“- Ah! Como é bom frequentar um terreiro!
- Nossa! Quanto conhecimento os Dirigentes do Centro têm, que maravilha e que grande oportunidade de estudo e evolução espiritual.
- Nunca mais sairei deste lugar … aqui é minha Casa … me encontrei! ”
E na primeira advertência…
“- Está vendo, estou sendo perseguido, me passa seu telefone para conversarmos melhor…”
E assim se dá o início de uma grande fofoca, mostrando o lado ignorante do Ser, que acarretará em “ataques”, desequilíbrios e com certeza o afastamento desses médiuns da Casa. É a MALDADE mascarada de amor, de boa
intenção, de incompreensão e de vitimismo. Logo em seguida vem o julgamento, a vaidade, a prepotência, a falta de lealdade e de coragem de tratar de seus questionamentos com aqueles que lhe ergueram, ajudaram e ampararam. Momento em que esquecem de tudo e de todos, do carinho, da atenção, do cuidado, do tratamento, dos ensinamentos, das anulações negativas que envolviam as suas vidas, das portas que lhes foram abertas e até mesmo aquilo que recebeu da Espiritualidade através de um trabalho sério executado por seus Dirigentes, pelos Orixás e Guias Espirituais que sustentam aquela Casa.
Naturalmente a energia torna-se intensamente negativa, o elo da corrente começa a se quebrar e apesar dos Dirigentes sempre serem os últimos a saber, afinal não têm bolas de cristal, a Lei Divina existe e é onipresente. Os Caboclos, Pretos Velhos e Exus, como grandes Espíritos de Luz que são, começam a avisar e a intuir os Dirigentes da Casa e chegam até a afastar as Entidades de Luz dos tais médiuns começando a permitir que os ‘quiumbas’ tomem conta dele, é a “Lei da Afinidade”. E aí começa aflorar o lado obscuro de tais médiuns e percebemos o que é a ignorância do saber. A vaidade começa a se sobrepor e nesse momento o médium julga-se o “mais sabido” do Terreiro, acreditando que tem um “Grau” acima, como se tudo isso fosse um grande picadeiro de artistas e palhaços que precisam de aplausos para poder praticar uma boa ação, incapaz de realizar qualquer outro tipo de tarefa dentro da grandeza que é o trabalho espiritual e de caridade.
“– Eu, Cambonar?!? Não! Então peço licença … “ Isso é o que os Dirigentes ouvem por tentar preservar o tal médium que está em total desequilíbrio, por saberem da responsabilidade que é ter uma Casa cheia de consulentes que vêm em busca de ajuda e por conhecerem um pouco sobre o plano astral inferior. Chegamos à conclusão de que tudo que lhe foi ensinado só serviu para bajulações e subordinações no momento de interesses próprios. Que adianta ter pilhas de livros e anos de estudos para aprender a contar mentiras, ser egoísta, vaidoso e prepotente? Ser assíduo nos trabalhos espirituais não serve para nada se o médium não for leal e verdadeiro consigo mesmo, com os irmãos, com os Dirigentes e principalmente com a Espiritualidade Divina. Espiritualidade essa que ensina o que realmente se tem que aprender, é ela que nos momentos de consultas alheias mostra como se deve ser e agir e nem assim aprendem.
Quanta ingratidão! Que despreza e apedreja hoje quem os beneficiou ontem. Quanta ignorância do saber. Quantos índios julgando-se caciques. Quanta falta de humildade, de verdade, de lealdade e de capacidade de respeitar aquilo que nos é Divino, a ESPIRITUALIDADE. Será que esses médiuns não sabem que são os Orixás os verdadeiros donos do Terreiro? Será que não sabem que os Dirigentes são preparados por anos para agirem somente como instrumento dos Orixás, e que por isso são intuídos 24 horas por dia de como devem proceder? Será que não sabem que podem mentir e enganar o quanto quiser os Dirigentes, mas nunca a Espiritualidade? Será que não sabem que a Espiritualidade é sábia e nada passa despercebido por Ela?
Fica aqui minha indignação!
A todos de boa fé, Aranauam, Salve, Axé, Motumbá, Maná, Mucuiú e Saravá.










2 de outubro de 2009 at 10:00
Tenho acompanhado diariamente seu blog. São maravilhosos seus posts! Parabéns! Saravá!
2 de outubro de 2009 at 10:49
Depois de um certo tempo perdeu a graça e o sentido de se falar qualquer palavrão, mas abro uma exceção: Deve ser FO#$@ ser dirigente de um Terreiro.
Como se não bastasse a imensa responsabilidade e uma vida de privações ter que lidar frequentemente com a ingratidão deve ser muito, mas muito chato mesmo.
É comum ver pessoas se fechando, se retraindo diante da ingratidão, afinal ninguém gosta de passar constantemente por experiências desagradáveis.
Achava que essa era uma regra sem exceções. Achava.
Dirigentes sérios aguentam ingratidão… dos próprios filhos. Tem gente que acha que é masoquismo ou insanidade, mas na verdade acho que é amor puro, coisa que poucos estão preparados para entender.
E como ficam os filhos vendo um irmão ou irmã sendo ingratos? As reações podem ser diversas, mas deveríamos seguir o mesmo exemplo do nosso Pai ou nossa Mãe: amar muito o próximo e se policiar para que não sejamos o próximo ingrato.
Ingratidão e egoísmo estão muito próximos e são praticados por causa do ego e da vaidade. As pessoas sempre falam em Jesus Cristo, Chico Xavier e outros mártires da nossa história, mas eles não servem de nada porque todo dia somos capazes de “matar” e “trair” nossos irmãos.
Que amanhã possamos ser melhores que ontem e que sejamos capazes de amar o próximo e sermos gratos.
Que todos sejam capazes de transmutar energias e que ninguém guarde mágoas ou rancores.
Uma Axé bem forte pra todos.
2 de outubro de 2009 at 15:22
Uma pena, para aqueles que não têm o equilíbrio para analisar as situações de forma coerente e sensata, e não perceber a grandeza do trabalho espiritual, uma pena o ser, deixar-se levar por energias densas de insatisfação, ou manias de perseguição, gerando um negativismo cada vez maior ao seu redor.
Acredito que nós devemos ter o entendimento de que cada alerta é para o nosso próprio bem, um “puxão de orelhas” ás vezes se faz necessário, afinal os nossos dirigentes exercem um papel fundamental para a nossa espiritualidade, e para todo o trabalho assistencial. Devemos ainda, evitar julgamentos e críticas, cada situação nos mostra um aprendizado. Somente os dirigentes conhecem as particularidades de cada um da corrente e assim sabem em que momento devem chamar-nos para uma conversa.
Muitas circunstâncias são provocadas por nós. Nós nos auto demandamos. Nós abrimos as portas para que a negatividade tome conta de nosso mental e de nosso coração.
Temos a obrigação de mudar de atitudes e isso se dá através da vigilância constante de nossos atos e pensamentos.
A reforma íntima nos dá a oportunidade de “enxergar” quando estamos nos negativando, pois, você sabe quais são os seus sentimentos que não condizem com sua postura de médium, essa é a hora de ter a humildade de reconhecer que estamos agindo de forma contrária aos princípios da casa, e da espiritualidade.
2 de outubro de 2009 at 19:25
Pode-se enganar os Dirigentes os irmãos da corrente, mas a Espiritualidade nunca, como agir de forma mascarada se somos guiados como espíritos também. Esconder-se de nós mesmos é enxergar no escuro.
O saber é a base do nosso amor, mas precisa ser equilibrado, ponderado utilizando sempre o bom senso e principalmente vigiando e orando por cada passo e pensamento que temos, pois os nossos cordões são ondas sonoras que captam vibrações de qualquer dimensão astral, precisamos estar atentos.
Acredito que o agradecimento pelo Terreiro e Dirigentes que nos acolhem devem ser eternos, se há falhas cabe o médium resolver, perguntar para os mesmos, e o silêncio reflexivo, o silêncio de coração, o silêncio da alma ajuda muito mais do que ficar comentando entre irmãos qualquer insatisfação e as vezes a espiritualidade permite certas “mudanças” para o nosso crescimento espiritual, isto é saudável.
Independente do respeito aos Dirigentes e irmãos, a espiritualidade é uma só, os Orixás são únicos e todos estão num só objetivo é ajudar a impulsionar no crescimento de cada filho, portanto agradecer é o verbo que devemos conjugar sempre.
Há um livro de Chico Xavier muito interessante que discorre com maestria a respeito dos perigos viciosos da mediunidade, mas ressaltando em alguns trechos o maior deles, a vaidade. Peçamos nas nossas orações a que nosso Pai Ogum vigie nossos caminhos e pensamentos e que vossa lança nos defenda de todo e qualquer mal e que nossa mãe Yemanjá nos permita viver em espírito quantas vezes nos for necessária. Patacuri, meu Pai! Odóya, minha Mãe!
Axé a todos!
3 de outubro de 2009 at 5:24
Axé a todos.
A mensagem “AS SETE LÁGRIMAS… DE PAI-PRETO” já nos mostra tudo isso e mais, assim como a mensagem dada por Exu na matéria “Lembrete a todos nós …” deste Blog em 25/09, assim como outras mensagens postadas nesse blog anteriormente. Eu acrescentaria que não são somente médiuns, mas também consulentes que vão ao um terreiro só para fazer comentários nada produtivo, de consulentes que ao invés de ficarem em silencio vão para colocar seus assuntos particulares em dias, deixando assim de ser evolvidos pelas vibrações que antecedem aos trabalhos e que depois culpam a casa por não encontrar melhoras em suas vidas.
Também há o lado humano de um trabalho, os sentimentos de carinho, de amizade, para com os Dirigentes da casa, para com os trabalhadores da casa e até mesmo de alguns consulentes, afinal não são só dias, mas anos de convivência com essas pessoas.
Felizmente tudo é ensinamento e é nesses momentos difíceis é que a Umbanda mostra sua força através dos Guias e Orixás.
Pior cego não é aquele que não enxerga, mas aquele que não quer enxergar!
“Umbanda é coisa séria para gente séria” Caboclo Mirim.
Axé a todos.
3 de outubro de 2009 at 22:21
Trocar de casa, seguir por outros caminhos, respirar novos ares, dar novos passos e procurar algo que melhor se adapte à sua condição ou grau evolutivo é algo absolutamente normal, que aconteceu, acontece e vai continuar acontecendo em todos os Terreiros, desde o menor e mais simples até o gigantesco e mais sofisticado. Tenho certeza que qualquer Pai ou Mãe Espiritual aceita e entende as necessidades de um filho, não havendo motivos para querer prendê-lo em sua casa ou fazer com que ele fique lá a qualquer custo.
Agora, sair por motivos egocêntricos, brigando, se achando cheio de razão e falando mal da casa que o acolheu, daqueles que foram responsáveis pelo seu cuidado e desenvolvimento, da força espiritual que o sustentou e do trabalho que um dia foi condizente com as suas necessidades e crenças, é algo absolutamente incoerente e egoísta.
Ser grato não é o mesmo que estar junto, que entender, aceitar ou concordar. Sendo assim, mesmo que haja separação, saída, falta de aceitação ou até desentendimento, ainda deve haver lugar para a Gratidão àqueles que um dia foram os únicos que o socorreram.
5 de outubro de 2009 at 9:15
Axé a Todos!
O ser humano ainda é uma pedra bruta, precisará de muitos anos, e porque não dizer de muitas e muitas reencarnações, para se tornar uma pedra lapidada. A vaidade e a necessidade de poder muitas vezes destroem a caminhada espiritual de alguns médiuns… Para que disputar poder com os Dirigentes? Para que duvidar da responsabilidade e do amor desses Pais e Mães que abrem as portas de seu terreiro e de suas vidas para recebê-los? Não estamos aqui para isso, definitivamente não, estamos aqui para aprender, aprender os valores de bem. A humildade e a verdade são inerentes à evolução espiritual…
Aos nossos Pais espirituais não há palavras escritas ou ditas que possam agradecer o amparo, o amor e os ensinamentos! Muito Obrigada!!
Abraços
5 de outubro de 2009 at 12:31
Acredito que esse maravilhoso texto deva ser interpretado de uma maneira ainda mais abrangente. Vamos divagar na ideia central e analisarmos o quanto de nós agimos assim no nosso cotidiano; seja com nossos pais , amigos, companheiros de serviço, etc…. Enganar o próximo é fácil, porém a Espiritualidade …. é aí que entra a auto demanda, o quanto ainda estamos em um nível de evolução a desejar, como somos egocêntricos, vaidosos, mal agradecidos…. É um alerta para que possamos sempre nos vigiar, e agradecer a Deus a oportunidade e acolhimento que nos são dados. NADA É POR ACASO.
5 de outubro de 2009 at 12:46
Fica minha admiração pelos pais de Santo que fazem seus médiuns buscarem seu sentido como espírito, que se dedicam ao máximo como verdadeiros pais e cuidam de nossa coroa com dedicação e sabedoria. Lidam muitas vezes com nossos demônios internos e, mesmo sabendo da verdade, fazem de tudo para alinhar o médium na caminhada correta, mas muitos não reconhecem.
Em relação ao absurdo citado no texto e que acontece rotineiramente dentro dos terreiros, imagina como fica o sentimento de um Preto Velho, que olha seu médium tendo atitudes como estas, sendo totalmente contrário à essência de sua humildade.
Que a mão que abençoa minha coroa seja cada dia mais forte, e que suas determinações sejam Lei na minha vida.
Só posso agradecer por conduzirem minha vida.
Axé
JP
6 de outubro de 2009 at 3:20
Pai Marco coloca de uma maneira clara e objetiva uma situação muito comum não só nos terreiros, mas onde quer que haja algum tipo de estrutura hierárquica. O ser humano é danado mesmo, não é? Enquanto tudo são flores… maravilha, mas quando a coisa pega para valer, seja numa advertência ou numa provação, aí só ficam aqueles que realmente querem.
Como a Mãe Mônica costuma dizer nas aulas:”(…) Primeiro vem a paixão e depois o amor. Não se pode amar o que não se conhece (…)” E só conhecemos nosso eu interior na tristeza e não na alegria. A chama da Fé e da humildade que acendemos nos momentos de “advertência” nos dará placidez e plenitude nos momentos de euforia.
Mas o texto vai mais além e toca num tema fundamental sobre o qual conversava com minha esposa semana passada. Estávamos justamente comentando que ninguém propõe ao outro algo do tipo: ” vamos fazer o mal!…subjugar as pessoas é legal, está na última moda!!… quem não humilha é bobão!!”. Não … definitivamente não é assim que acontece. O mal vem sempre revestido de bem para satisfazer nossos egos moralistas dando passagem para a podridão do espírito.
Pai obrigado por tanta clareza abordando esse tema cabeludo.
Axé!
6 de outubro de 2009 at 13:58
É preciso que se abra um parentese na análise desse tipo de comportamento. É fato que também existem muitos “Pais” e “Mães” que são verdadeiros tiranos em seus reinos (terreiros), tratando seus filhos e filhas como serviçais de forma a sempre mantê-los “acorrentados” a sua vaidade e ego inflado. Ainda tem o agravante de muitos desses “babás” nem terem realmente passado por todo o processo de experiências e “feituras” para tornarem-se verdadeiros zeladores. O joio e o trigo estão juntos e é tarefa pessoal e intransferível de cada um saber separá-los. Axé a todos e que Oxalá vos ilumine.
6 de outubro de 2009 at 18:08
Caramba!!! Este blog cumpre ao que veio.
O que escrever depois de ter lido um artigo como este? Claro e objetivo, pedindo a reflexão dos irmãos de fé para o grande perigo que é a fofoca e a “boa intenção”. E isto vale para a nossa vida como um todo… prestemos muita atenção nisso… Somos a mesma pessoa dentro e fora do terreiro!!!
Sem dúvida alguma é um artigo com uma grande lição pra mim.
Parabéns Pai, parabéns Mãe.
Axé a todos!!!
6 de outubro de 2009 at 23:09
Olá,
Quem estaríamos enganando a não ser nós mesmos com atitudes suscetíveis de fraquezas, vaidades e maledicências ?
A espiritualidade tudo sabe, tudo vê! Quais meios poderiam burlar as intuições de Pai e de Mãe, para desequilibrar tantas mentes focadas no “bem querer”.
Tive pouca experiência em outro Terreiro, para observar atitudes que desvirtuam os deveres e obrigações de médiuns supostamente ingratos.
Acredito que médiuns que partilham de ingratidões e mexericos contaminantes, acabam esbarrando em verdadeiras muralhas, fortemente protegidas por Correntes Espirituais. Disseminam discórdia por tempo limitado!
“Em uma fruteira os fungos da laranja que apodrece proliferam em vizinhos inertes”. Na casa onde é praticado o aprendizado continuado, médiuns evoluem debaixo de olhos atentos de Pai e Mãe!
100% Umbanda ! 100% Gratidão !
Obrigado Mãe Mônica
Axé a todos.
7 de outubro de 2009 at 8:59
Texto como esse é pra ler e reler várias vezes, principalmente as entrelinhas….
Particularmente, aprendi que muito mal poderia (e pode) ser cortado se tivesse buscado um conselho, ou até mesmo ouvido “melhor” um aviso, fosse de Pai / Mãe ou entidade.
Assim como a Mãe Mônica diz “o mal trabalha mascarado”.
Perdemos muito ao não termos a humildade e coragem de nos olharmos internamente, ao negarmos qualquer semelhança a atitudes como as descritas pela mãe a nós mesmos….é mais fácil acreditar ou creditar atitudes desaprovadas e repulsivas a outros…. afinal ninguém quer ser apontado como ingrato, negativado ou fraco.
Todos nós passamos por processos nos quais nossos Demônios internos são aflorados, pois a Umbanda trabalha intensamente esse ponto.
Medo, insegurança, sofrimento virão a tona…. nessa hora… não há melhor auxilio que de nossos Pais, que sempre estão acompanhando tudo de pertinho, muitas vezes calados esperando uma oportunidade, uma deixa nossa para nos ajudar nessa caminhada.
Sou muito grata pelos “puxões de orelha” de meus Pais….
Axé a todos.
7 de outubro de 2009 at 18:56
Mãe querida, mesmo à distância, mas sempre nossa Mãe, professora, dirigente e de um coração maravilhoso!!!
Os depoimentos são lindos … o texto é maravilhoso e real !!!
Mãe, não é só em um lugar que isto ocorre, viu? Temos muita gente, muitos lugares onde são reais sim estes tipos de médiuns … mais do que possamos imaginar, infelizmente. Coitados deles e sorte nossa !!!! Pois sabendo que a espiritualidade tudo pode e SABE … ainda iremos estender a mão e o coração aos mesmos, pode ter certeza!!
Beijos no coração!!!
Que Mamãe OXUM continue nos abençoando e protegendo hoje e sempre!!!!
Sua filha de coração!!!
Nanci
10 de outubro de 2009 at 18:40
Excelente texto!
INFELIZMENTE aplicável também em todo o nosso meio umbandista;
INFELIZMENTE a grande parte das pessoas que precisariam ler isso não o farão pois continuam no mundinho cada vez menor da ignorância;
INFELIZMENTE as poucas pessoas que se encontram nessa situação que puderem ler um texto como esse ou ouvir da boca de outras pessoas dirão que isso não se aplica a elas.
FELIZMENTE temos cada vez mais umbandistas com acesso a este blog, jornais especializados e outras fontes de informações que podem ajudar a modificar nosso cenário; FELIZMENTE a Espiritualidade está exigindo cada vez mais de seus médiuns a consciência e o trabalho em conjunto; FELIZMENTE nosso Pai Oxalá nos permite enxergar a vida com ESPERANÇA
Muito Axé!!
11 de outubro de 2009 at 20:00
HÁ 3 ANOS APROXIMADAMENTE, SAÍ DE UMA CASA NA CIDADE EM QUE MORO, JUSTAMENTE PORQUE, QUANDO ERREI ( SE É QUE FOI UM ERRO), AO INVÉS DE ME ORIENTAREM PARA NÃO ERRAR MAIS, ME AFASTARAM DE TUDO E DE TODOS SEM AO MENOS ME OUVIR OU DIZER, ABERTAMENTE, O QUE TINHA SE PASSADO COMIGO. EU PERGUNTAVA, IA ATÉ LÁ, ME AFASTEI DOS TRABALHOS POR CONSCIÊNCIA E MESMO ASSIM, EU ESPERAVA QUE O CHEFE DA CASA ME DISSESSE COMO PROCEDER CORRETAMENTE E ISSO NÃO ACONTECEU. EU PENSAVA QUE TINHA AMIGOS E AFINAL DE CONTAS, EU TINHA MAIS INIMIGOS DO QUE IMAGINAVA, PORQUE ACREDITO QUE O AMIGO DE VERDADE PUXA NOSSA ORELHA QUANDO PRECISAMOS E ISSO NÃO ACONTECEU. DE LÁ PRA CÁ, PROCURO MANTER MINHAS ORAÇÕES E MEU TRABALHO DE CARIDADE ATRAVÉS DAS ORAÇÕES, JÁ QUE NÃO ESTOU MAIS VINCULADA A NENHUMA CASA; AINDA PERGUNTO AOS MEUS GUIAS POR QUE ISSO ACONTECEU. O QUE EU MAIS QUERIA ERA UMA CASA PARA COLABORAR E APRENDER, MAS DE REPENTE, SENTI QUE MAIS ME USARAM DO QUE ME ENSINARAM. SERÁ QUE O APRENDIZADO ERA ESSE? COMO ESSAS ATITUDES AINDA ACONTECEM EM LUGARES ONDE DESENVOLVER A ESPIRITUALIDADE DEVERIA SER O PRINCIPAL INTERESSE E NÃO AS DISPUTAS DE PODER E LUGAR? AS PESSOAS ME ENCONTRAM NA RUA E ME PERGUNTAM O PORQUE DA MINHA SAÍDA E EU CONTO A VERDADE, QUE EU TOMEI UMA ATITUDE QUE FOI CONSIDERADA UM ERRO POR TODOS ( E EU NÃO CONSIGO VER ERRO; PRECISARIA DE ORIENTAÇÃO ATÉ PARA VER SE FOI ERRO E EU NÃO TIVE) E ACABEI SENDO ISOLADA POR TODOS ATÉ QUE EU SAÍ. PROCURO NÃO TER MÁGOA, MAS EU GOSTARIA MUITO DE ENTENDER A SITUAÇÃO ATÉ PRA PROCURAR OUTRO LOCAL QUE ME ACEITE. AS PESSOAS NÃO TEM PACIÊNCIA PARA ENSINAR OU AJUDAR UM MÉDIUM A SE ESTRUTURAR PORQUE SENTEM MEDO DE PERDER PODER. SÓ QUE ESQUECEM QUE “QUANTO MAIS É DADO, MAIS É COBRADO”. HÁ POUCO TEMPO ME CONTARAM, TB NA RUA, QUE OUTRO MÉDIUM MUITO BOM QUE ESTAVA LÁ NA MESMA ÉPOCA QUE EU, TINHA PASSADO PELO MESMO PROBLEMA. EU LAMENTEI MUITO, NÃO LIGUEI PARA SABER O QUE SE PASSOU, MAS É UMA JUDIAÇÃO, PORQUE ELE ERA ATÉ MAIS INSTRUÍDO QUE EU E PASSOU PELA MESMA SITUAÇÃO. COMO PROCEDER? PRA ONDE IR? O CAMINHO É FORMAR UMA OUTRA CASA, PRA QUE SE TENHA A ESPERANÇA DE UM AMBIENTE MAIS DE ACORDO? PROCURAR TRATAMENTO ESPIRITUAL? COMO FAZER? EU AGRADEÇO MUITO E GOSTARIA DE RECEBER ORIENTAÇÃO. UM ABRAÇO!
11 de outubro de 2009 at 20:02
Olá Marisa!
Fique tranquila! Esse tipo de coisa é passível de acontecer com qualquer um!
O caminho agora é perdoar, esquecer o passado e seguir em frente com seus propósitos. Se seu objetivo é trabalhar, procure uma casa que lhe agrade; se seu objetivo é estudar, faça cursos e leia livros; se seu objetivo é se tratar, procure um lugar confiável onde possa ser assistida. Confie que a Espiritualidade guiará tudo da melhor maneira possível. A única regra é: trabalhe e corra atrás, o que não pode é ficar parada.
Muito Axé e sorte na sua caminhada!
12 de outubro de 2009 at 22:09
Axé Mãe Mônica! Infelizmente ainda estamos sujeitos a vaidades e egoísmos, que são o caminho certo da queda. O que devemos fazer é perdoar, sentimos nosso coração sangrar ao vermos os médiuns perdendo-se em arrogância, febre de poder, sentindo-se superiores a tudo e a todos como se os Orixás, os Guias estivessem a seu serviço e não o contrario. Que tristeza ver espíritos tão fortes que tanto poderiam ajudar a Espiritualidade e serem sim cada vez mais ajudados por Eles, abrindo brechas e caindo no Baixo Astral. Que nosso Pai Oxalá em sua infinita bondade os ajude a encontrarem novamente a Luz, que nosso Pai Xangô possa equilibra-los novamente na razão ajudando-os a distinguir o certo do errado, que eles possamo pedir muito Malei-me e ter a grandeza de pedir perdão pois no infinito amor de verdadeiros Pais e Mães sempre será sua missão a orientação, o respeito e o entendimento da Espiritualidade de seu filhos.
Que Ogum esteja sempre em ronda a nos ajudar no caminho da retidão.
João Carlos
1 de novembro de 2009 at 16:22
Muito bom o texto e também os comentários. Concordo muito com a irmã Luciane Santos com relação ao “afloramento” de nossos demônios internos! Realmente a Umbanda acelera e potencializa todos nossos defeitos e medos, justamente para que possamos PERCEBER, CORRIGIR e, assim, EVOLUIR!
Abraços a todos!
25 de novembro de 2009 at 19:31
PARABÉNS , LINDO ! FUI FILHA DE SANTO EM UM TERREIRO EM JUNDIAÍ MAS O DESTINO MUDOU MINHA VIDA ,SOU GRATA A MINHA MÃE OXUM E TODOS OS ORIXÁS, MINHA HISTÓRIA É LINDA APRENDI A AMAR E SER AMADA E ESTE AMOR É ETERNO VAI DURAR NESTA VIDA E CONTINUARA A EXISTIR EM TODAS AS VIDAS QUE EU VIVER, PORQUE SÓ SE É FELIZ QUANDO SE ENCONTRA SUA ALMA GÊMEA .
AXÉ , MOTUMBÁ.
17 de abril de 2010 at 14:49
Axé Pai Marco,
excelente texto. Faz com que todos reflitamos sobre como anda nossa caminhada espiritual, como estão nossos pensamentos e sem dúvida elevar nossos pensamentos para não compartilhar com o baixo astral.
Infelizmente passei por uns maus bocados em minha caminhada, vi muitas coisas erradas e errei muito também, talvez por falta de orientação, contudo, graças a espiritualidade maior, pude elevar-me e perdoar, principalmente a eu mesmo.
Quando lidamos com seres humanos, entramos em contato com erros e dificuldades, fato que se não soubermos ouvir a voz do Divino Criador acabamos por botar os pés pelas mãos e fazer/falar coisas que não queremos ou devemos! O amor e a harmonia devem estar sempre presentes em nossas vidas e quando lidamos com coisas fora de nosso entendimento ou juizo, devemos conversar, esclarer aquilo que não nos está aparentemente correto, e se assim o fizermos, sem dúvida ficaremos de bem conosco mesmo, deixando nosso orgulho de lado e dando oportunidade para nosso crescimento e de nossos irmãos.
Irmãos umbandistas, vamos dar voz aos Sagrados Orixás, vamos ser verdadeiros servos das forças superiores, o orgulho é uma das piores ervas daninha que impedem nossa evolução.
Que a luz de Oxalá e o Amor de Oxum entrem em nossos corações e que levemos estas forças, dia após dia por onde andarmos, expandindo a força da Umbanda e dos Sagrados Orixás.
Salve para quem é Salve!
Axé para quem é de Axé!
10 de junho de 2010 at 13:54
Axé a todos!
Mãe Mônica, fiquei muito feliz em encontrar este blog, e venho divulgando seus textos com alguns amigos e médiuns. Tem sempre algo a ponderar, refletir e nos ajudar, pode ter certeza.
Acredito deve ter problemas do tipo deste tema, em vários aspectos. Assim como há médiuns desequilibrados, até por falta de orientação de seus Pais/Mães espirituais, e passe por muito tempo assim, como folha no vento. Trabalho em um terreiro de umbanda há mais de dez anos, e de todas as lições que aprendi, foi de manter a boca fechada, zipada mesmo. Porque infelizmente, ou felizmente, percebo as coisas antes delas acontecerem, a espiritualidade me passa, e quando vou perguntar o sentido, não me respondem, me dão bronca como se eu tivesse a obrigação de saber sem que alguém oriente. Mas os guias que me acompanham tomaram para si,o cuidado de minha espiritualidade, de minhas obrigações e já avisaram sobre isto no terreiro. Estou fazendo as obrigações determinadas por eles e confirmadas por uma preta-velha, Vovó Maria Antonieta que seu médium não teme falar as verdades, doa a quem doer.
A coisa ficou tão feia, que um dia o Caboclo que me assiste desceu na minha casa e me disse com todas as letras: ” – Deixais os cegos guiar cos cegos.” A partir de então ou faço minha caridade em agradecimento a Deus e as entidades do terreiro que frequento, até terminar minhas obrigações que se encerrará no final do ano. Como gostaria de tê-la como minha Mãe espiritual me orientando e me guiando pq sei que muitos tropeços que até hoje tive se deve a falta de orientação.
Me foi dito certa vez pelo “guia chefe” da casa que eu sou muito transparente, que eu deveria dissimular mais minhas emoções… Este e outros absurdos que não vale a pena me estender mais. Enfim, há casos e casos, como qq outro seguimento de nossas vidas. Agradeço mais uma vez pelas suas sábias palavras e gosto muito tanto pra mim quanto para os outros médiuns que frequentam o nosso terreiro. Que Ogum possa sempre te iluminar em sua caminhada.
Axé….