A palavra Quaresma vem do latim para quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecede a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo
de Páscoa, prática esta que data desde o século IV. Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão e a conversão espiritual, ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual e é neste período, em especial, que os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais. Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência a fim de preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa e cada doutrina tem seu calendário específico para seguir.
A Quaresma dura na verdade 47 dias, uma vez que no calendário litúrgico os domingos não são contados, perfazendo então 40 dias. A duração da Quaresma está baseada no simbolismo do número quarenta na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material e os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na Terra, com suas provações e dificuldades. Nesta, fala-se dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito…
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias e assim surgiu a Quaresma. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência, o que explica o fato das imagens católicas serem cobertas com um manto roxo nesse período. A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista a justiça, a paz e o amor em toda a humanidade.
Curiosidade: Você sabia que a data da quaresma e do carnaval é determinada pelo Vaticano? Sabemos que o carnaval e a quaresma caem todos os anos em datas diferentes, pois são regidas pela Páscoa que é também uma data móvel. No entanto, poucos sabem que o dia de Páscoa é estabelecido pela Igreja há séculos. No Brasil podemos conhecer essa data estabelecendo o primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia de outono, que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas sim a definida nas Tabelas Eclesiásticas. É preciso localizar o primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera de Roma (hemisfério norte) usando os critérios gregorianos. A igreja, para obter consistência na data da Páscoa, decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C., definir a Páscoa através de uma Lua imaginária conhecida como a “lua eclesiástica”.
Sendo assim, levando em consideração esse estudo, chego à conclusão de que os Terreiros de Umbanda que fecham suas portas no período de quaresma por seguirem uma conduta católico-cristã estão, no mínimo, agindo de forma equivocada pois se nesse período deve-se potencializar o sentido da oração, da penitência e da caridade, então a lógica é, mais do que nunca, ABRIR as portas dos Terreiros e colocar tudo isso em prática. Afinal, sabemos que não há momento de maior exteriorização e vivência da oração, da penitência (mesmo a Umbanda não tendo como prática a penitência) e da caridade do que dentro de um Terreiro exercendo nossa religiosidade, espiritualidade e caridade, sem falar no trabalho que nos propusemos a realizar.
E aqueles Terreiros que fecham apenas por seguirem uma tradição ou pela oportunidade de ‘descanso’, saibam que, mais do que nunca, é nesse período que as pessoas mais estão precisando da ajuda dos Guias Espirituais Superiores que são manifestados através dos médiuns umbandistas, afinal na festa de carnaval acontecem muitos casos de uma verdadeira ativação do baixo astral e muitas vezes o próprio médium se permite atos profanos, desequilibrados e extremamente negativos neste período.
E você, o que pensa sobre isso? Os terreiros devem fechar ou continuar com seus trabalhos normais no período da Quaresma?
Na semana que vem daremos continuidade a este tema publicando um artigo do querido Pai Ronaldo Linares, grande decano da nossa Umbanda, onde ele dará sua opinião sobre o trabalho dos terreiros no período da Quaresma. Até lá vocês podem refletir, formar opiniões e comentarem nos contando em que conclusão chegaram e o que pensam sobre o assunto.
Um ótimo final de semana a todos ! Muito Axé !










11 de fevereiro de 2010 at 23:29
Mãe Mônica que surpreendente todas essas informações, afinal devemos saber a origem do que celebramos nos dias de hoje.
E pensando no fato de os Terreiros ficarem fechados nesse período, concordo com você, esse é um período em que a ação da espiritualidade não pode ficar “esperando” 40 dias ou mais. Afinal, antes da quaresma temos o carnaval, período de excessos e libertinagem.
Abençoados somos por termos Pais que sabem que para a ação da Espiritualidade não existe feriado, férias ou fim de semana.
12 de fevereiro de 2010 at 8:45
Creio que nesse periodo da quaresma, aonde o baixo astral está extremamente ativado, se faz mais do que nunca necessário que os terreiros estejam a milhão, trabalhando a espiritualidade dos seus filhos de fé, e tambem da sua assistência. Não podemos dar brechas para essas forças negativas, temos que sempre estar vigiando nossos atos e nossos pensamentos.
Somos aquilo que pensamos, portanto, acredito sim que é o momento mais importante para um medium ter a percepção de que está sendo envolvido pelas forças negativas, e não deixar que isso o contamine.
Mas como ? Com defumações, orações, cantos, vibrações positivas. Tudo isso faz com que esses espiritos sem luz se afastem, mas não significa que eles explodiram ou foram para o ” além ” !
Por isso que o terreiro se faz muito necessário, porque é lá que esses espiritos obsessores serão encaminhados para tratamentos ou mesmo para o lugar que é de seu merecimento.
Axé
Vinicius
12 de fevereiro de 2010 at 9:30
Não fazia idéia do que era exatamente a quaresma, além da data de início e fim. Muito interessante! Como o texto fala, o ideal é que se procure praticar os mandamentos cristãos todos os dias, e não somente durante a quaresma. Assim como nós umbandistas devíamos nos “vestir de branco” todos os dias, e não só nos dias de gira.
Sobre os terreiros, se a proposta da quaresma é de oração, penitência e caridade, por que fechar as portas!? Deviam é deixá-las bem abertas…
12 de fevereiro de 2010 at 13:01
Axé Mãe Mônica! Muito interessante este texto e como todos deste blog é um guia de conhecimento e informação impar hoje dentro de nosso universo umbandista. E já que tudo acontece pelas tradições católicas, que sigamos as tradições de calendário, mas que comecemos a formar e fundamentar nossa Fé, dentro de nossa realidade Umbanda, pois só assim como a séculos a Igreja está ai é que iremos cada vez mais mostrar nossa religião a toda sociedade. Quanto a trabalhar neste período porque não, é nessa época que precisamos de mais reflexão, mais aproximação com a Espiritualidade que nos sustenta e ampara, pois é uma época muito difícil, onde acontecem muitos problemas por justamente abertura e invigilância de nossa parte.
Obrigado por trazer tantos textos que só ajudam a fundamentar cada vez mais nossa Fé e mostrar essa religião tão única a nos auxiliar na caminhada.
João Carlos
13 de fevereiro de 2010 at 12:01
Se nesse período o baixo astral está a todo vapor. Por que os terreiros fecham as portas?
Acredito que o correto é continuarmos trabalhando, mantendo nossas vibrações, nos fortalecendo cada vez mais. Sem deixar nenhuma brecha para o baixo astral atuar.
Axé a todos
13 de fevereiro de 2010 at 21:13
Espero sim que pela magnitude e universalidade da Umbanda, todos Umbandistas possam se dissociar de uma vez por todas das referências da Igreja Católica. Temos fundamentos , procuramos ser cristãos a cada segundo, mesmo sabendo da necessidade da influência de algumas religiões, principalmente do Catolicismo, com sincretismos e datas, é imprescindível nossa independência, justamente para nosso fortalecimento e acima de tudo, que as práticas espirituais possam ser realizadas corretamente. Como diz o texto : essa é a época mais importante, onde todos deveriam estar vigilante e trabalhando a todo vapor.
Axé e obrigado pelo ensinamento.
15 de fevereiro de 2010 at 16:03
Olá,
Um pouco critico no sincretismo com a Igreja Católica, acho fundamental estarmos mais ativos que nunca. O carnaval é sem sombra de dúvida uma avalanche de ações do baixo astral, portanto, estarmos no período de Quaresma trabalhando no Terreiro é cuidar de forma prudente e salutar.
Foi num período de Quaresma que tive a benção de conhecer diferentes trabalhos que foram realizados no Terreiro que freqüento. Foram intensos ao ponto de sentir falta quando do retorno às atividades normais.
A enunciação do texto oferece grande elucidação do significado da Quaresma. Minha visão limitava-se aos ensinamentos Católicos que minha Mãe comentava.
Obrigado Mãe!
Axé a todos…
16 de fevereiro de 2010 at 10:55
Que maravilha de texto !!! E não só o texto, como os depoimentos colocados neste blog, me enchem de alegria, pois ter um canal de comunicação entre os umbandistas como este, rico de ensinamentos, é um presente de Ogum nos permitindo nossa evolução espiritual.
Bem, eu acredito que o trabalho SEMPRE dignifica, em qualquer um dos seus segmentos. Portanto, em se tratando de trabalho espiritual, esta é a época do ano em que realmente precisamos do contato direto com a espiritualidade.
Se acreditamos que o baixo astral existe e que durante estas festas surge uma das maiores oportunidades dele crescer, muitas vezes pela nossa conduta desiquilibrada, não me é possível aceitar que vamos ficar mais de 40 dias longe do solo Sagrado, enquanto ele (baixo astral) se fortifica. Se a quaresma é o período do ano escolhido para a reflexão espiritual, nada melhor do que aproveitar este tempo e trazer para dentro dos terreiros os mediuns e os consulentes para juntos exercermos a religiosidade, orando e compartilhando com o próximo a reflexão, a paciência, o perdão e a reconciliação fraterna.
Somente desta forma conseguiremos “vencer” aos olhos de Oxalá.
Salve a Umbanda.
16 de fevereiro de 2010 at 15:36
É incrível com tanta informação que temos hoje, conhecimento e esclarecimento da Umbanda sobre seus rituais (principalmente na capital paulista e regiões), ainda existem “pais de santo” seguindo preceito católico em seus terreiros. Só vim aprender realmente o significado da quaresma num jornal de umbanda anos atrás, o que eu tinha aprendido com a minha ex dirigente ( Candomblé misturado com Umbanda) é que quaresma os orixas e entidades não “trabalham” no plano físico e que os “exus” (na palavra dela) e eguns ficavam atormentando as pessoas e mendiuns. Que as pessoas maudosas aproveitavam esse período “forte” para fazer magia negra, demanda, feitiçaria a outras pessoas. Que nós mendiuns devemos “fechar o corpo” para a feitiço não “entrar” em nosso corpo. Meu Deus e orixas, quantas baboseiras eu caí!, quanta ignorância foi postado em minha mente! Mas tudo bem, na maioria dos “trabalhos” que tinha para “fechar o corpo” eu ficava doente e não podia comparecer ao terreiro justamente neste dia,srsrsr…. Mas aos poucos estamos acabando com essa “copia” sem sentido para praticas ritualisticas da Umbanda, que os terreiros “novos e seminovos”, dirigentes (como Mãe Mônica Carracio) vem lutado e trazendo informações esclarecedoras verdadeiras para os mendiuns enganados no passado e a mendiuns futuramente chegado.
Axé a todos.
16 de fevereiro de 2010 at 16:04
Gostei do esclarecimento, sempre bem vindo.
Ouço sempre dizer que nós devemos reforçar nossa guarda espiritual nessa época, tem sentido isso!
16 de fevereiro de 2010 at 16:07
Estranho que no periodo reservado para a aproximação do divino, exercer a religiosidade, interiorizar o sentido de fé…. aconteça justamente o contrário.
Como somos bons nisso, nem medimos esforços para tal….. só esquecemos que quem não mede esforços e não desiste de seu objetivo é o baixo Astral….esse sim não falta, não tira férias, não cai em tentação, e com certeza esta lá orando pelo rebaixamento de nossas vibrações…
Compartilho ao entendimento do não fechar terreiros nesse periodo, não só para nosso bem, mas para que sejamos um refugio a aqueles que necessitam de ajuda e conforto….. façamos nossa parte, sejamos Umbandista exercendo nossa função de Soldados de Aruanda!
Axé a todos!
16 de fevereiro de 2010 at 16:33
Concordo que é nesse período que os terreiros de Umbanda precisam mais ainda de trabalhos, pois sabemos que no carnaval os espíritos maléficos, literalmente, fazem a festa. Todos os trabalhadores e dirigentes do terreiro que frequento já iniciamos nossas penitências no carnaval, sendo de acordo que todos nós deveríamos estar dentro de nossas casas até as 18h, até quarta feira de cinzas, evitando assim qualquer tipo de ataque espiritual. Além disso, concordamos em fazer sete noites de vigílias, seguidas, dormindo somente depois de 2h da manhã. E sábado, 20 de fevereiro, reiniciamos nossos trabalhos com sessões de descarrego, limpeza e harmonia. Durante toda a quaresma nossas sessões são intensas, encerrando com a libertação de várias caravanas de irmãos sofredores, dos quais “cuidamos” espiritualmente durante todo o mês de março. Sendo assim, não tem sentido parar as atividades na época em que o planeta mais precisa dos nossos trabalhos mediúnicos. Axé para todos e muito trabalho!
16 de fevereiro de 2010 at 17:19
Acredito, com todo o respeito possível, que cada casa deva tomar, de acordo com os seus dirigentes e mentores, uma decisão entre abrir ou fechar as portas!
Devemos respeitar cada seguimento de acordo com a sua tradição e cultura!
16 de fevereiro de 2010 at 20:03
Super esclarecimento que tenho certeza que irá acrescentar e muito a todos, momento esse que temos que vigiar ainda mais nossos pensamentos e atitudes, sem dar brechas ao baixo astral, nós manter em oração, nossos banhos e defumações ativos.
E espero sinceramente que um dia todos os terreiros de Umbanda possam falar uma só língua, que nesse dia em especial todos possam estar unidos em um só pensamento, em oração e vibrações positivas, manter sua corrente mediúnica firme em sua fé, e sua assistência consciênte de sua responsabilidade perante toda a espitirualidade.
Sendo assim sou a favor de terreiro aberto, trabalhando muito em favor de nossa UMBANDA.
Axé…..
17 de fevereiro de 2010 at 10:18
Acredito que todos os terreiros deveriam sim realizar seus trabalhos normalmente na quaresma seja com o lado direito ou esquerdo. Sempre apreendi que a quaresma é muito pesada e mais do que nunca precisamos de proteção.
Tenho muito admiração pela Mãe Mônica, que minha mãe Iansã lhe proteja cada vez mais
17 de fevereiro de 2010 at 12:40
Concordo em tudo. Os terreiros não deveriam fechar!
17 de fevereiro de 2010 at 12:43
Que mais uma vez a Luz da Sabedoria possa iluminar nossa tão escura ignorância. Se estamos iniciando um dos períodos mais densos do ano, é agora que devemos estar fortes e ativos para poder positivar essa energia negativa. Que nossos queridos Exus possam estar alimentados para nos sustentar mas que também todos os guias de Direita possam ter seus trabalhos intermediados por nós no momento em que mais precisam.
Excelente TRABALHO a todos!
17 de fevereiro de 2010 at 16:41
Muito esclarecedor o tópico, tanto para nós umbandistas quanto para católicos e seguidores de outras religiões que, assim como muitos de nós, seguem “regras” que a mãe ou a vovó diziam que deviam seguir sem nem saber o porquê.
Respeito, aceito e até admiro muito da influência Católica sobre nossa Umbanda. Quanto ao assunto Quaresma, se levado em consideração tudo o que foi esclarecido neste tópico, acredito que deve ser visto (e revisto) por todos os Umbandistas que (ainda) seguem às tradições que foram trazidas pelos mais antigos que fechavam as portas dos seus terreiros neste período.
As portas dos terreiros abertas, as giras acontecendo e os guias trabalhando são fundamentais para o fortalecimento da nossa fé , religiosidade, espiritualidade e caridade neste período.
… e Deixa a Gira Girar !
… e bom Trabalho à todos !
17 de fevereiro de 2010 at 19:36
Trabalho ha mais de trinta anos na Umbanda e nesses anos todos nunca fechamos nosso terreiro devido a quaresma, mas jejuamos 40 dias sem comer carne vermelha. Quando chega essa época esses espíritos baixos vem também para nos testar de tudo que é forma, por isso que devemos nos fortalecer. Também vem muitos irmãos em busca de ajuda e o médium tem que estar preparado.
Agradeço a oportunidade de expor o que penso.
Axé
17 de fevereiro de 2010 at 22:48
Curioso Mãe Mônica que, quando católica na infância, nunca me explicararm tão detalhadamente o que significa a Quaresma. Para mim foi muito esclarecedor e, quanto a opinião dos terreiros fecharem durante esse período, a meu ver se torna um contasenso. Como podemos praticar a fraternidade, a caridade, estando de portas fechadas e ‘descansando”? Como a senhora escreveu, os próprios médiuns necessitam do trabalho com seus guias pois, mesmo não tendo “caído na folia”, a ação do baixo astral é muito grande durante o carnaval…..
Trabalhar para o nosso bem e para o bem do próximo não deve ter data determinada. Sempre é hora, sempre é o momento certo.
Axé a todos
18 de fevereiro de 2010 at 11:12
Axé a Todos,
A Quaresma é um assunto muito pouco conhecido e talvez por isso ainda muito mistificado. É super importante entendermos o porquê das coisas, e mais ainda, não nos deixarmos acomodar com a ausência de informação. A Quaresma requer cuidado sim, e são muitos os motivos pelos quais os terreiros não devem fechar suas portas…Vamos arregaçar nossas mangas para que possamos oferecer o nosso melhor, para que a espiritualidade consiga realizar o seu trabalho!
Abraços Fraternais
18 de fevereiro de 2010 at 15:39
Acho que os terreiros deveriam funcionar normalmente, pois segundo seus esclarecimentos é nesta época que mais precisamos.
19 de fevereiro de 2010 at 10:56
Também concordo com a Mãe Monica, eu como espirita respeito a igreja, mas estou sempre pronto para fazer o meu papel como médiun, porque tudo já dito dos outros depoimentos é verdade, somos o canal de ligação com os mensageiros do plano espiritual, e temos que praticar a caridade atendendo, aqueles que nos procuram, e assim também fortalecemos a nossa espiritualidade, e quanto mais acreditarmos em nossos mentores mais recebemos.
19 de fevereiro de 2010 at 12:27
É estranho pensar que um trabalho religioso espiritual feche em um ou outro período. Somos espíritos encarnados e estamos ativos 24 horas por dia, seja acordado, dormindo, vivo ou morto.
O mundo não pára, as lições de vida e experiências acontecem a todo momento, pessoas estão interagindo e trocando cordões a todo momento, o baixo astral é altamente persistente e ataca nas menores brechas, a mediunidade está sempre recebendo influências e a assistência está sempre ativa.
Mesmo respeitando a decisão de dirigentes confesso que não vejo muito sentido em fechar um terreiro de trabalho, evolução e assistência.
O pequeno período de recesso de fim e início de ano já pode servir de exemplo sobre como a energia de uma egrégora fica tumultuada. Fazer um grande recesso logo depois de iniciar novamente os trabalhos (Oxóssi/Exu) me parece suicídio.
Talvez a questão não seja abrir ou fechar o terreiro e sim refletir sobre os motivos de tal decisão.
Axé Irmãos!
Daniel.
19 de fevereiro de 2010 at 14:00
Axé!
Eu como todos os anos faço jejum nesse período. Creio que é um período de melhor reflexão e autoconhecimento do nosso próprio espirito. Isso também, porque na sexta-feira santa acontece o Amaci. Quando chega esse dia o meu corpo esta limpo e meus pensamentos moderados para as coisas da terra e totalmente voltado para as “coisas” do Mestre, para poder receber a pureza desse ritual.
Todos os terreiros tem que estar com portas abertas na minha opinião, pois realmente é uma época em que as pessoas necessitam muito de palavras que ajudem a tomar as decisões que nesse período parecem ser maiores!
Mãe Mônica, uma pergunta: ja ouvi, li e creio que nesse periodo, São Miguel abra as portas para os espíritos de baixa vibração, para que estes tenham oportunidade de “expiar”. Gostaria de saber a qual ponto isso é verdadeiro na Sua Umbanda!
Grande abraço e axé!
19 de fevereiro de 2010 at 14:32
Axé Rubens! Também acredito nisso, só que faço o sincretismo de São Miguel com o Orixá Ogum e acredito também que além de “expiar”, esses espíritos acabam tendo a oportunidade de reajustarem alguns erros e com isso têm a oportunidade de evoluírem espiritualmente. É um período em que os espíritos inferiores têm mais oportunidade e mais acessibilidade com o nosso plano, portanto mais perigoso e que remete, principalmente os médiuns, a uma vigilância maior e mais comprometida com a sua própria evolução espiritual e a do próximo, seja encarnado ou desencarnado.
19 de fevereiro de 2010 at 15:17
Axé Mãe Mônica! Fico grato pela atenção! Por isso digo: é o tempo onde mais devemos trabalhar, pois esses espiritos estão ligados diretamente na lei da afinidade, e vão de encontro com aqueles “encarnados” que estão na mesma vibração. Devemos manter nossos pensamentos e atos sempre em vibrações ligadas ao alto, para que esses espiritos não suguem nossas energias e, também, aprendam e caminhem nos degrais da evolução com a luz que estamos ligados quando o nosso pensamento esta voltado a Zambi. Mais uma vez muito obrigado!
20 de fevereiro de 2010 at 4:54
Por tudo que foi esclarecido na matéria publicada, concluí que neste período da Quaresma seja uma ótima oportunidade para doutrinação e conhecimento da nossa missão como umbandistas. Os dirigentes sacerdotes de umbanda podem reservar um momento, em dias de realização dos trabalhos, para passar aos “novos” e “veteranos”, gotas de sabedoria que vão valorizar ainda mais a nossa Fé.
20 de fevereiro de 2010 at 7:37
VOCÊS ESTÃO DE PARABÉNS POIS CONCONDO EM TRABALHAR DURANTE A QUARESMA POIS ACREDITO QUE HÁ UMA ENERGIA POSITIVA QUANDO QUASE TODOS ESTÃO VOLTADOS ÀS ORAÇÕES E PENITÊNCIAS E COMO FOI CITADO DURANTE O CARNAVAL LITERALMENTE OS BICHOS ESTÃO SOLTOS E TODOS QUE TÊM UM DOM DE POSITIVIDADE DEVERIAM ESTAR ATENTOS PARA QUE COM REZAS, ORAÇÕES E DESCARREGOS CONSIGAMOS REALMENTE COMEÇAR UM ANO NOVO COM HARMONIA, SAÚDE E PRINCIPALMENTE PAZ ESPÍRITUAL.
ABRAÇOS E MUITO AXÉ PARA TODOS NÓS DURANTE A QUARESMA E POR TODA NOSSA EXISTÊCIA.
22 de fevereiro de 2010 at 10:10
Eu ouvi do prórprio exu de lei que a quaresma é um período de mudança energética, e nessa mudança energética é onde os exus, pomba-giras (não lei), e éguns tem oportunidade de vir a terra e plasmarem com seu próprio corpo ou o corpo de alguém para fazerem o mau. Cai ai a referência que é a época onde o demônio está a solta, e cabe ao homem vigiar e orar, muito mais do que o restante dos outros dias. E os orixas estão no plano maior preparando as energias do novo ano, conforme a sua regência. Outro fato é dito que só ficam neste período em terra os exus e pretos velhos.
24 de fevereiro de 2010 at 18:57
Ola! estava pesquisando o assunto e quando fui ver quase passo por essa pagina sem nem perceber de quem era!
só queria deixar um comentario sobre o assunto, especificamente quanto a fechar os trabalhos… (mesmo estando no final que dificilmente alguem vai ver…)
não sei exatamente em que parte, mas tem uma passagem na biblia em que algumas pessoas querer maldizer Jesus por não guardar o sabado de todo o trabalho (como o de cura), e ele se defende dizendo que não há dia em que não se deva fazer o bem, a caridade ou salvar uma vida.
os cristão tem a quaresma como retiro, muito bem, que um umbandista siga esse preceito, muito bem, mas quando Jesus iria querer alguma coisa que negasse qualquer ajuda a quem precisa?
o/
4 de março de 2010 at 9:37
Gostei muito do comentário da senhora Elza Maria dos Santos de Assis,e o texto em si é muito esclarecedor.
obrigada!
5 de março de 2010 at 11:29
Ola pessoal!
Amei o site, procurei vários terreiros aqui na minha cidade para me ajudarem a fazer meu marido voltar, pois me deixou com um bebe de 4 meses.
Nenhum quis fazer o trabalho, pois alegaram que no período da quaresma não adiantaria, pois os santos estavam na guerra e não responderiam.
O que acham disso?
Obrigada!
8 de março de 2010 at 19:33
Axé Camila!
Estão acontecendo alguns equívocos.
Primeiro Umbanda não faz trabalho para marido voltar, portanto se você está procurando isso na Umbanda você esta procurando no lugar errado. E esclareço que se algum terreiro de Umbanda se predispor a fazer esse tipo de trabalho, esse terreiro NÃO É de Umbanda. A Umbanda é uma religião que tem como fundamento trabalhar a religiosidade, a aceitação, o amor, a reforma intima e fortalecer a fé do Ser respeitando e obedecendo as Leis Divinas e não a do ser humano.
Segundo, não é através de “trabalho” que uma pessoa volta. Aliás ela pode até voltar, afinal está sendo forçada e dominada por espíritos inferiores, mas essa volta nunca será por amor, nunca será verdadeira e nunca haverá harmonia e paz no relacionamento. Pense bem, Camila, se você fizer um trabalho para seu marido voltar é bem capaz disso acontecer, no entanto se prepare para viver num tormento avassalador. Fazer trabalho para alguém voltar é pura ilusão, além de ser uma grande possessão, impossível alguém viver feliz desse jeito, impossível esse relacionamento dar certo.
Terceiro, santo não é a força ativa da Umbanda, na Umbanda existem os Orixás e os Guias Superiores que nos auxiliam e nos ensinam a viver em harmonia, em amor e em paz de espírito.
Bom, poderia continuar esclarecendo mais alguns equívocos de seu comentário, no entanto o mais importante depois dessas explicações é pedir para que você procure sim um Terreiro de Umbanda, mas que procure com o intuito de pedir ajuda para que você compreenda melhor essa fase de sua vida, para que você tenha força e coragem para aceitar essa nova forma de viver e para que você consiga perdoar e ser perdoada por seu marido. Tenho certeza que dessa forma você não encontrará Terreiros fechados e nem “santos em guerras”.
Muito Axé
Mãe Mônica Caraccio
8 de março de 2010 at 19:40
Tenho uma baiana e ainda não incorporei. Quais as ervas que devo utilizar para quando eu incorporar ter um pouco de sabedoria? Obrigado pela atenção
Espero que responda a minha dúvida!
Grata.
8 de março de 2010 at 19:43
Axé Francisca!
Essa orientação você deve pedir ao seu pai espiritual, afinal ele sabe em que pé está seu desenvolvimento.
Saiba que uma erva pode ser “boa” para um mas pode ser “ruim” para outro. É importante conhecimento e bom senso, e isso quem tem é Pai Espiritual afinal ele é responsável por sua coroa e por sua espiritualidade.
Muito Axé !
Mãe Mônica Caraccio
8 de março de 2010 at 22:33
Boa noite! Desde que vi o grupo de vocês sempre quando posso venho até aqui para dar uma espiadinha, gosto muito de ler os artigos, mas gostaria de ler algumas obras Umbandista. Vocês poderiam me indicar algumas?
Que Oxalá ilumine a todos pelo belíssimo trabalho realizado.
9 de março de 2010 at 16:09
Axé, Arlene!!
Para você que está iniciando na umbanda acho legal a leitura de títulos do autor Robson Pinheiro como Tambores de Angola, Aruanda, Legião, Energia. De Rubens Saraceni gosto dos livros Guardião da Meia Noite, Cavaleiro da Estrela Guia, Código de Umbanda, Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada e gosto muito também do livro Recanto de Luz de Luis Carlos Rapparini.
Espero que você também goste !!
Muito Axé
Mãe Mônica Caraccio