Podemos e devemos falar sobre mediunidade sem termos a danada da vaidade. Meus filhos muitas vezes me cobram estar mais elegante, mais esbelto, com uma aparência, digamos, mais dentro dos padrões atuais, mas não me vejo usando roupas caras, tênis de ultima moda, sapatos de pelica … e olha que lá nos meus anos dourados, ou seja, na época da brilhanti
na, não podia ficar de jeito nenhum fora de moda …rsrsrs…. Hoje, mais maduro, me sinto muito bem calçando minha sandália da humildade, como brinca meu filho, com roupas simples e muito pouco luxo. Não que eu não goste de ter uma vida tranquila, com minhas contas pagas e as vezes fazer um passeio diferente, muito menos que deixe de ser cuidadoso com minha aparência, minha higiene e meus modos, mas trabalho para me livrar do conceito e dos padrões de exigência do ser humano atual.
Vejo muitas vezes algumas pessoas virarem de ponta cabeça para serem o mais especiais possível, donos de seus luxos e, pior, da espiritualidade. Acham mesmo que são proprietários da sua espiritualidade, se bobear com escritura e tudo! “Se tenho meus guias são eles quem mandam”, “Minhas entidades são tudo perante o todo” e pior é que acham ser melhores que todos sendo individualistas e únicos, esquecendo do contexto de um terreiro e dos irmãos que estão ao redor.
Diz um conto muito interessante do vaidoso que pensa fazer uma boa ação e depois tira proveito para si:
Uma donzela encontrou um sapo na floresta que disse-lhe:
– Se me beijar deixarei de ser sapo e me transformarei num competente professor.
Ela com a convicção de que estaria fazendo o melhor para os dois, afinal um professor para lhe ensinar tudo não seria nada mal, levou o sapo para casa e passou a cuidar dele.
Algum tempo depois, o sapo perguntou-lhe:
– Você não vai me beijar para eu virar um professor?
– É claro que não! – respondeu ela. – Não preciso aprender mais nada com você pois já tenho o que eu queria . Posso ganhar muito mais dinheiro com um sapo falante do que com um professor!
Bem, isto caracteriza a desvalorização da caridade e valorização da vaidade, do poder e do dinheiro, mas o enfoque aqui é outro. Quanta gente agradece o pouco dinheiro que ganha e dignifica o trabalho que tem! Há pessoas que lutam dia e noite pela sobrevivência e nunca reclamam! A melhor explicação para isso está na espiritualidade que conquistaram. Dizemos que os homens são como pássaros: voam de dia e voltam ao ninho à noite. O problema é que o ‘dia’, às vezes, significa anos de escuridão para o ser humano. O importante, então, é disponibilizar tempo para a espiritualidade. Se estivermos envolvidos com bons propósitos a chama de amor nunca se apagará. Porém se estivermos mascarados de bondade e admiração mas por trás tivermos a vaidade de querer ser o melhor imaginando que ter conquistado um posto dentro de um terreiro significa que quem manda “sou eu e minhas entidades”, ledo engano, mais dia ou menos dia tudo vai por água abaixo.
Costumo dizer à minha companheira que quando estamos fracos é que somos mais fortes e unidos! Com certeza, me refiro ao amor de nossos Pretos Velhos que nos congrega como irmãos. Costumo afirmar que, infelizmente, a doença deste século é a vaidade. Quando tudo dá certo, dizemos: “Eu fiz!“, e desprezamos a graça dos Orixás e a ajuda de tantas entidades e aliados que, na fraqueza, são pilares para a nossa sobrevivência.
No século XIX, um grande pregador foi convidado a discursar para o rei e, quando ia começar a reflexão que havia preparado, simplesmente ‘deu branco’! Ele, então, pregou falando de sua fraqueza e de como era pequena a sua sabedoria. Assim, realizou uma das melhores oratórias de sua vida e encantou a todos. Pois é, sem vaidade, tudo flui melhor. Embora Aruanda não seja almejada somente por bons médiuns, é certo que lá chegará quem mais se aproximar de Olorum aqui na Terra. Por exemplo: quem acolhe o próximo com amor e caminha na fé, sem ser individualista está próximo de Deus. E Deus nos ama tanto que não nos poupa de sofrimentos para crescermos em espiritualidade. Nas situações adversas, se desejarmos, acumulamos muitos tesouros em Aruanda. Posso falar por mim que, com tantos dissabores familiares, sustos com a saúde daqueles que muito me são caros e tantos tropeços, aprendi grandes lições. E as recompensas têm sido maravilhosas!
Mas, isso é valorizar a espiritualidade ou cultivar a vaidade? Se eu não fizer minha reforma intima e me policiar cada vez mais é possível cair em tentação e inverter os valores. Pode até parecer estranha esta colocação: a vaidade e a mediunidade caminham muito próximas de nós a todo momento, porém, quanto mais crescermos em espiritualidade, mais nos afastamos da vaidade. Isso deveria ser o correto, mas será que é? É uma luta diária e constante!
Porém, senhores médiuns, não valorizem demais a sua super mediunidade esquecendo daqueles que lhes reergueram e de seus irmãos em Oxalá imaginando que são super heróis de seu próprio ego. Em algumas fases da vida, fui muito vaidoso e arrogante também, mas superei lembrando daqueles que me levaram à plenitude da espiritualidade. Hoje, a caminhada é mais fácil, amando aos sagrados Orixás sobre todas as coisas e testemunhando seu amor por mim, através de um trabalho religioso pacifico, discreto e silencioso.
Peço a benção dos mais velhos, aos quais devo muitas das minhas experiências; peço agô ao meu Pai Xangô pelos meus erros e peço, principalmente, guarnição ao Guerreiro que comanda Nosso Terreiro e é grande ancestre de minha companheira Mãe Mônica Caraccio.
Paz e Luz










13 de novembro de 2009 at 6:45
Bom dia! Penso eu que muitas pessoas pensam que ser médium é ter luxo e ter roupas caras, mas não é assim porque ser médium é ter o espirito rico de amor para com os seus. Gostei muito, pois sou uma médium que amo o que faço, amo meus Orixás, respeito e obedeço.
Gosto do que vocês me enviam para ler. Abraços e muita paz e luz para todos!
13 de novembro de 2009 at 7:57
Este artigo poderia ser a abertura de uma coluna para os leitores escreverem suas experiências com relação aos 7 pecados capitais: um deles, a vaidade. Esta, costuma deixar a mediunidade de lado em favor da disputa, tanto com os colegas de terreiro como com o sacerdote. A pessoa envaidecida não respeita mais ninguém, faz tudo para se destacar no meio religioso, nem que para isso tenha que usar o uniforme de maneira desalinhada expondo partes do corpo. Critica a tudo e a todos, achando que não precisa orar e nem se vigiar.
Axé.
13 de novembro de 2009 at 7:59
Axé meus Pais Espirituais! Maravilhoso ensinamento e também um depoimento de coração aberto. Oxalá todos nós possamos um dia ver tudo o que o Pai diz em seu texto, se me identifiquei em algum lugar digo vários, às vezes nos envolvemos tanto em material que vamos como que relegando a segundo plano a espiritualidade que nos faz fortes e nos leva as conquistas, bens materiais vêem e vão como tem que ser, o importante é estarmos em paz de espírito conosco e com nossos irmãos afinal maior riqueza que esta duvido existir. Meus Guias, ora muita pretensão de minha dizer Meus, devo é AGRADECER e MUITO por estarem ao meu lado e tentando direcionar minha vida para algo com mais propósito do que apenas passar ao largo desta existência, AGRADECER por terem me levado a minha Casa , ao encontro da Espiritualidade e colocado pessoas dignas de propósito de levar melhora as pessoas, aos irmãos, humildade tento ter. Uma vez o Sr. Exu Caveira perguntou ao meu filho que estava junto se ele era humilde, ele disse Sim , e o Sr. Exu falou: se você fosse humilde não diria. Fiquei meditando essas palavras e vi o quanto de sabedoria estava sendo dito, humildade não se mede, tem que fazer parte de nós, assim como a caridade e a certeza de que somos amados pelos nossos Orixás, agradecer, agradecer, e agradecer todo dia por podermos ver a Luz e não a escuridão em nossas vidas, dissabores todos temos, devemos sim como diz o texto, crescer com eles pois são as provas neste vestibular que é nossa vida em matéria. Obrigado por me acolherem em vossa Casa, obrigado a Olorum, aos Orixás e aos Guias que me sustentam por protegerem a todos a quem quero bem. Que a Luz de Oxalá nos ilumine e que as forças de Oxum nos unam na fé em Olorum.
Ogunhê Meu Pai Ogum
João Carlos
13 de novembro de 2009 at 8:04
Perfeito, isso deveria ser passado para todas as casas que estão de portas abertas para a pratica da caridade, infelizmente ainda encontramos e muitos lugares onde os mensageiros são tratados como meros coadjuvantes (ou será que estão alí mesmo?). Trabalho na umbanda , estive afastado exatamente por esse motivo de não compartilhar das ideias de pessoas que se achavam o máximo e hoje não são nada, pois os Orixás com certeza se foram e a pessoa ficou só. Castigo? Não só uma lição. Parabéns, continue escrevendo que Oxalá se encarrega de colocar isso na frente de pessoas que realmente precisam. Axé.
13 de novembro de 2009 at 8:11
Axé Meus Pais Espirituais, para que meu comentário não ficasse longo demais … rsrsrs… volto a postar este texto que achei muito interessante e que tem algo também com este texto do Pai Marco.
Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus três últimos desejos:
1 – que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 – que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas… ); e
3 – que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.
Alexandre explicou:
1 – Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 – Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 – Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Axé a todos
13 de novembro de 2009 at 9:23
Bom, sou suspeito para falar, mais realmente tenho aprendido muito em relação a esse assunto: vaidade.
Particularmente me cobro muito, e também sou cobrado, principalmente pela espiritualidade, para que eu deixe de lado esse sentimento. Creio que já evolui bastante nesse aspecto. Hoje em dia é difícil de se falar em vaidade, pois é o que está na moda, na cultura do mundo. As pessoas deixam de lado suas verdadeiras vontades, gostos e o que elas realmente são para se enquadrar nos padrões de beleza que nos é imposto.
Esquecendo algo muito mais importante que é a simplicidade de um abraço, de um sorriso, de um gesto nobre.
Aí que vem a tal da espiritualidade com a simplicidade dos preto velhos, nos dizendo o que é preciso para mudarmos internamente. Sera que nós que estamos certos com todo esse sentimento capitalista? Ou são as entidades completamente desprendidas da materialidade, do dinheiro e da vaidade ?
Um ótimo assunto para começarmos nossa Sexta-feira.
Axé
13 de novembro de 2009 at 9:40
Vaidade é algo q empobrece a alma… No ultimo dia 30/10 presenciei um ataque de vaidade extrema por parte do dirigente do terreiro onde eu trabalhava, foi triste e lamentável. Vimos uma pessoa se “vestindo de exu” para dizer o que pensava para o próprio pai e os demais filhos de branco presente. Foi realmente triste, em consequência 6 pessoas inclusive eu, abandonamos a casa. E um dos pontos mais altos dessa triste noite foi ouvir: “…por mim nem precisava de assistência” … pois é meus amigos foi triste. Mas aprendemos a lição e tenho certeza q vamos continuar levando a caridade a quem precisa =)
Beijos e saudações
13 de novembro de 2009 at 10:56
Mais uma vez fico admirado com o conteúdo do seu texto, Pai Marco.
Se acreditamos na Lei da afinidade, e que devemos estar trabalhando nossa reforma íntima para podermos ser bons instrumentos, captadores e emissores de mensagens, a vaidade deve ser totalmente banida da vida do médium, ou será que existe algum Preto Velho cheio de vaidade???
Acredito muito na voz do meu Pai de Santo e da Minha Mãe de Santo, é a voz dos Orixás se manifestando, são intermédios de recados dos nossos próprios guias e acima de tudo são a sustentação de nossa vida espiritual. Escrevo com muito orgulho e convicção em ser filho de Santo de pessoas de que eu admiro, me espelho e sou grato por estar escrevendo sobre Umbanda, mediunidade e de coração aberto em ser filho de Pemba.
Comungo com Pai Marco e peço agô ao meu Pai Xangô e benção ao Guia Chefe que abençoa seus filhos.
Axé.
13 de novembro de 2009 at 11:06
Caros irmãos, na minha opinião a Vaidade física nada tem a ver com a mediúnica. Isto porque, ser vaidoso fisicamente não implica em ser mau ou bom como pessoa ou espírito. Além disso, a vaidade física denota cuidado, esmero com o corpo físico que lhe foi emprestado.
A vaidade mediúnica, ah, esta sim, deve ser combatida em qualquer estágio: do aprendiz ao dirigente. E como vemos pessoas das mais diversas Casas e “escalões” vaidosas porque possuem mediunidade!
Todos nós convivemos neste momento ou iremos conviver com alguém assim.
13 de novembro de 2009 at 12:12
Axé Pai Marco,
Há muito tempo ouvi certa pessoa dizer que o mal do mundo, das pessoas, era a vaidade, na época eu era muito jovem e não consegui entender a extensão disso. Passados os anos fui observando o quanto a vaidade é sútil e SORRATEIRA, o quanto ela nos envolve de maneira que quando percebemos CABUM… lá fomos nós ao chão, ao chão da miséria do que significa ser HUMANO, miséria para seres ESPIRITUAIS, afinal essa é a nossa verdadeira condição, o quanto ela nos cega e nos corrompe no mais íntimo. O que dizer então quando isso acontece dentro de trabalhos espirituais, dentro de uma gira de atendimento? Com certeza o baixo astral se compraz …
É isso que queremos quando nos vestimos de BRANCO ?
Esse seu texto é um ALERTA !
Muito agradecida pelo seu sinal de ATENÇÃO ! Atenção a todos !
13 de novembro de 2009 at 12:18
Pai Marco, muito legal esse texto! Fico pensando o que mudou de 500 anos para os dias atuais. Com a tecnologia, podemos viver com mais conforto que os reis e rainhas da época. No entanto, uma coisa permanece a mesma. A busca por poder e vaidade. A busca por ser mais que o outro, por meio de coisas materiais. Se há 20 anos celular era luxo e símbolo de vaidade, hoje não é mais. Entretanto as pessoas continuam buscando outros símbolos de status como roupas de marca ou sei lá mais o que…
Percebo que essa vaidade toda é para subjugar o outro. Mas a vaidade não é necessariamente com roupas caras. Ela pode se dar através do conhecimento, do poder burocrático e de religião como ressaltou o pai. Poder não pode servir para subjugar, mas deve existir como forma de ordem, disciplina e caridade. Vivo dois mundos diferentes. No terreiro ( e graças a Deus não faço parte daquele citado pela Carol), tenho observado a ordem e caridade, o que me estimula a buscar superar meus defeitos, que são muitos. Fora do terreiro, no entanto, vejo vaidade e poder, o que me testa a praticar o que aprendo dentro da Umbanda.
Pai, Mãe, Irmãos e espiritualidade,
Obrigado pelo privilégio de viver a Umbanda de forma tão íntegra!
13 de novembro de 2009 at 13:18
Axé Pai Marco,
Muitas vezes não paramos para pensar e restringimos a expressão ” O que é ser vaidoso”, e achamos que consiste apenas, como por exemplo, usar somente roupas de grifes, sapatos de marcas, morar em uma área nobre e, quando começamos a ter percepção, constatamos que tudo vai muito mais além, do que imaginamos.
Eu sou uma pessoa muitíssimo vaidosa, procuro trabalhar em minha reforma intima, na busca da cura para o meu espírito.
Muito obrigada por este texto, escrito de forma tão simples, porém, com precioso ensinamento.
13 de novembro de 2009 at 14:32
É um texto para reflexão permanente. Fiz parte de uma ordem que me ensinou a praticar o amor entre irmãos não focava tanto a mediunidade mas sim o conhecimento da espiritualidade, fui kardecista praticante durante anos, e por fim cheguei na Umbanda (pela dor). No Terreiro que frequentava, via médiuns em cena com nuances de egoísmo, vaidade, orgulho….e me calava eram mais velhos de casa e eu somente uma neófita. Comecei a ler tudo sobre a Umbanda e o que eu via no Congá daquele Terreiro não condizia. Não perguntava nada para ninguém nem para o Pai e nem para a Mãe de Santo, pois aprendi no kardecismo que muitas vezes o silêncio era uma prece, mas havia uma inquietude dentro de mim, algo não correspondia no que realmente lia e no que presenciava com alguns posicionamentos e após um fato fatídico, disse chega. Não desiste da minha religião nela eu me encontrei. Hoje agradeço a espiritualidade que acreditou em mim protegeu-me e mostrou-me o caminho sensato a seguir. Infelizmente o homem não pesa seus atos e pensamentos e desvia-se da verdadeira essência que nos traz os nossos queridos Orixás. Além de agradecer a espiritualidade, “meus Guias”, agradeço a esta casa que me acolhe, me sustenta e ao meu Pai Marco e Mãe Mônica que se dedicam a mim e aos meus irmãos com tanto carinho e esmero me ensinando a cada dia o real valor e sentido da vida como espírito e que devemos viver o hoje, o agora amando fraternalmente a todos e respeitando a evolução de cada um. Ser´umbandista é ser todos os dias, refletindo pelo seus atos, falas e pensamentos. Mãe Mônica diz e está impresso na última edição do jornal Juca, o Médium deve estar vestido de branco de dentro para fora….Saravá meus Pais de Cabeça por não desistirem de mim. Saravá aos meus Pais Espirituais por me direcionar, ensinar e sustentar….Olorum que vos proteja, que Ogum vos defenda e Yansã vos traga a sua força guerreira. Axé com muito carinho aos meus Pais Espirituais aos meus irmãos. Axé a todos.
13 de novembro de 2009 at 16:17
Boa tarde meu irmão.Parabenizo-o pelas suas belas e profundas palavras. A vaidade acoplada ao orgulho é o que hoje em maior intensidade atrapalham a grande maioria dos terreiros, pois seus dirigentes as usam tanto e acabam no Animismo, pois assim eles acham que podem dizer aquilo que têm vontade e colocam a culpa nos guias,nas entidades. Nossa missão é linda, mas também é árdua, pois antes de evangelizarmos somos obrigados a educá-los e esta é a grande formula do desenvolvimento do médium “AMOR E HUMILDADE”.
Sou residente em Araruama e infelizmente vejo pessoas despreparadas,da noite para o dia, se intitularem Pai/Mãe de santo e praticarem os maiores absurdos em nome de Deus,abrindo os seus terreiros. Mas continuemos a ter muita FÉ, pois só assim poderemos ter esperança de que melhores dias virão e disso tenho absoluta certeza.
Um excelente final de semana repleto de PAZ,LUZ e muito AMOR, juntamente com as Divinas Bençãos de Nosso Pai Maior.
13 de novembro de 2009 at 20:36
Que prazer estar aqui e ver estes comentários mediante ao texto acima. Frequento há três anos um local que me dou bem e eu não recebo entidades. O Pai da casa é um homem que merece tudo de bom pois é alguém que procura fazer a caridade com muito amor. Ele me falou nesta semana que um vizinho disse a ele: “O senhor se incomoda se a minha igreja fizer uma campanha de oração pra fechar o seu centro?” E o Pai respondeu: “Começando, o centro não é meu, e se Deus achar que as muitas pessoas que veem à procura de aliviar seus sofrimentos através dos Orixás tiverem amparo em qualquer outro local então, meu amigo, Deus poderá fechar o centro agora! Você e sua Igreja podem, com certeza, fazer suas campanhas de oração…”
E aí fico me perguntando por que isso de alguém achar que só porque é Umbanda tem o direito de discriminar e ao invés de orarem para fechar o centro por que não oram para o alívio do sofrimento alheio? É implícita a vaidade espiritual. Que pena ainda nos dias de hoje vemos pessoas assim…
Que os Orixás estejam sempre protegendo a todos.
Carinhosamente, Beijos Mil !
14 de novembro de 2009 at 20:24
Axé a Todos,
O grande desafio dos espíritos encarnados que pretendem viver a sua religiosidade de forma digna é, impreterivelmente, exercitar o controle das suas paixões inferiores.
Pai Marco, concordo contigo em grau e gênero que a vaidade é a grande praga do homem moderno…essa “doença comportamental’ é capaz de destruir famílias, sociedades, e até mesmo um grande trabalho da espiritualidade…
Meus Pais Espirituais, que as suas palavras possam ser verdadeiramente absorvidas pelo meu espírito!!!
Muito Axé
16 de novembro de 2009 at 11:42
Que inspiração!!!
Muito bom saber que somos instrumentos de forças tão divinas, mas melhor ainda é sabermos que a conotação de nossa função pode se desviar para a vaidade ao menor descuido. Que isso possa estar claro a todos os médiuns umbandistas…
Axé!
16 de novembro de 2009 at 13:29
Mucuiu Meu Pai, que a luz de Oxalá continue iluminando-lhe a fim de que continues escrevendo as perolas da espiritualidade para que possam sempre serem absorvidas pelos espíritos dos médiuns de todas as casas.
A fragilidade do médium se encontra exatamente na vaidade e na massagem do ego. Nós, enquanto médiuns, devemos de alguma forma estar cientes que a vaidade somente atrasa o dom que nos foi concedido pelo Pai.O grande exercício do médium consiste na HUMILDADE, na CARIDADE e no AMOR incondicional e imensurável, e na doação de si mesmo.
“Se não tiver Amor nada serei”. (Paulo de Tarso).
Axé e muita luz em sua vida. Que Xangô, em sua infinita misericórdia e justiça, lhe cubra de bençãos.
16 de novembro de 2009 at 17:33
Todo mundo tem uma missão a cumprir, todo mundo vai ao banheiro, todo mundo morre, todo mundo têm guias e todo mundo vai prestar contas mais cedo ou mais tarde.
Todo mundo também é médium já que todos nós, encarnados, sofremos influência do alto, do baixo, da direita e da esquerda. Por que fazer dessa benção coletiva um instrumento para sobrepujar o próximo ainda mais sabendo que esse próximo é seu irmão?
Somos instrumentos da força divina e usar a mediunidade para promover e acentuar diferenças no mundo onde todos deveriam ser iguais me parece estupidez ou então trabalhar contra a espiritualidade.
Mediunidade ou Vaidade: De que lado você está?
Axé Irmãos!
16 de novembro de 2009 at 18:14
Pai Marco, parabéns.
“O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.” (Allan Kardec).
A vaidade, sorrateiramente, está quase sempre presente dentro de nós. Dela os espíritos inferiores se servem para abrir caminhos às perturbações e aí vemos médiuns despreparados incorporados com eguns. Mas, cegos em sua vaidade, são incapazes de aceitar que ser médium é estar alerta, com os cinco sentidos funcionando nas 24 horas do dia e ainda, como sabiamente diz Mãe Mônica: “ser médium é estar vestido de branco internamente.”
É muito sutil a manifestação da vaidade no nosso íntimo e não é pequeno o esforço que devemos desenvolver na vigilância, para não sermos vítimas dessas influências que encontram apoio nesse nosso defeito.
Como muito bem escrito e explicado no seu texto, de alguma forma e de variada intensidade contamos todos com uma parcela de vaidade, que pode estar se manifestando nas nossas motivações de algo a realizar, o que é certamente válido.
O perigo, no entanto, reside nos excessos e no desconhecimento das fronteiras entre os impulsos de idealismo, por amor a uma causa nobre, e os ímpetos de destaque pessoal, característicos da vaidade.
Obrigada Pai por mais este ensinamento, com palavras claras e objetivas. Obrigada pela sua lição de humildade e fé.
Que a luz de Oxalá esteja sempre nos cobrindo e nos indicando o caminho da paz em Olorum.
Axé.
17 de novembro de 2009 at 17:50
Quero aqui estender esse grande ensinamento à prática do nosso dia a dia. Quantas e quantas vezes deixamos de agir, de seguir um caminho, de trilhar uma rota, única e exclusivamente pela vaidade. Nossos corações nos conclamam a atuarmos de forma X e a mente deturpada pelos anseios materialistas , imediatistas, e principalmente egoísticos nos remete a decisões , condutas que inconscientemente acaba nos ferindo, nos envenenando, mudando nossa identidade. Aí cabe uma pergunta: Quem realmente somos nós e o que queremos verdadeiramente na vida? Seguir pelo caminho aparentemente mais fácil , mais normal diante a sociedade capitalista, É UMA “PROVA” FÁCIL; difícil é identificar o que sua consciência está gritando dentro de vc e ter a coragem de assumir e AMAR essa condição, este privilégio de viver a espiritualidade, sempre e sempre na direção de Olorun .
18 de novembro de 2009 at 18:13
Todos nós precisamos estar atentos e vigilantes para percebemos o quanto a vaidade faz parte de nosso dia a dia, acredito que se temos a tendência a vaidade ela se manifestará em todos os campos de nossa vida.
Talvez ainda não tivéssemos parado para pensar nesse ponto, antes desse post simples, objetivo e muito esclarecedor do Pai Marco, pois a teimosia em querer separar nossa vida e personalidade entre o lado Material e Espiritual nos força a acreditar que é possível viver esses dois “mundos” sem que haja o um resultado conflitante que nos leva a lugar nenhum.
Temos muito a aprender, e quem sabe ensinar, nessa nossa pequena passagem, o certo é que não somos donos de ninguém e menos ainda da “confiança espiritual” atribuída a nós aqui nesse plano.
Essa semana lendo uma revista sem conotação espiritual nenhuma, me chamou a atenção uma frase bem interessante que cabe muito bem a nós médiuns..
” Nosso papel aqui não é nada mais do que coexistir e respeitar algo que nos foi presentado por Deus ”
Axé a todos
Obrigada Pai Marco
19 de novembro de 2009 at 23:01
Axé Pai Marco,
Infelizmente muitas pessoas se julgam “especiais” por serem médiuns. Nestes casos a vaidade é tanta, que não se dão conta da grande ignorância que vem junto com este pensamento! Sabemos que todos nascemos médiuns, uns se propõem a desenvolve-la, outros passam toda a encarnação “sugando” os médiuns desenvolvidos e seus guias, sem se darem ao trabalho de sequer pensar sobre o assunto.
Por isso Pai, a importância deste blog que nos ensina cada dia mais com textos importantíssimos quanto esse.
Não foi uma nem duas vezes que vi médiuns com uma enorme capacidade, porem tudo a perder, inclusive centros que praticavam muita caridade serem fechados devido ao excesso de vaidade de seus dirigentes.
Mediunidade tem a ver com humildade, espiritualidade e muita, mas muita reforma íntima. Não nos esqueçamos também da importância do estudo, o qual a maioria dos médiuns de nossa Sagrada Umbanda julgam desnecessário;
para muitos basta incorporar e pronto. Não sabem diferenciar Mediunidade de Mediunismo.
Parabéns, Pai Marco por mais um texto maravilhoso, o qual tenho certeza nos fará pensar muito…
Axé a todos os irmãos de fé
20 de novembro de 2009 at 16:31
Olá,
Testemunhar; isso mesmo! Testemunhar sobre mediunidade ou vaidade, basta somente ler o maravilhoso texto e descrever com muita alegria e alívio o ato de abominar a vaidade, arrogância e prepotência como página virada na minha vida.
As energias contagiantes dos Orixás, envolvendo abençoando, intuindo, purificando o despertar; eliminando incrustados miasmas adquiridos por anos de sucessivos erros em atitudes e pensamentos.
Ao retornar a Umbanda, conhecer Pai Marco e Mãe Mônica; os trabalhos, ensinamentos, dedicação dos seus médiuns que com intensa busca em evoluírem, faz parte das diferenças que depois de alguns anos no Kardecismo, voltei a Umbanda em um centro presenciando o antigo filme da vaidade, do deixa pra lá…
Agradeço ao Pai Oxalá, os ensinamentos de sabedoria e humildade dos Pretos Velhos, a força guerreira de Ogum, de absoluta devoção e certeza da religião a seguir, visto que, com simplicidade, visualizo a missão onde tinha tudo para deixar de seguir a Umbanda; porém, com retidão e persistência observando a dedicação de minha companheira. Tive oportunidade de encontrar um centro para freqüentar; foi decisivo e revelador.
Passar por dificuldades, dor, desespero que o dia está nascendo e vai começar tudo outra vez!!!
Hoje, após aprender com os tropeços, encontrei um novo caminho, despertando um Pai, marido, companheiro, irmão e Ser humano, abençoado pela chance sentir as energias dos Orixás, a sutil intuição de Guias.
Aprender que o exercício diário de Ser Umbandista de dentro para fora, do coração, da alma, de contemplar o Sagrado e aprender a magia de viver em Paz, na Paz, com Paz,
É AMOR FRATERNIDADE,
É HUMILDADE E SIMPLICIDADE,
É DEDICAÇÃO E TRABALHO,
É APRENDER A SER PARA EXISTIR….
Sarava!!!!!!!!
20 de maio de 2010 at 11:13
Verdade, acho que tenho essa vaidade, o texto é otimo! e me fez repensar, talvez por isso tenho tanta dificuldade em incorporar os guias! Obrigado pelo texto, muito bom!
Me ajudou
Abraço a todos