Hoje é o Dia Internacional da Mulher! Essa data foi escolhida porque no dia 8 de março de 1857 operárias de uma fábrica de tecidos da cidade norte americana de Nova Iorque fizeram uma grande greve e ocuparam a fábrica para
reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução da carga diária de dezesseis para dez horas, tratamento digno dentro do ambiente de trabalho e equiparação de salários com os homens, uma vez que as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem para executar o mesmo trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas num ato totalmente desumano. Somente em 1985, através de um decreto, é que a data foi oficializada pela ONU.
Como eu não poderia deixar a data nem essa história passar em branco, trago hoje a vocês um artigo que conta histórias de luta, garra e determinação de algumas mulheres que são brasileiras, guerreiras, virtuosas e exemplos para todos nós. Espero que gostem, que aproveitem, que reflitam, que se espelhem e que enxerguem dentro de vocês a mesma força, a mesma coragem e a mesma vontade de fazer a diferença que tinham essas mulheres.
Mãe Aninha (1869-1938): Mãe Aninha sempre lutou para fortalecer o culto do candomblé no Brasil e garantir condições para o seu livre exercício. Segundo consta, por intermédio do ministro Osvaldo Aranha, que era seu filho de santo, Mãe A
ninha provocou a promulgação do Decreto Presidencial nº 1202, no primeiro governo de Getúlio Vargas, pondo fim à proibição aos cultos afro-brasileiros em 1934. Filha de africanos, Eugênia Ana dos Santos, a Yalorixá Obá Biyi, nasceu em Salvador em 1869. Mais conhecida como Mãe Aninha, ela foi feita no candomblé do Engenho Velho – a casa de Mãe Nassô – fundado por volta de 1830 e o primeiro a funcionar regularmente na Bahia. Saiu de lá para formar uma nova casa, o Ilê Axé Opô Afonjá, hoje considerado Patrimônio Histórico Nacional. Em 1935 Martiniano do Bonfim sugeriu a Mãe Aninha que criasse o Corpo dos Obás de Xangô, que deveria ser integrado por amigos e protetores do terreiro. Martiniano era uma das personalidades mais respeitadas da comunidade afro-baiana. Havia retornado da Nigéria em 1883, portando altos títulos da hierarquia sacerdotal iorubana. Sua ideia tornou-se real quando, em 1936, foi instituído o corpo de obás, ou 12 ministros de Xangô do Axé Opô Afonjá. Até hoje são escolhidas pessoas de grande prestígio social para ocupar esse corpo, sendo que já ocuparam esse posto o escritor Jorge Amado, os compositores Gilberto Gil e Dorival Caymmi, o artista plástico Carybé e os pesquisadores Vivaldo da Costa Lima e Muniz Sodré, entre outros. A função principal dos obás é a sustentação do axé, tanto do ponto de vista material quanto do seu status. No Ilê Axé Opô Afonjá, ainda hoje os obás formam uma seleta hierarquia abaixo somente da mãe-de-santo e da mãe pequena. Na Bahia a criação dos obás trouxe ao culto de Xangô um importante exército de reforço.
Mãe Menininha do Gantois (1894-1986): Mãe Menininha do Gantois foi a Yalorixá mais famosa do
país. Sob seu comando o Terreiro do Gantois logo se tornou um dos mais procurados e respeitados da Bahia. Para muitos pesquisadores a popularidade e o reconhecimento que Mãe Menininha alcançou foram de fundamental importância para aumentar a aceitação do candomblé na sociedade. Escolástica Maria da Conceição Nazaré foi o nome de batismo de Mãe Meninha do Gantois. O Terreiro do Gantois foi fundado por sua bisavó, em 1849, o popular nome do terreiro veio do francês que era proprietário do terreno onde o templo foi construído. Nos mais de 60 anos em que liderou o Terreiro do Gantois, como relações públicas de sua religião, sempre se mostrou disponível para explicar o candomblé a quem se interessasse e assim conquistou o respeito de líderes de outros terreiros e até de sacerdotes católicos. Como Yalorixá ela enfrentou o preconceito que a sociedade tinha em relação aos adeptos do candomblé. Não havia liberdade de culto e os terreiros eram freqüentemente invadidos pela polícia sofrendo muitas perseguições e violência. Na década de 30 a Lei de Jogos e Costumes era mais tolerante ao candomblé, mas ainda assim as festas só podiam ser realizadas em determinados horários e mediante autorização por escrito. A situação só mudaria em 1976, quando o então governador da Bahia, Roberto Santos, sancionouum decreto liberando as casas de candomblé da obtenção de licença e do pagamento de taxas à delegacia de Jogos e Costumes. Mãe Menininha recebeu muitos títulos, homenagens e medalhas. Em 1972 Dorival Caymmi compôs a famosa música Oração a Mãe Menininha. Em 1994 a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançou um selo comemorativo para marcar o centenário de seu nascimento.
Carolina Maria de Jesus (1914-1977): Negra, mãe solteira de três filhos, migrante e catadora de papel que há quarenta e cinco anos, quando ainda vivia numa das primeiras favelas da cidade de São Paulo, viu a edição de trinta mil exemplares de seu primeiro livro se esgotar em três dias. Carolina Maria de Jesus nasceu no interior de Minas Gerais. Vinda de uma família extremamente pobre tinha mais sete irmãos e teve que trabalhar cedo para ajudar no sustento da casa, por isso estudou apenas até o segundo ano primário. Na década de 30 mudou-se para São Paulo e foi morar na favela do Canindé, ganhava seu sustento e de seus três filhos catando papel. No meio do lixo Carolina encontrou uma caderneta, onde passou a registrar seu cotidiano de favelada em forma de diário. Descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, repórter da Folha da Noite, Carolina teve suas anotações publicadas em 1960 no livro “Quarto de Despejo”, que vendeu mais de cem mil exemplares e foi traduzido para 29 idiomas. Em 1961 o livro foi adaptado como peça teatral e também virou filme, produzido pela Televisão Alemã.
Tia Ciata – Hilária Batista de Almeida (1854–1924): Tia Ciata marcou a história da mulher negra n
o Brasil na passagem do século XIX para o XX. Foi líder cultural, mãe de 15 filhos, quituteira elogiadíssima, mãe de santo e ficou famosa por seus pagodes africanos que reuniam de malandros a grã-finos. A vida desta mulher nos mostra como a fé na cultura e na tradição de seu povo foram um instrumento de luta contra o preconceito. Hilária Batista de Almeida nasceu na Bahia em 1854, aos 22 anos mudou-se para o Rio de Janeiro onde se casou e começou a trabalhar colocando o seu tabuleiro na Rua Sete de Setembro, sempre vestida de baiana. Mãe-de-santo respeitada, Hilária foi confirmada no santo como Ciata de Oxum. Em sua casa, as festas eram famosas e sempre celebrava seus Orixás, sendo as festas de Cosme e Damião e de Nossa Senhora da Conceição as mais prestigiadas. A casa de Tia Ciata, na rua Visconde de Itaúna 117, era a capital da “Pequena África”. Lá se reuniam músicos amadores e compositores anônimos. Mulheres como Tia Ciata “as tias baianas” eram consideradas mães do samba e do carnaval dos pobres. Com a legalização das escolas de samba, que ainda não possuíam sedes, a casa de Tia Ciata era parada obrigatória, pois era a mais famosa e muito respeitada pela comunidade. Até hoje, as tias são representadas e homenageadas nos desfiles pela ala das baianas das escolas de samba.
Antonieta de Barros (1901-1952): Ao longo de sua vida, Antonieta atuou como professora, jornalista, política e escritora. Como tal destacou-se, entre outros aspectos, pela coragem de expressar suas ideias dentro de um contexto histórico que não permitia às mulheres a livre expressão e principalmente por ter lutado pelos menos favorecidos, visando sempre a educação da população mais carente. Antonieta de Barros nasceu em Florianópolis, de família muito pobre ainda criança ficou órfã de pai, sendo criada pela mãe. Ingressou com 17 anos na Escola Normal Catarinense concluindo o curso em 1921 e em 1922 fundou um curso particular voltado para alfabetização da população carente. Antonieta notabilizou-se por ter sido a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada do estado de Santa Catarina. Lutou sempre pela valorização do magistério: exigiu concurso para o provimento dos cargos do magistério, sugeriu formas de escolhas de diretoras e defendeu a concessão de bolsas para cursos superiores a alunos carentes. Além da militância política Antonieta participou ativamente da vida cultural de seu estado, com o pseudônimo de Maria da Ilha ela escreveria o livro Farrapos de Ideias, em 1937.
Chiquinha Gonzaga (1847-1935): Defensora dos direitos autorais dos músicos, foi uma da
s fundadoras da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, que existe até hoje. Ao mesmo tempo em que era engajada em defesa de sua profissão tinha uma visão social mais ampla. Lutou pelo fim da escravidão e apoiou vivamente a causa republicana quando comprava a alforria de escravos com o dinheiro ganho pelas suas músicas. Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1847. Seus pais, uma mulata solteira e o Marechal José Basileu Neves Gonzaga, lhe deram uma educação esmerada dada às moças de boa estirpe no século XIX. Chiquinha casou-se aos 16 anos mas seu casamento durou pouco, ainda assim, desta união resultaram três filhos. Mais tarde Chiquinha se envolveu com João Batista de Carvalho Junior, com quem teve uma filha. Em 1899 conheceu João Batista Fernandes Lage, jovem português de apenas 16 anos e nasceu então um romance que durou até o fim de sua vida, apesar da diferença de idades. Precursora da música popular brasileira e enfrentando preconceitos machistas, compôs músicas para 77 peças teatrais e assinou cerca de 2 mil composições. Suas duas primeiras peças não foram aceitas pelo fato dela ser mulher. Ainda assim Chiquinha seria celebrizada como primeira maestrina brasileira.
Parabéns a todas as mulheres! Lembrem-se que é de grãos de areia que se formam as montanhas e que só precisamos escolher se faremos ou não parte do pequeno grupo que realmente faz diferente para fazer a diferença. Eu já fiz a minha escolha, e você ?
Segue um presente, um lindo poema que traduz um pouquinho do que é “Ser Mulher”:
Mulheres virtuosas
Foram escolhidas por Deus,
para nos ajudar.
Quando estamos tristes
Elas vêm nos consolar.
Elas formam o ciclo de oração
Se precisamos
Nos dão toda atenção.
Como coluna da igreja…
A edificam com firmeza;
Com um grupo especial…
Fazem um belo coral;
Louvando ao Senhor…
Declaram seu amor;
Clamando à Deus…
Pedem pelos seus;
Na corrente de oração…
Abrem o coração!
Trecho do poema de Karine A. Pereira da Silva
Uma ótima semana e Muito Axé a todos !










8 de março de 2010 at 23:36
Axé às Mulheres, salve as Yabás!!!!!!!
9 de março de 2010 at 7:36
Belas histórias de vida! Inspiradoras…lindo poema!
Como é pertinente a expressão…”a espiritualidade está em tudo”.
AXÉ
9 de março de 2010 at 9:19
Parabéns a todas as mulheres, que absorvem as irradiações de nossas Yabás e que são fortes guerreiras e sensíveis!
9 de março de 2010 at 10:21
Nossa, Mãe Mônica, que texto maravilhoso!!!
Não conhecia a história de nenhuma dessas mulheres e achei todas as histórias emocionantes. Elas lutaram por suas sobrevivências, por suas crenças e pelo reconhecimento, em uma época em que as mulheres eram consideradas mais inferiores do que hoje!
Parabéns a todas nós, mulheres. Que sejamos conscientes de que todos os dias podemos fazer a diferença!!!
9 de março de 2010 at 13:16
Axé Mãe Mônica, Linda homenagem! Essas mulheres fizeram parte de nossa história com sua força guerreira, persistência e determinação enfrentaram a opressão, a violência e toda uma série de preconceitos em nome de um propósito, um objetivo, uma crença.
Que possamos também fazer a diferença. Não somente no dia de hoje.
Um abraço!!
9 de março de 2010 at 15:36
Nossa, adorei este texto !!! Aprendi muito !!! Não tinha conhecimento das histórias dessas mulheres tão fortes e guerreiras. Mulheres atuantes em vários segmentos e várias classes sociais. Lutaram em prol de um bem comum – coletivo – enfrentando diversos tipos de preconceito. Hoje me beneficio dos frutos que germinaram tão somente porque essas mesmas mulheres lutaram e plantaram sementes de amor, fé, crença, esperança, generosidade.
Obrigada Mãe por mais este maravilhoso artigo.
Saravá a todas as mulheres que guerreiam pela paz !!!
10 de março de 2010 at 12:53
Como já disseram acima, linda homenagem mesmo. De todas essas mulheres conhecia Chiquinha Gonzaga, Mãe Menininha de Gantois e Carolina Maria de Jesus, cujo livro li e é maravilhoso. Não conhecia Antonieta de Barros , Tia Ciata e Mãe Aninha, mulheres que, pelo que lí, foram exemplos maravilhosos. Parabéns a todas nós mulheres e em especial a também guerreira Mãe Monica, que tanto nos ensina e orienta.
Axé
10 de março de 2010 at 14:33
Mulheres guerreiras, fortes, frágeis, delicadas, vitoriosas, vencedoras, desde o nascimento. Parabéns Mãe Mônica, uma vez mais a sua sensibilidade fala mais alto. Que as Yabas lhe proporcionem e a todas as mulheres a suavidade de um pássaro, a leveza e a beleza das borboletas, a força do verde a calmaria das águas, o calor do sol, a sensibilidade da lua, a garra dos animais. Que Nosso Pai Oxalá ilumine e abençoe a todas as mulheres do mundo.
Um beijo Mãe Mônica no seu coração e o meu respeito por ser mulher.
AXÉ!!!!!!!! LUZ E FORÇA!!!!!!
10 de março de 2010 at 15:33
Parabéns às mulheres, nossos anjos em forma de seres humanos…
Axé !!
10 de março de 2010 at 18:40
Um dia só para aquelas que são verdadeiras fontes geradoras de amor, dedicação, que são pacientes, apaziguadoras e guerreiras quando necessário parece mais uma discriminação do que uma homenagem. Esse um único dia não representa a grandeza da mulher na sociedade, quem dirá num terreiro de Umbanda.
Chegará um dia em que todos os dias serão dia das mulheres assim como serão dia das crianças, dia dos índios, dia dos idosos, dia da natureza e por aí vai. Enquanto esse dia não chega fica minha total admiração e respeito pela Mulher.
PARABÉNS A TODAS AS MULHERES!!
Axé irmãos!
10 de março de 2010 at 19:01
Olá Mãe Mônica!
É sempre bom conhecer a história de mulheres tão guerreiras, que foram pioneiras em suas áreas de atuação e enfrentaram muitas coisas para hoje nós termos direitos e liberdades nunca antes imaginados. As histórias delas servem para guardar num baú e num dia meio chuvoso das nossas vidas, tirar de lá, para servir de inspiração e nos dar ânimo para continuar!
Obrigada por mais um excelente texto!
Axé!!!
11 de março de 2010 at 1:30
Mulheres, negras, praticando sua religiosidade tão marginalizada ou então fazendo música em uma época de domínio masculino e machista ! Quão fortes e batalhadoras essas mulheres, mas pensemos nos dias de hoje, quantas “Marias” existem batalhando seu dia-a-dia, sem teto, sem trabalho digno, as vezes mal tratadas pelos seus companheiros!
Que em nossa corrente de orações também lembremos do grande contingente de mulheres privadas de suas dignidades !
Axé!
11 de março de 2010 at 7:36
São pessoas maravilhosas como essas que estão em nosso dia a dia e acabamos não percebendo ou até, não dando o real valor. Que esse mundo feito por nós mulheres seja menos preconceituoso e mais humano. Que o amor que jorra de todas nós possa envolver a terra e transformá-la em um lugar melhor para se viver. Que indiferente de raça, credo, cor, etc, possamos ver nos outros a beleza do ser humano, a capacidade de perdão, a solidariedade.
Obrigada a nossa Umbanda por ser tão amorosa conosco. Obrigada Mãe por nos mostrar um pouco mais de nossa história.
Axé para todos
11 de março de 2010 at 17:40
Muito interessante este texto principalmente pelas informações contidas em que podemos ter mais conhecimentos sobre estas mulheres que tanto fizeram, sofreram, amaram, se deram, batalharam e que hoje podemos homenageá-las nos sentindo mais mulheres e ter orgulho de podermos comemorar o nosso dia,tendo a certeza de que somos reconhecidas por todas as mulheres e pelos homens também.Nós somos vitoriosas por tudo aquilo que já fizemos e continuaremos a fazer e a nossa força está na Umbanda que praticamos de coração e alma. Axé a todos irmãos e irmãs.
11 de março de 2010 at 18:29
Sarava a nosso pai Oxalá
Parabéns a todas as mulheres, esses anjos sem os quais nunca cresceríamos .
Salve a todas as entidades femininas!!!
11 de março de 2010 at 21:44
Axé Mãe Mônica, lindos exemplos para mostrar o quanto as mulheres são importante em nossa vida. Escolhidas por Olorum para gerar a vida que coisa mais sublime poderia ter sido dado as mulheres. Pena que os homens em sua pequenez, talvez em sua inveja, em sua hipocrisia tanto as marginalizou, como até hoje alguns ainda teimam em faze-lo, ofendendo-as, chegando ao absurdo de espanca-las, covardes, escondem em sua falta de tudo, usando gestos tão abomináveis. Mas graças a Olorum tudo esta mudando, e a mulher tem conquistado seu espaço onde sempre deveria ter estado.. Parabéns as mulheres, que nossas Yabás as protejam em seu infinito amor.
Deixo abaixo uma canção que muito gosto e acho que diz tudo o que os homens gostariam de dizer sobre elas.
(letra Erasmo Carlos – Narinha)
Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas…
Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça…
Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito…
O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher…
Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção…
Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés…
12 de março de 2010 at 17:12
Olá
Quem nesse mundo pode afirmar que nunca amou uma mulher… seja pela figura de mãe, avó, tia, irmã, esposa, professora.. elas estão sempre presentes em nossas vidas..
Ao ler a historias de mulheres tão virtuosas como as citadas no post, fiquei pensando sobre o que lutamos no dia de hoje…. se essa luta deixará algum legado positivo a humanidade e aos que nos rodeiam, se seremos vistas com os mesmos adjetivos …. afinal temos hoje valores tão diversos e distorcidos… que nem vale citar exemplos…
Mas……. ao pensar em mulheres, volto lá atrás quando todas nós punhamos em prática o nosso maior Dom….. a Intuição….. o tempo em as mulheres mantinham a ligação com a natureza, sabiam seguir os instintos mediante a hora do recolhimento, da sensualidade, do aconselhamento….. a historia da humanidade nos proporciona diversos fatos onde as mulheres eram as verdadeiras Guardiãos dos Segredos…Sacerdotisas, esótericas, Xamãs, curandeiras….. enfim… acredito piamente que tudo isso ainda vive dentro de nós, e independente da nossa “evolução”, inconcientemente, ainda nos valemos dessa magia em diversos momentos.
Axé a todas as mulheres que sabem valorizar, verdadeiramente esse bem maravilhoso que nós foi concedido…
Axé a todos.
13 de março de 2010 at 11:57
Maravilhosas as histórias aqui reproduzidas .
Eu que só conhecia (bem pouquinho) sobre Mãe Menininha do Gantois pela popularidade que alcançou e Chiquinha Gonzaga por algum seriado que passou na TV , não conhecia as muitas passagens que aqui foram expostas , e que foram cruciais para muitas das conquistas que dispomos hoje ; e , como mostra aqui , pelas mãos batalhadoras de verdadeiras guerreiras , numa época em que a opressão falava muito alto .
Meus parabéns e agradecimentos a Estas e Todas Mulheres que fazem a diferença em nossas vidas .
“ALMA DE MULHER” (Fatima Ayache)
Nada mais contraditório do que ser mulher…
Mulher que pensa com o coração,
age pela emoção e vence pelo amor.
Que vive milhões de emoções num só dia
e transmite cada uma delas, num único olhar.
Que cobra de si a perfeição
e vive arrumando desculpas
para os erros daqueles a quem ama.
Que hospeda no ventre outras almas,
dá a luz e depois fica cega,
diante da beleza dos filhos que gerou.
Que dá as asas, ensina a voar
mas não quer ver partir os pássaros,
mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que se enfeita toda e perfuma o leito,
ainda que seu amor
nem perceba mais tais detalhes.
Que como uma feiticeira
transforma em luz e sorriso
as dores que sente na alma,
só pra ninguém notar.
E ainda tem que ser forte,
pra dar os ombros
para quem neles precise chorar.
Feliz do homem que por um dia
souber entender a Alma da Mulher!
… Um Axé especial à todas as Mulheres.
15 de março de 2010 at 18:32
O que seria do mundo sem as mulheres, não é mesmo?
O que seria de nós sem a figura da mãe, da irmã, da esposa, da amiga, da filha, da namorada, enfim, da figura feminina, doce, amorosa, guerreira, maternal, cuidadosa, bela…
Parabéns a todas nós ! rsrsrs