Há algum tempo me deparei com um filme curtinho que traz nas entrelinhas uma infinidade de mensagens que precisam ser pensadas, discutidas e trabalhadas por todos nós. Hoje eu gostaria de dividir este filme com todos vocês. Vamos lá!
Hoje todos nós somos os “donos da alavanca” em nossas vidas, responsáveis não por um, mas por todos à nossa volta. Devemos ser capazes de aceitar, permitir e realizar sacrifícios pensando sempre em um bem comum. O Sacrifício não deve ser entendido como coisa negativa e dolorosa, mas como um ofício sagrado, um sacro ofício. E que sacro ofício é esse? É o da solicitude para com os outros e a negação dos desejos do nosso eu e, mais do que isso, pensando sempre em propiciar e proporcionar vidas. Não importa o meu valor de vida, se ao meu lado estão pessoas desequilibradas ou prósperas o sacrifício é o mesmo, seja interno ou externo, seja sacrificar um ente querido ou a mim mesmo, não importa … O importante é ter a certeza de que sou um espírito e, mais do que isso, que todos são espíritos e portanto a matéria, o apego e o presente simplesmente não existem. Assim como também não existe o amor egoísta, dominador, interesseiro e “meu”, afinal de contas, não somos donos do nosso próprio amor pois ele existe para ser dado às outras pessoas, para pertencer a outras pessoas. O amor deve proporcionar o bem, gerar alegria e felicidade aos outros e não a nós mesmos.
Estudo e trabalho muito para que eu seja capaz de discernir e não julgar. Vigio meus passos, pensamentos e palavras para que eles não manifestem meu lado negativo, natural em todo ser humano. Domino minhas emoções ao máximo com pensamentos de certezas espirituais e com plena aceitação das ‘Leis Universais Cósmicas’. É tudo muito simples: eu sou responsável pelo meu EU e pelo meu ENVOLTA.
E você, qual a sua responsabilidade? Qual é o seu posicionamento diante da vida? É o responsável pela alavanca ou o sacrificado? Em que você acredita, na vida em corpo ou na vida em espírito? Quantas pessoas você enxerga à sua volta e quantas você realmente vê? E para quantas você é capaz de proporcionar Vida? O quanto seu sentimento de amor é SEU? O quanto você ainda precisa dele? Pense nisso…
SABEDORIA, CONVICÇÃO e AMOR, essa deveria ser a trindade da humanidade e essa deve ser a nossa busca. Plenitude de vida é resignação, cumplicidade e amor à vida, seja em qual for o sentido. E para facilitar o Pensar e o Sentir de cada um envio para vocês, além do filme, um pequeno poema para ser lido nas entrelinhas.
Saber Viver
Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira e pura… Enquanto durar
Cora Coralina
Muito Axé a todos e uma excelente semana !!










7 de dezembro de 2009 at 16:10
Mãe Mônica, que gratificante é ler o texto de hoje do blog. Gratificante sim, porque acordei hoje pensando em quanto cada um de nossos atos e palavras repercute onde muitas vezes o nosso olhar e entendimento não alcança, assim como uma pedra jogada em um lago e formando ondas… penso que fazemos parte de uma grande teia e que cada movimento tem reflexo longe, muito longe… vibração com alcance em diferentes dimensões…e, portanto, quanta responsabilidade !
Singelo , delicado e profundo o poema de Cora Coralina, que escrito no entardecer de sua vida, tem ainda o poder de reverberar em nossos corações.
Mãe, muito agradecida por mais esse texto que nos ajuda a pensar no que, porque, para que e para quem fazemos.
7 de dezembro de 2009 at 18:34
Que bênção ter um blog como esse. Logo depois de toda a retidão de Ogum, vemos um filme e um texto como estes. Tenho certeza que essa minha primeira assistida e lida no filme não serão suficientes para concluir 1 décimo de reflexões que me vieram à cabeça. Temos sim, todos os dias, a alavanca na mão. Devemos sacrificar a nós mesmos ou jogar tudo para os guias? O que vai ser melhor para o meu envolta: ser pontual no terreiro ou na folia? São pequenos exemplos de uma infinidade muito mais além que podemos e devemos refletir, afinal, somos responsáveis por nós e pelo nosso envolta!
Que nosso pai Oxalá possa nos trazer o Discernimento e a Esperança para sempre puxar a alavanca.
Axé!
7 de dezembro de 2009 at 20:41
Lindo texto!!!
É muito belo o vídeo, realmente muitas vezes fazemos sacrifícios que no momento parecem demais para suportarmos… mas quando vemos que aquele sacrifício teve um bom resultado e valeu a pena…. pensamos, fiz este e farei muitos outros, o resultado vale tanto a pena que nos faz esquecer a dor!
O amor é a coisa mais bela e perfeita que existe no mundo, e acredito que somente o amor pode salvar o mundo e torna-lo melhor, somente o amor pode mudar verdadeiramente uma pessoa e leva-la cada vez mais próximas de Deus!
Parabéns Mãe Mônica pela postagem!
É muito bonito e gratificante tocar todos pelo amor!
8 de dezembro de 2009 at 11:08
Axé Mãe Mônica
Como é difícil enxergarmos além de nós mesmos, somos egoístas, tudo é bom, tudo são leis, tudo deve ser seguido, se isso não for contra nossa vontade, nosso ego, pensar coletivo um exercício de engrandecimento, de evolução, dominar o apego, pensar em todos, nem que para isso tenhamos que sacrificar nossos sentimentos e convicções, ser justo, ser imparcial, como temos tanto trabalho pela frente.
Maravilhoso texto e exemplo neste filme, quanto acreditar, quanta Fé, que Oxalá permita que eu possa ser mais espírito que matéria, que eu entenda cada vez mais meu semelhante.
João Carlos
8 de dezembro de 2009 at 14:54
Emocionante, Mãe Mônica, o vídeo e o poema. Como sempre… tocando fundo os corações com suas mensagens!!! Como é bom termos este blog para continuarmos aprendendo o que é VIVER e o significado da VIDA.
Muito obrigada por mais esta mensagem!!!
Axé!
8 de dezembro de 2009 at 15:53
Olá a Todos,
Nossa!!!Fico me perguntando se estamos preparados para essa doação incondicional, pois aos nossos olhos, ainda egoístas, conseguir vislumbrar além dos nossos próprios umbigos, ainda é uma tarefa árdua… É exatamente assim que eu me sinto ao assistir a esse vídeo, pois sinceramente sei o que é correto, a Lei, mas não sei se diante do desespero seria desprendida o suficiente… Talvez seja um começo do despertar para essa certeza e quem sabe no futuro eu tenha o completo entendimento do sacrifício daquilo que me é importante… Ainda assim fica a lição da responsabilidade e do cuidado que temos que ter com as outras pessoas e o quanto podemos prejudicá-las num piscar de olhos…
Abraços Fraternais
8 de dezembro de 2009 at 16:51
Servir o próximo e não a si mesmo; eis o grande objetivo no mundo…. Servindo ao próximo estarás servindo a você, aos seus e principalmente ao mundo; tudo que projetamos recai sobre nós, a nossa volta. Que o Amor possa ser a alavanca de todos nossos atos, que possamos fazer pelos outros o quê fizeram por nós; infelizmente , muita vezes somente entendemos isso, quando mergulhados no fundo do poço e somos revitalizados por um amor incondicional. Que possamos estar conscientes de nossos atos 24 hs com pensamentos e sentimentos nobres , sendo parte integrante de um processo de reavivamento dessa chama tão divina presente em toda humanidade, porém dormente em grande parcela. O mundo precisa disso; o mundo precisa da Umbanda , assim sendo ,nós umbandistas temos que ter um grande senso de responsabilidade .
Axé
9 de dezembro de 2009 at 13:55
Distribuir este amor ao nosso redor, enxergando cada um como irmãos, implica na responsabilidade embasada, conforme postada anteriormente pela Mãe Mônica, onde não só agrega o conhecimento, a maturidade mas o valor das palavras pois elas tem o poder de levantar um ser bem como derrubá-lo. Cada atitude, cada som que emitimos ressoa no universo e traz consequências. Somos espíritos cada qual, buscando sua evolução “dentro” ou “fora” da matéria e o mérito deste percurso é proporcional.
Este desprendimento de sacrificar um por um todo, temos a prova materializada com a passagem de Jesus nos deixando seu legado cristalizado no amor. Acredito que a consciência e a prática de desapegos emocionais (também), está na responsabilidade de enxergar um todo como um só e manter a certeza do amor incondicional que a espiritualidade nos envolve e testemunhando dia após dia o quanto poderemos fazer, ser e enxergar melhor.
Mãe mais uma postagem para boas reflexões, muito axé e axé aos meus irmãos de fé.
9 de dezembro de 2009 at 14:09
Acredito que a cada instante que passa estamos sempre evoluindo. Cada um na sua velocidade, na sua busca, com seu entendimento. Já tive oportunidade de ver esse vídeo e olhando novamente juntamente com a leitura do texto, outras reflexões surgiram. Procuro sempre levar essas reflexões para o meu dia-a-dia, se possível de forma prática, como um exercício mesmo.
Desde que comecei a levar realmente a sério a vida em espírito (maleime meu Pai!), sem barreiras e distâncias físicas, onde a energia e atitudes são fontes reais de transformações vejo que todo dia temos a oportunidade de puxar pelo menos uma alavanca.
Puxar a alavanca não significa necessariamente sofrimento, porque tudo vai da forma que você entende a realidade (quer sofrer a escolha é sua). Essa alavanca pra mim fica muito mais evidente quando fazemos parte de uma egrégora. Ao deixar de fazer um banho de ervas, não fazer suas orações, não se policiar, não ser disciplinado ou simplesmente “deixar pra lá” perdemos a oportunidade de puxar uma alavanca.
Lendo dessa forma parece que tudo isso se restringe somente a um grupo de algum templo religioso ou terreiro, mas a família também é uma egrégora; o grupo de trabalho também é uma egrégora; a sociedade que vivemos também é assim como você e seus Guias também formam uma egrégora. Disciplina e trabalho caem bem em todas elas.
Nesse final de ano muitos terreiros entram no período de festividades e alguns só voltam a dar atendimento à assistência após a quaresma (muito estranho isso, mas enfim…). Como fica a alavanca durante esse período? Acho que vale a pena refletir se puxamos as alavancas da vida só nos dias de atendimento ou todo dia.
Reconheço que algumas alavancas são mais difíceis de se puxar, mas aprendi que o impossível não existe e que trabalho, persistência e disciplina sempre levam a gente para o caminho do amor recheado de merecimentos.
Quantas pessoas eu enxergo?
Antes nenhuma, depois só coisas e hoje enxergo algumas pessoas. Meu objetivo é pode enxergar muitas pessoas, entender e compreender o meu envolta.
Axé Irmãos, muitas alavancas para todos nós!
10 de dezembro de 2009 at 0:48
Mãe Mônica,
Você se superou!
Diante de cenas tão tocantes, e um poema tão delicado… doce…profundo… que precisa ser apreciado com a alma!!! Você, em poucas palavras nos fez pensar…e repensar… na vida.
As vezes digo: como é fácil viver, como a vida é simples!!! É tao fácil e simples, que não acreditamos… E buscamos complicar…
Valorizamos tanto o difícil, que o fácil perde o valor… o sabor! Até aquele doce que esperávamos um mês, juntando as moedas para comprar era muito mais saboroso que o mesmo doce hoje, uma vez que posso compra-lo facilmente!!!
Não deveríamos ter dúvidas, quanto a alavanca!!!
Não deveríamos ter dúvidas, em amar e respeitar o próximo!
Não deveríamos ter dúvidas, que nossa família vai muito além de pais e filhos…
Não deveríamos ter dúvidas, quanto o nosso DEVER de sermos hoje, melhores que ontem…
Mas, o egoismo, o apego, a posse, a competitividade, a vaidade, etc…
nos distância da realidade ESPIRITUAL!!!! Nos faz enxergar somente o próprio umbigo, na melhor das hipóteses, o nosso, e de meia dúzia que nos puxa o saco.
Pensar que um ATO simples como o PERDÃO, mudaria a história da humanidade!!!
Já demos passos importantes… É verdade! basta olharmos para traz…
Porem nos falta SABEDORIA, CONVICÇÃO e AMOR…
Se estivéssemos PLENOS desta Trindade, certamente não estaríamos aqui!!! Mas, este É o caminho, O desafio…
Sábia Cora Coralina!!!
Docilmente deixou uma Lição de Vida!
Sábia Mãe Mônica Caraccio!!!
Justa como a pedreira de Xangô;
Dura como o metal de Ogum;
Certeira como a flecha de Oxossi…
Nos deixa este DESAFIO…
OBRIGADA por mais esta postagem!
PARABÉNS pela POSTURA!
Que ESTA possa SER NOSSA REALIDADE…
Sejamos Humanos!
Salve a Umbanda!
AXÉ A TODOS…
10 de dezembro de 2009 at 11:06
Obrigado Mãe Mônica por mais uma reflexão que faz purgar nossas mazelas e evoluir o nosso espírito. Esse assunto de alavanca me fez lembrar muito das comunidades indígenas, onde cada um faz sua parte pensando no grupo. E no final todos vivem na maior prosperidade e felicidade. Todos são, ao mesmo tempo, donos da alavanca e passageiros do trem. Imagino que essa é a mensagem que a espiritualidade tenta nos passar e agradeço a oportunidade divina de fazer parte de um terreiro onde se busca essa linha de atuação.
Axé Mãe, Pai e irmãos da terra e do céu. Que Olorum nos abençoe!
10 de dezembro de 2009 at 18:45
Adorei esse vídeo, ele nos faz pensar nas escolhas que temos que fazer em nossa vida e em minhas responsabilidades com a Umbanda. Uma mensagem singela porem muito bonita que toca fundo em nosso coração.
Um beijão mãe Mônica e um ótimo final de semana… axé
16 de dezembro de 2009 at 21:12
Olá,
Mãe Mônica, que lindo poema…. Texto riquíssimo, que toca profundamente nas imperfeições, carências e egoísmo.
Precisei sofrer muito com os apegos, possessividade ; enxergar somente o umbigo. Por alguns anos , centro das atenções; que erro…Como é difícil discernir os sentimentos centralizadores, desejos do Eu mesquinho!
É preciso viver um dia de cada vez com sabedoria, colocar em prática o aprendizado que o cosmo conspirou; e consegui ouvir finalmente!
Saber amar; compreender mais, traz uma Paz natural de Espírito, até no tom de voz…
Palavras duras, pela infantilidade de achar que aqueles que nos amam tem a obrigação de “ Ouvir sem sentir dor…” Devemos pensar na condição de espírito, depois que saiu da boca, ecoa no universo da Lei da Reação, e quem ouviu?
Comecei a escrever enquanto o filme carregava; ao assistir o filme em lágrimas resta somente dizer:
Obrigado Mãe Mônica!
Preciso melhorar todo dia…
Preciso melhorar cada minuto…
Preciso melhorar até o ultimo suspiro de vida…
Somos espíritos, quero melhorar sempre!
Axé a todos…
8 de janeiro de 2010 at 11:21
É muito bom saber que aqui neste blog sempre encontrarei palavras de conforto, amor e principalmente gestos tão lindos de caridade!
Obrigada Mãe Mônica pelas palavras e por tudo que tem feito por aqui.
1 de março de 2010 at 14:20
Maravilhoso ter encontrado este blog … estou aqui ha horas lendo todos os tópicos! Não consigo sair!
Chorei muito com o vídeo, as vezes reclamamos, brigamos e não enxergamos que em nossa volta tem coisas muito mais importantes acontecendo…
Axé para todos! Uma semana de muita luz!