruim – o mérito ou culpa – é do guia. Esta atitude no meu entender tem um nome – covardia.

    Portanto, para eu deixar de ir às baladas de sextas-feiras, a academia nos dias das nossas reuniões, ou mesmo ver o programa do Faustão nas tardes de domingo para estar sentada com caderno a caneta nas mãos aprimorando os meus estudos é a maior benção que pude conquistar nesta encarnação. Esta sim é uma OPORTUNIDADE ÚNICA em minha vida. Eu estou cuidando com muito amor e carinho do meu espírito, porque da minha matéria eu cuido nas horas vagas, e olha que dá muito tempo para tudo isso…

    Para SER UMBANDA é fundamental que tenhamos Fé e Confiança em nossos Pais e Mães Orixás, que, conforme nos fala o Boiadeiro Quebra no Laço: “- A força dos umbandistas são os Orixás, que é o oculto, com energias próprias. SER UMBANDISTA é chegar a esse oculto através da mente e da fé, sem nada palpável ou provado, somente sentido.”

    Obrigada Sr. Exu Sete Catacumbas, Boiadeiro Quebra no Laço, Preto Velho Vô Bento e Baiano Seu Zé por essas lições de sabedoria, amor, humildade e fé. No meu entender é para isso que vocês se achegam e incorporam. Problemas de cunho material devem ser resolvidos através da matéria. E mesmo assim esses guias de luz ainda nos dão um empurrãozinho sem pedir nada em troca.

    Axé !!!

  3. Daniel disse:

    Graças aos Orixás não é mais difícil admitir que já perambulei (estar) por muitos e muitos lugares e que embora sempre tenha aprendido algo bom nunca consegui estar em paz. O problema com certeza não eram os lugares e sim comigo mesmo. Muita busca, pouco encontro.

    Hoje encontro as verdades todos os dias.
    Hoje consigo ver que viver em espírito não é impossível.
    Hoje tenho paz.
    SOU UMBANDISTA.

    Que assim seja!

    Axé irmãos!

  4. Calos Eduardo disse:

    Olá,

    Dentro de diversos textos extremamente ricos em conhecimentos que venho acompanhando, este vem diretamente de encontro comigo.
    Apesar de conhecer somente um ou dois centros de Umbanda, mas, frequentar somente um, aprendi as diferenças e responsabilidades, observando e seguindo as orientações, ensinamentos e entrega à espiritualidade que o Pai e a Mãe da casa pregam e cobram incessantemente de seus médiuns.
    Saber lidar com diversos tipos de energias requer dedicação, estudo e seriedade. Implica no comprometimento de cada um em doar e servir sem nada esperar.
    Ao Pai Oxalá, agradeço a oportunidade diariamente; mesmo porque, o trem passa e precisamos estar preparados para ainda nesta encarnação amenizar dívidas, buscar com muita Fé e Amor o merecimento de sentir a presença de Orixás, aprendendo a separar nossos problemas pessoais e frustrações, e ser um instrumento que os espíritos de Luz possam se manifestar.
    Tudo tem sua hora certa para acontecer, espero ter o discernimento necessário, para SER UMBANDA NA GRANDEZA DO AMOR!

    Obrigado Mãe Mônica,
    Axé a todos….

  5. Samira Maria disse:

    Acreditar em barganhas com a espiritualidade é desconhecer as Forças Divinas. Camuflar-se em ações supostamente corretas é se perder do caminho protegido por Ogum, é ignorar que há olhos que tudo observam e registram. Ter a consciência plena e absoluta alicerçada pela fé e a crença que somos instrumentos de luz de Olorum, fomos e somos abençoados por sermos médiuns evoluindo como espíritos é uma dádiva. Nosso grande aconchego, amparo e sustentação, sendo verdadeiros médiuns, sem hipocrisia e com a alma repleta de amor, está no ombro de cada Orixá.
    Somos filhos de Orixá e Soldados de Aruanda, portanto, temos a grande oportunidade de desfrutar, amar, sentir e reverenciar todas as Energias Sagradas, que nos protege, nos conduz, sem pedir nada em troca, apenas dizendo, sentindo sempre, obrigado…obrigado…..obrigado….Salve vossas forças…..

    Axé…..

  6. Christian disse:

    A irmã Ana Maria tocou num ponto que considero fundamental. A conversa cara cara, sem pseudo-guias ( porque os guias trabalham direito, sempre, quem distorce as coisas somos nós médiuns, com nossos psicológicos, nossos animismos e recalques). Verdade que não tenho uma experiência religiosa muito vasta, pelo menos nessa vida. Entretanto, o que vejo aqui é completamente diferente das duas experiências que tive, uma com “umbanda” caseira, fora de terreiros, na casa das pessoas e outra no kardecismo. Me impressiona, principalmente no kardecismo, as pessoas pomposas dizendo absurdos sempre atribuíveis a mentores ou coisas assim. Nossa prática, lá no Terreiro que frequento, puxada pela mãe, pelo pai e pelos guias, faz caírem os véus. Somos nós com nosso Eu…e temos de encará-lo.
    Obrigado aos Guias!
    Axé!

  7. Julliana disse:

    Ser Umbanda é sempre fazer o seu melhor e dar aquilo que te tem mais valor, não se importando se irá receber algo em troca. É sentir o corpo arrepiar, o coração acelerar e as lagrimas brotarem com a chegada de um velho amigo.
    Ser Umbanda é lavar, passar e guardar as roupas brancas, já gastas e manchadas de pemba, como se fossem traje de gala. É, em dias de trabalho, sentir as mãos suando e ter borboletas no estômago enquanto tenta se acalmar lembrando que já é a nonagésima sétima vez que isso acontece.
    Ser Umbanda é perder a voz de tanto cantar, ter bolhas nos dedos de tanta vela acender e os pés doendo de tanto ficar de pé e ainda assim sair da gira com a alma lavada. É ter sempre um sorriso para alegrar, uma abraço para amparar e uma palavra para acalmar.
    Ser Umbanda é se distanciar para cada vez mais se aproximar. É conhecer uma nova família e passar a amar as pessoas de uma maneira que imaginava ser impossível.

    Que benção é SER Umbandista !!!

  8. Luana disse:

    Sempre que me lembro de uma frase dita pelo Caboclo: “não é uma questão de escolha, você já foi escolhida” me emociona muito, os olhos se enchem de lágrimas, e agradeço todos os dias a escolha, a oportunidade de entendimento e crescimento espiritual.
    Sinto uma grande alegria em cantar para meus Orixás, em bater palmas, estar no terreiro fazendo parte de todo aquele trabalho dos guias, lá é minha balada, minha casa, não é obrigação alguma, muito pelo contrário, é uma satisfação e faço com muito amor. É uma grande oportunidade de fazer diferente, de Ser Umbanda todos os dias.

    Axé a todos

  9. solange disse:

    Salve a grande lição dos Guias Espirituais. Fé palavra de ordem.
    Crer em algo oculto, sentir….
    Ser Umbanda é poder vivenciar o Sagrado, o Divino
    A Mãe sempre nos diz que é um privilégio, uma benção estar diante do Sagrado e eu concordo com suas palavras.
    Beijo

  10. Rodrigo disse:

    Cara Mãe Mônica,

    Fiquei um pouco preocupado com uma parte do que o Sr. Exu Sete Catacumbas disse : ” Isso acontece devido à priorização de interesses pessoais pois observamos que muitos médiuns estão vestidos de branco realizando um “trabalho de caridade” mas esperando algo em troca, algo como um emprego melhor, um namorado ou quem sabe até a solução de seu casamento.” Trabalho num centro muito respeitado que conta com 60 anos de trabalhos. Tenho pouco tempo de casa.

    Toda vez que encorporo minhas entidades, atendo a assistência com carinho e compreensão, aliás, atendemos, pois o trabalho é meu e delas.

    Acontece que nos é reservado um tempo para nossas próprias demandas e nesse momento peço a essas entidades para ajudar a resolver meu casamento que se acabou de maneira no mínimo estranha e com certeza por influência de pessoas perversas, pessoas essas que continuam a perverter a mente da minha ex-mulher contra mim.

    Não estou na umbanda para resolver esse problema e sim porque amo a minha religião.

    Gostaria que a Srª me desse um esclarecimento nesse sentido.

    Agradeço desde já,

    Sarava sua banda.

  11. Mãe Mônica Caraccio disse:

    Muito boa sua colocação e agradeço a oportunidade que você me dá para esclarecê-la.

    Veja só Rodrigo, no meu entender a sua forma de ‘pedir’ é bem coerente, é sustentada pela dedicação, pelo amor e respeito à Umbanda e às Entidades espirituais, visto o seu correto entendimento quando menciona no texto “atendemos, pois o trabalho é meu e delas”.
    No entanto nem sempre é assim. Vemos muitos médiuns querendo barganhar, trocar mesmo seu “trabalho de caridade” por soluções rápidas e a qualquer custo, passando por cima do contexto religioso.

    Acredito que além de ser médium e de fazer a caridade – alias, entendo que fazemos a caridade de varias formas, no entanto a verdadeira caridade é aquela que praticamos sem querer NADA em troca – precisamos aceitar os percalços da vida como oportunidade de crescimento espiritual.
    Claro que isso não quer dizer submissão completa ou que não devamos pedir ajudar, mas devemos realmente entregar nossas vidas nas mãos dos Orixás e permitir que seja feita a vontade de Olorum, com fé e muito amor no coração.

    Espero ter ajudado. Muito Axé!

  12. Rodrigo disse:

    Cara Mãe Mônica,

    Obrigado pelas suas palavras. Foram de grande valia para mim.

    Saravá sua banda!

  13. Rosangela Fonseca disse:

    Que bom seria se cada médium dentro de sua concepção de mediunidade pudesse realmente entender tudo aquilo que lhe está predestinado. Ser médium é ser medianeiro entre a espiritualidade e a terra; é saber que umbandista doa sem esperar nada de volta; porque o nosso retorno é o privilegio de sermos médiuns e sermos umbandistas. Sabemos que nossa responsabilidade para com nossos Orixás é a verdadeira lição de vida espiritual, pois a partir dela é que vamos crescer como seres de luz, de amor, de doação e troca energética. Que maravilha de graça alcancei quando ingressei na umbanda (desde que nasci), que bom que posso ser um instrumento em prol do meu irmão.
    Axé e muita luz a todos.

  14. Reginaldo A. Fernandes disse:

    Este texto postado é genial, pois sua provocação inicial, se é que posso chamar assim, faz com que venhamos refletir se somos ou se estamos Umbandistas. Realmente é uma pergunta que me intriga, me faz pensar e principalmente analisar se estou fazendo as coisas no automático ou com a devida e requerida consciência. Bem, eu já tenho a minha conclusão intima e recorrentemente fazer-me este questionamento me ajuda a harmonizar meus sentimentos, mostrar o caminho certo e trazer-me as ações que trazem felicidade ao meu espirito. Recomendo a todo médium de Umbanda fazer esta questão diariamente a si mesmo, pois aprendi com a Mãe Mônica e com o Pai Marco que ser médium, ser Umbandista, é para todas as horas, todos os dias, todos os lugares, “casa de lei não é pra brincar”.

    Axé a todos

  15. Rosa vermelha disse:

    Porque ser umbandista não é só colocar a roupa branca e ir para o terreiro. É ter a mente e o coração limpos de interesses escusos. É ser humilde e caridoso!
    É carregar a bandeira da Umbanda com Amor e Fé! Precisamos aprender a ser Umbandista de verdade! porque ser Umbandista é ser exemplo de moral e virtude!
    Saravá Umbanda!

    Axé a todos!

  16. Rosa vermelha disse:

    Parabéns, Mãe Mônica pelo lindo texto.

    Saravá sua banda!

  17. mercia disse:

    Lindo ensinamento do sr Exu , é muito bom ler este texto para confirmar que
    exú trabalha para o bem para evoluir sempre conforme a Lei de ação e reação.
    Assim é a nossa Umbanda. O médium verdadeiro é aquele que veste branco no coração , que pratica a caridade dentro e principalmente fora do Terreiro ,é
    aquele que não dá somente o pão, mas dá um sorriso , deseja um bom dia,
    sabe ouvir. Com certeza se colocarmos em prática estes pequenos gestos
    estaremos sendo mais fraternos e seremos ainda mais amparados pois estaremos atraindo espiritos afins que comungarão conosco na inclinação para o bem, Lei da atração.

    Laroiê Sr. Exu.

    Axé a todos

  18. gislaine disse:

    Maravilhoso o texto eu sim vi como está dizendo no texto que muitos usam as entidades pra falar aquilo que pensa e senti sem ter a coragem de dizer sem uma incorporação…muito lindo as mensagens do sr. exu caveira tamb´me. magnifico PARABÉNS.
    e muito axé á todos

  19. Lana disse:

    Olá!
    Estes textos riquíssimos servem pra nos despertar para a verdadeira FÉ, o verdadeiro ACREDITAR que não viemos ao mundo à “passeio”. As situações são exatamante como devem ser, nós é que nos precipitamos pensando saber o que é o melhor, quando na verdade estamos estagnados espiritualmente.
    Belíssimas lições que nos fazem pensar e abrir os olhos para o que queremos mesmo: SER umbandistas ou ESTAR umbandistas??
    Lindo como sempre!
    fraterno abraço e muito axé!

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