Axé Pessoal! Fico muito feliz a cada nova edição do JUCA – Jornal de Umbanda Carismática – e ne
sse mês, em especial, estamos com matérias especiais como Pontos Riscados na Umbanda; Exu & Bombonjira; Ser Ogã é Ser Responsável; O Prazer de Servir; Ogum; entre outras. Acredito que com esse tipo de material nossas percepções se expandem e saímos da incerteza, do automático, da inconsciência e, porque não dizer, do comodismo. Isso mesmo, do comodismo!
Nossa Umbanda é tão rica, tem tantos simbolismos e fundamentos, tudo é tão claro e evidente, que não devemos deixar passar despercebido, como acontece continuamente. Não devemos acomodar nosso raciocínio e nosso sentido de lógica. Mesmo porque, nossa fé vai até onde nossa mente permite, vai até onde obtemos respostas.
Acredito ser evidente a todos que quando não sabemos ou não entendemos algo, não acreditamos, portanto fica impossível vivenciar ou compartilhar o seu sentido correto e sincero. Isso é ser prisioneiro de si mesmo, é ser escravo do comodismo e da preguiça. Temos que sair das nossas próprias Senzalas, parar de nos curvar às imposições dos Senhores da Irresponsabilidade que existem dentro de nós e viver, vivenciar a Umbanda na sua plenitude. Conscientes de cada ato, de cada movimento e de cada fundamento.
Acredito que poucas pessoas sabem o que acontece no astral e qual ponto específico está sendo ativado quando um Guia estala os dedos. Acredito que poucos sabem porque um Guia manca ou porque eventualmente é solicitado ao consulente acender uma vela na igreja. Acredito que poucos médiuns sabem porque batemos palmas ou porque batemos a cabeça em nossos rituais.
Realmente é uma pena!
Por isso que o estudo é importante, ele traz lógica para as coisas e quando sabemos o que estamos fazendo fica tudo mais fácil, fica tudo mais claro e simples, afinal, temos medo do desconhecido e isso faz parte de nosso instinto, de nosso ser. Toda mudança, toda dúvida, toda falta de resposta causa insegurança, medo e enfraquece nossas ações conscientes e inconscientes.
Tenho certeza que quando o médium souber que ao estalar os dedos o Guia está ativando o Monte de Vênus (região da palma da mão próxima ao polegar) que está ligado ao Chacra Frontal trazendo melhor racionalidade e controle sobre as emoções, propiciando uma poderosa descarga etérica, algo parecido com bombas astrais que desimpregnam a aura do consulente, tudo ficará diferente, o sentido mudará, a fé se fortalecerá e os trabalhos espirituais melhorarão muito.
E isso não é invenção minha, isso é LÓGICA. Clara, real e verdadeira. Assim como nossa UMBANDA É, basta buscar sua lógica.
E para que vocês não fiquem sem respostas, seguem pequenas explicações para os “porquês” mencionados acima. Mas esclareço: só irei apontar alguns itens aqui, é importante que estudem, que se esforcem e que se dediquem à Umbanda, afinal só amamos aquilo que conhecemos, só temos fé naquilo que acreditamos e só acreditamos naquilo que conhecemos, portanto só temos fé naquilo que amamos.
Porque um Guia manca – assim como as palmas das mãos e as orelhas, nossos pés se comunicam com todas as partes do nosso corpo, neles estão terminais nervosos que se comunicam com nossos chacras e com nosso sistema nervoso, portanto quando o Guia manca ou bate o pé no chão ele está ativando pontos energéticos específicos, está ativando chacras, mandando mensagem para nosso sistema nervoso, além é claro, de ativar a energia da terra para descarregar o próprio médium. O mancar do Guia nada tem a ver com uma deficiência física, mesmo porque Ele não tem corpo físico.
Porque acender vela na igreja – as Entidades que fazem parte da estrutura religiosa umbandista conseguem atingir, atuar e trabalhar em todas as outras religiões, doutrinas e cultos, portanto quando um Preto Velho, por exemplo, pede para um consulente ir à igreja acender velas para almas, ele está enxergando um espírito que, possivelmente, está incomodando o consulente e que necessita de um direcionamento dentro de sua realidade religiosa, que não é a Umbanda. Assim sendo, esse espírito é “levado” para sua realidade espiritual, nesse caso, para a realidade católica. Não adianta querer doutriná-lo, direcioná-lo ou forçá-lo dentro da Umbanda, ele não entende, não se afiniza e, muitas vezes, não quer essa ajuda e quando ele recebe o amparo dentro de sua realidade, com a reza ou com o auxilio da igreja, com certeza o respeito e o livre arbítrio são exercidos sobre esse espírito.
Porque batemos palma – nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos chacras de nosso corpo: Dedo Polegar: Chacra Esplênico (região do baço); Indicador: Cardíaco (coração); Anular: Genésico ou Básico (base da espinha); Médio: Coronal (alto da cabeça); Mínimo: Laríngeo (garganta); na região quase central da mão: Chacra Solar (estômago); próximo ao monte de Vênus: Chacra Frontal (testa), portanto quando batemos palmas ativamos todos esses chacras, portanto ativamos nossa energia interna, nossa capacidade de doar e receber energia, também criamos ondas de energias vibrantes e estimulantes que envolvem todos que estão à nossa volta. Depois de uma sequência de palmas estamos com maior facilidade de percepção espiritual, incorporamos, percebemos e sentimos mais facilmente o plano espiritual.
Porque batemos a cabeça – batemos a cabeça por três motivos: primeiro porque na terra é que foram enterrados os assentamentos dos Orixás quando os negros ainda se encontravam na condição de escravos, tradição essa que continua até nos dias de hoje, ou seja, é na terra que estão assentadas as maiores Forças de um Terreiro, portanto quando batemos a cabeça, estamos sobre os assentamentos, batendo cabeça às tradições, aos Orixás, nos reverenciando e entregando nossa Coroa, nosso coração, nosso corpo e nosso espírito aos nossos ancestrais e aos Orixás; segundo: o elemento terra transmuta, cura e energiza, ou seja, quando batemos cabeça transmutamos nossos pensamentos, curamos nosso emocional e energizamos nosso espírito; terceiro: é na terra que estão enterrados nossos ancestrais e toda a sabedoria de nossos anciãos, portanto ao batermos nossa cabeça todo o conhecimento e sabedoria que ‘mora’ na terra tende a envolver nosso espírito.
Simplesmente Fascinante, Encantador e Divino!
Portanto, CHEGA DE COMODISMO! Estude e mude sua vida. Transforme sua Fé em algo grandioso como é Nossa Umbanda.









16 de abril de 2010 at 9:49
Ser um religioso não é uma missão fácil, pois necessita-se de muita dedicação e responsabilidade, seja na qualidade de dirigente, praticante ou freqüentador, cada qual exerce o seu papel e têm sua compartilha com aquilo que esta sendo procedido: preces, benzimentos, orientações, palestras etc, todos estão de alguma forma compartilhando para a melhoria das energias da casa a qual faz parte, assim como auxiliando as energias do Universo, mesmo que seja somente com concentrações e pensamentos positivos.
Infelizmente observa-se que alguns irmãos os quais dizem-se religiosos estão acomodados! Em grande maioria umbandistas, os quais seja por falta de orientação ou comodismo deixam tudo nas mãos das entidades e esquecem-se de fazer a sua parte (estudar, aprender cada dia mais os fundamentos de sua religião, as qualidades elementais que estão sendo trabalhados por seus guias), temos compromissos e deveres importantíssimos, pois lidamos com forças ocultas, lidamos com a energia dos outros (consulente) e somos responsáveis por qualquer prejuízo espiritual que venha a ocorrer neste indivíduo e sem dúvida seremos cobrados espiritualmente por isso!
Ser um médium atuante umbandista é muito mais do que simplesmente incorporar, pois se não estivermos bem harmonizados em matéria e espírito podemos acabar por dar passagem ao baixo astral e sem dúvida estaremos alimentando uma força que atrapalhará a vida espiritual, material, kármica e até a saúde de nós médiuns, assim como a dos consulentes. Por este fato é de suma importância que o médium umbandista tenha conhecimento dos procedimentos litúrgicos e ritualísticos, para poder utilizá-los de forma a se harmonizar, limpar sua aura e até mesmo elevar-se as Hostes Celestes, facilitando assim a incorporação e comunicação das entidades antes, durante e após a gira.
Não basta Estar Médium, colocar a roupa branca e incorporar, mas sim Ser Médium, estar em constante união com o Divino, ser um instrumento da providência divina, levar uma palavra de consolo e carinho a todos os irmãos necessitados assim como vigiar os pensamentos a fim de não criar cordões negativos. Quando aceitamos o Chamado Divino devemos ter consciência de que nossas vidas não serão mais iguais ao que era antes! Teremos deveres e responsabilidades com nosso Divino Criador Olorum. E desprover-se das vontades terrenas é difícil! Fato que confirma o “A matéria é tirana do espírito”, por isso para ser instrumento das forças superiores é necessário sempre conhecer, “vigiar e orar”.
Logo, fica um apelo a todos os umbandistas: estudem, busquem o entendimento de cada procedimento litúrgico e ritualístico da giras, honre a confiança e o dom que recebestes do Divino Criador, seja um verdadeiro instrumento e mensageiro da Luz, do Amor e das Forças de nossos Pais e Mães Orixás. A Umbanda tem fundamento, basta entendermos-a para poder preparar.
Axé a todos,
Anderson Lucchi
16 de abril de 2010 at 10:28
Quantas bênçãos! Estar num ambiente umbandista sob o poder dos Orixás e amparo dos Guias de Luz é um grande privilégio mas isso tudo fundamentado, racionalizado e com conhecimento potencializa de uma forma fortíssima. Saber o que os Guias estão fazendo facilita o atendimento e permite que eles utilizem mais os conhecimentos tão divinos. Entender o que é Orixá, quais são as características e como os cultuar nos possibilita ter um poder ao nosso lado 24h por dia. Conhecer os “porquês” dos nossos rituais racionaliza a nossa fé e eleva nosso senso crítico.
Se queremos amar verdadeiramente a Umbanda, vamos conhecê-la!
Muito Axé!
16 de abril de 2010 at 12:16
Axé Mãe Mônica, muito bom poder contar com mais explicações, com mais conhecimento sendo passado a todos para um melhor entendimento, preparo e assim podermos ser menos manipulados, menos acomodados e também é nossa parte buscar essas respostas. Concordo com o que o irmão Anderson Lucchi e o irmão Guilherme Barbosa escreveram, e isso mesmo não basta só vestir o branco e achar que a Espiritualidade vai fazer tudo, ela faz, mas se não estivermos convictos, sabedores do que esta acontecendo tudo pode ficar menos potencializado, menos ativo. Culpa dos Guias?, jamais, falha nossa que não nos preparemos seja através do estudo, da leitura, da orientação responsável.
Busquemos essa condição, a missão é árdua, mas as Bênçãos, a paz de Espírito supera qualquer dificuldade, preguiça, cansaço.
Axé a todos e que nossos amados Orixás nos auxiliem nesta bela caminhada
João Carlos
16 de abril de 2010 at 13:08
Ficar achando que tudo é mistério, tudo é inexplicável não condiz com a natureza de um ser humano normal. O homem sempre buscou explicações, seja na ciência, nas magias, teorias ou religiões.
Feliz é aquele que encontra um caminho com lógica, de conhecimentos profundos e tudo devidamente fundamentado tanto no plano físico quanto no plano astral.
Assim como dedicação, trabalho, reforma íntima e estudo são para poucos a Umbanda também não é para qualquer um. É encarar as dificuldades como bençãos e oportunidades. E aí? Vamos encarar?
Axé irmãos.
17 de abril de 2010 at 21:01
Mãe que texto lindo!
É muito bom saber que faço parte de um grupo tão selecionado, afinal muitos são chamados e poucos são escolhidos.
Só tenho á agradecer muito obrigada mãe Mônica.
18 de abril de 2010 at 10:22
Irmãos, a Umbanda é tão rica em elementos, procedimentos, rituais, magias… só por isso ela já se mostra encantadora, agora pensem : nós podemos aprender, entender, compreender toda essa Sabedoria Divina afinal o Divino está em nós, só precisamos apertar o botão para acessar essa Sabedoria. E o botão é o querer. Não percamos mais essa oportunidade ! Estudar é o Caminho !
Abraços fraternais.
18 de abril de 2010 at 10:46
Axé a todos,
Quando pisei pela primeira vez num Terreiro, não tinha a menor idéia da grandiosidade da Umbanda. Está sendo através de estudos sérios, lógicos, racionais que minha fé tem se engrandecido cada vez mais. Com isso também vem a conscientização da responsabilidade como médium seguidor dessa maravilhosa religão que, mudou minha vida por completo. Automatismo e comodismo estão juntos em qualquer religião. Fé no automático, é não ter fé; é fazer tudo sem sentimento, sem compreensão, sem conhecimento algum. E isso para mim não é fé.
Obrigada Mãe Mônica pelos seus ensinamentos tão grandiosos e espero que, meus irmãos umbandistas se conscientizem da necessidade do estudo contínuo para elevarmos cada vez mais o nome de nossa Sagrada Umbanda.
Quem mais irá ganhar com os estudos seremos nós mesmos e, com isso, nossos Guias poderão fazer muito mais pelos consulentes.
Estudo e disciplina, eis o segredo de um religioso verdadeiro.
19 de abril de 2010 at 13:17
Só temos fé naquilo que amamos e entendemos. Para entender algo é necessário estudar e o estudo é para a vida inteira, pois precisamos de aprendizado contínuo. É difícil arranjar tempo nessa nossa correria diária, mas como diria um antigo professor meu, o tempo a gente administra, ou seja, abrimos mão de algumas coisas em prol de outras e conseguimos o tempo para tudo que julgamos necessário. Portanto, vamos estudar mais, aprender mais e amar com entendimento e clareza. Vamos ter fé e passar o nosso aprendizado aos outros. Vamos ser sábios e dividir nosso conhecimentos.
Vamos estudar mais e mais essa Umbanda tão querida.
Axé
Maria Silvia
19 de abril de 2010 at 23:11
A primeira vez que fui visitar um terreiro de Umbanda, o corpo tremeu, a emoção explodiu, porém com meu lado racional muito forte, eu não entendia e não via sentido pra tudo aquilo e também não entendia quase nada do que os Guias me falavam. Era exatamente como o texto diz: “…quando não sabemos ou não entendemos algo, não acreditamos…”
Hoje tenho Amor por essa religião que me recebeu de braços abertos.
Agradeço a Ogum por ter me direcionado a uma Casa onde estudar é lei!Através do estudo tudo faz sentido, vejo que a estrada é longa e que estou dando o primeiro passo nesse ingresso.
Axé!
25 de abril de 2010 at 11:58
AXÉ. QUE BOM QUE EXISTE PESSOAS SÉRIAS QUE PROPORCIONAM ENSINAMENTO. A PESSOAS QUE NESCECITAM DE CONHECIMENTO PARA EVOLUIR E A RIQUEZA DA UMBANDA NÃO TEM DIMENSÃO, EU AGRADEÇO AOS ORIXÁS POR TER ME CONDUZIDO A UM LUGAR QUE EU ACREDITO QUE VOU DAR MEUS PRIMEIROS PASSOS.
4 de maio de 2010 at 17:30
Axé. Poderia me esclarecer duas dúvidas?
1) O que quer dizer, quando o Exu em uma gira diz que precisa trabalhar na penumbra, para passar desapercebido. Isto é certo?
2)E se for dito a ele que mesmo sendo Exu, ele é um espírito de luz e não precisa trabalhar na penumbra, está correto.
Obrigada.
4 de maio de 2010 at 17:36
Axé Karen!
Exu é um espirito de luz sim, como todos os outro Guias Espirituais, porém Exu trabalha de uma maneira diferente: é ele quem combate diretamente as trevas, quem resgata espíritos, quem se mistura entre seres trevosos para poder fazer cumprir a Lei e a Ordem Divinas. Sendo assim Exu não pode irradiar luz pois isso faria com que ele fosse facilmente percebido e seu trabalho estaria comprometido, por isso, Exu é luz negra e absorvedora.
Em uma gira Exu não se incomodaria com a luz acesa, mas a penumbra, ou a meia luz, torna seu trabalho de trazer e encaminhar espíritos caídos muito mais fácil e rápido.
Espero ter esclarecido sua duvida!
Muito Axé
Mãe Mônica Caraccio