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Sem confiança de nada vale a ação, o ser e o estar

Axé pessoal! Um dia desses, final de gira, conversava com meus filhos espirituais sobre a importância das relações materiais. Aliás, comentei sobre dores e o quanto é importante persistir, insistir, prosseguir…

É que nesse dia aconteceu uma gira um tanto quanto “diferente”, mas que propiciou um aprendizado muito grande. Normalmente, os inícios das Giras de Umbanda seguem um ritual quase que padronizado com rezas, cantos, palmas, saudações e incorporações específicas para elevar a vibração das pessoas, do ambiente e ainda, para facilitar os atendimentos espirituais que estão por vir. Mas nesse dia, por solicitação do plano espiritual superior, logo depois da defumação, reza, abertura da jurema e saudação à Esquerda, tudo muito rápido e quase sem intensidade, atabaque ou canto, o atendimento espiritual sob a ação e auxílio dos Caboclos começou.

Obviamente que a energia ficou muito mais densa, que as cargas pesadas e negativas se mantiveram muito mais tempo entre nós, consequentemente, o desgaste da corrente mediúnica foi mais intenso propiciando inclusive dores no corpo físico dos médiuns. Também tive preocupação para não sermos atacados por incorporações de quiumbas, haja vista o rápido início da Gira, o que resulta na criação de um limitado campo de proteção, na restrita ativação de Forças e pouca elevação do campo mediúnico dos médiuns. Mas a confiança no Caboclo Chefe que sustenta este terreiro e que direciona os trabalhos espirituais falou mais alto, a mesma relação tive (e tenho) com a minha corrente mediúnica que muito se esforça e que muito me ouve nessa estrada de muitas escolhas. Aliás, lembro que em um momento perguntei “devo?” e no segundo seguinte tive como resposta uma outra pergunta “você confia?”.

É, tinha que confiar no invisível, na intuição, em mim, nos meus filhos espirituais – inclusive confiar na boa conduta de cada médium fora do terreiro, caso contrário, em uma gira tão “fora dos padrões” como a que estava para acontecer, qualquer um deles poderia ser a porta aberta para a manifestação de um quiumba – mesmo porque, sem confiança de nada vale a ação, o ser e o estar.

Enfim, essa Gira tão “fora dos padrões” teve a intenção de trabalhar a vibração/energia mais pesada, instintiva e material dos consulentes, aquela que normalmente sente-se antes da reza, da fé, da esperança, da benção e do acalento. O fato é que com os ritos iniciais o padrão eleva, os pensamentos e sentimentos negativos muitas vezes se dissipam e aquilo que tanto doía parece não ser mais tão importante. Muitas vezes, por experiência própria, mudamos nossa forma de pensar e sentir somente por estarmos envolvidos pelas energias dos cantos, danças, atabaques e rezas da Umbanda. Dessa forma, essa gira buscou o material, o dia a dia, a vibração densa ainda sem esperança, e olha… como foi difícil, diferente, pesada.

Por outro lado, foi maravilhosa e de grande aprendizado. Todos saíram bem, os consulentes foram bem atendidos e fortemente orientados naquilo que tanto os incomodava. Os médiuns perceberam o valor dos ritos iniciais com suas danças, palmas e rezas, sentiram o peso da energia da matéria e da dor, compreenderam a importância de estarem bem para qualquer tipo de trabalho espiritual, inclusive de reafirmarem suas condições de verdadeiros instrumentos do plano superior, aqueles que veem dispostos para executar a missão, simples e pontualmente. E eu ainda aproveitei para ter “aquela” conversa.

“Aquela” que nos faz refletir sobre as dores, sobre a esperança, sobre a importância de persistir, insistir e prosseguir, algo que faz levantar se cair… Procurar se perdeu… Amar mesmo sem ser amado… Fazer mesmo que não façam por nós… Seguir mesmo sem saber ao certo para onde… mas sempre continuar, sempre tentar e sempre ACREDITAR.

Não sei se consigo escrever o tamanho ou expressar a importância desses acontecimentos, mas quando percebo o entendimento dos médiuns, quando tenho algum tipo de retorno desses saberes que nos são propiciados ou quando há a demonstração de mudança devido essa enxurrada de bons aprendizados, tudo fica muito mais maravilhoso.

E dois bons retornos que recebi foi um poema muito bonito da Cora Coralina e o link de uma música muito legal de Lenine – Do It – que servem perfeitamente de inspiração nesta nossa caminhada de persistência e cheias de escolhas.

Partilho o poema e a música, pois continuo acreditando que “tudo que é bom deve ser compartilhado” e agradeço muito a todos meus filhos espirituais, família e Guias pelas belas oportunidades que nos propiciam.

 

“Mesmo quando tudo parece desabar,

cabe a mim decidir entre rir ou chorar,

ir ou ficar, desistir ou lutar;

porque descobri, no caminho incerto da vida,

que o mais importante é o decidir.”

*** Cora Coralina ***

-

-

 

Do It

*** Lenine ***

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta…

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora…

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite…

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance…

Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô!, Hum!…

Se tá puto, quebre
Tá feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre…

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure…

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele…

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta…

Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô! Hum!…

_________

  1. Vitor Lopes disse:

    Axééé, Mãe.

    Texto muito inspirador.
    A confiança transforma os erros em possibilidades, em tentativas.
    A confiança é a força propulsora das nossas ações, decisões e atitudes.
    A inércia é o túmulo onde os covardes se escondem.
    A confiança é o berço onde os corajosos nascem.
    Confiança e Fé !

  2. Simone Lopes disse:

    Axé Mãe,

    Que Gira !!!

    Confiar, confiar e confiar… E o mais incrível foi escutar do Guia Espiritual: “Filha, estamos sempre com você, dê um abraço.”

    EMOCIONANTE !!!

  3. julio cesar disse:

    Axé Minha Mãe

    Puxa como tudo isso que aconteceu na gira foi intenso e o mais interessante, todo mundo sentindo tudo numa mesma forma quer dizer todo mundo ligado , confiando , sendo e estando ai completos.
    Obrigado minha mãe por mais esta lição que tive este dia e agradeço a sustentação que temos em nossa casa.

    Patacuri meu Pai
    Okê Caboclo
    Laroye Exu e Mojuba.

    Axé a todos

  4. Teresa disse:

    Axé a todos,
    Mesmo com todos os alertas em fazer uma gira assim diferente, a senhora Mãe Mõnica, nos deu mais uma maravilhosa e singular liçaõ de que a confiança no Povo de Aruanda e na senhora mesma, foi a chave mestra que nos abriu uma porta para tantos aprendizados…
    Não fosse esse “acreditar”, que a senhora sempre nos lembra, não teríamos tido uma gira tão rica em aprendizado, trabalho e com certeza, curas interiores dos consulentes…
    Não basta estarmos na gira, temos que estar por inteiro, ou seja, ACREDITANDO QUE O PLANO ESPIRITUAL SUPERIOIR ESTÁ NOS DIRIGINDO E DIRECIONANDO SEMPRE PARA O BEM E O MELHOR…
    Agradeço aos Orixás Sagrados, ao Povo da Esquerda e todo Povo de Aruanda todas as sagradas oportunidades que me são dadas e, principalmente incentivadas e orientadas pela minha Mãe Espiritual. Oportunidades estas, que me fazem crescer como espírito em evoluçao.
    Agradeço!!!

  5. Carlos Eduardo disse:

    Olá,
    Acredito que devemos estar sempre muito atentos a cada Gira, principalmente na condição de consulente. Não teve como não notar a diferença dos trabalhos dessa sexta-feira. Foi um novo aprendizado com notórias e evidentes sensações.A força, sustentação e confiança nos dirigentes e médiuns trabalhadores, que faz a diferença da nossa Umbanda Carismática.
    Gostaria de destacar que em uma “Gira Normal”, ao entrar no Terreiro, logo começo a trocar pensamentos com a espiritualidade; faz-se a Gira e entro no Frenesi Sagrado das bênçãos esquecendo tudo que gostaria de perguntar aos guias, sendo abençoado com as intensas e agradáveis energias recebidas.

    Axé a todos os irmãos de Fé.

  6. Eliana disse:

    “Haja o que houver, aja”
    Gosto dessa frase, e acredito muito que tudo se concretiza aqui neste plano por meio das ações.
    Quando li este texto me remeteu a idéia do agir, sustentada pela força do Plano Astral, é claro.
    É bacana a maneira como a Mãe descreve os textos, através deles temos a oportunidade de vivenciar o ocorrido com detalhes, sutilezas e toques de quem quer dividir com todos tudo que aprende. Percebi confiança sim, mas também muita coragem e uma crença que transcende. Axé!

  7. Alfredo disse:

    Axéeee, o fardo pesado das dores da vida e da morte, as realidades irreais aos olhos do proximo, a possibilidade de sentir a dor de um irmao e suportar com base no invisivel, a linha tenue entre a loucura e a sabedoria, o poder divino germinando de seres tão imperfeitos como nós, o entrelaçamento de uma corrente, o decidir no momento que parece que não mais existirá, o ultimo suspiro que ressuscita tantos, as lagrmas de um olhar vitorioso de um unico dia sabendo que é pouco para que nos espera, o adeus de agora e o laminar de nossas espadas para o segundo seguinte é o que nos faz confiar no ar que respiramos e nos apresenta ao sangue que percorre nosso corpo cmo base de um coração UMBANDISTA que além de confiar trabalha junto…Obrigado….Axée

  8. cida luz disse:

    Mãe realmente nesse dia foi tudo muito diferente ser depositária de sua confiança, ouvir suas revelações, sentir, chorar e sorrir “da vida”. Acredito que a confiança da espiritualidade em nós demonstra que podemos fazer cada dia mais e da melhor forma. Agradeço a oportunidade e a confiança.
    Axé a todos!!!

  9. Edméa Costa disse:

    Axé Mãe!

    Como é bom sabermos onde estamos e confiar não só no Plano Espiritual, mas também na Senhora e no Pai, contando com a firmeza da corrente de médiuns.

    A Senhora tem razão, muitas vêzes antes de chegar na Umbanda Carismática vou pensando em milhares de coisas. Depois que começa a gira, as questões vão se dissolvendo, se resolvendo e ai vem o “puxão de orelha” : “se você confia, por que essa instabilidade emocional?”

    Interessante, já ouvi esta música tantas vêzes, porém confesso não ter prestado atenção à letra e seu significado. É fabuloso.

    A poesia então, Cora Coralina era muito especial. Felizmente temos o prêmio de sua obra.

    Agora, o mais gratificante é termos uma MÃE que se preocupa em fazer com que seus filhos aprendam, se conscientizem.
    Obrigada Mãe!

    Axé a todos!

  10. Mariângela disse:

    Que belo texto e que bela lição!
    Que esta casa receba sempre muita luz e força.
    Gratidão!

  11. katia santos disse:

    Choreiiii!!!!

    É intenso demais! É muita benção. É aprendizado que não acaba mais. E que bom que não acaba nunca. E que bom confiar. E que bom ter em quem se amparar. E que bom ter em quem se inspirar.
    Obrigada Mãe!
    Obrigada Pai!
    Obrigada pais e mães orixás!
    Obrigada guias de luz!
    Obrigada todo povo da esquerda!
    Obrigada irmãos espirituais!

    E pra mim estas são frases de cabeceira “se cair, levanta”, “se pediu, aguenta”!

    axé a todos

  12. Teresinha BM disse:

    Mãe… quanta intensidade!
    Intenso o texto, o poema, a música.
    Intenso seu amor à espiritualidade e sua dedicação! Nossa! agradecer é pouco, muito pouco.

    Que gira linda e que proteção temos nós! que generosidade essa que nos embala, nos acalenta e nos ensina.
    Agradecer é pouco, muito pouco.

  13. solange disse:

    Axé Mãe Mônica
    Não há como negar cada gira sempre nos leva a muitas reflexões e aprendizados, também nos faz avaliarmos nossa postura e conduta dentro dos trabalhos espirituais, a senhora sempre nos alerta para estarmos atentos aos nossos sentimentos, uma fração de segundos é o suficiente para nos negativarmos e prejudicar todos.
    Ás vezes, levamos puxões de orelha das entidades/mãe e isso é muito salutar pois, tem o intuito de despertar nosso senso de responsabilidade conosco, com o plano astral, com a corrente, a casa e os consulentes e mais, prestar atenção na importância e seriedade dos trabalhos que são desenvolvidos dentro de uma Terreiro de Umbanda.
    Mãe, tudo isso só dá certo porque temos um bom comando e confiamos na senhora, no Pai e em toda espiritualidade que nos amparam e protegem. “Confiar é a base, a verdade o alicerce.
    Axé a todos!!!

  14. Ana Maria disse:

    Ufa !!! Que benção fazer parte desta grandiosa egrégora dirigida por Mãe Monica e Pai Marco.

    Muito emocionada por relembrar tudo que aconteceu nessa gira e principalmente ‘pela conversa’ no final da gira onde pude novamente aprender, chorar, sorrir, crescer e renascer com a sabedoria com que a sra. me mostrou que sem dor não há vida, sem confiar não persistimos, não somos e não estamos.

    Suas palavras, seu exemplo de vida, a confiança em nós depositada é o meu acalanto e a minha certeza que o meu caminho espiritual está coberto de luz e paz, dependendo de mim as escolhas e a persistência em cada uma delas.

    Agradeço Mãe, agradeço e agradeço por toda sua confiança e dedicação que empresta aos seus filhos espirituais.

    Agradeço a todo amparo e proteção de todo povo da esquerda, ao amor e confiança do Caboclo Guia Chefe dos trabalhos.

    Salve a Umbanda. Salve a Umbanda Carismática!

    Axé.

  15. João Carlos Ventura disse:

    Axé Mãe Mônica, mais uma gira tão especial, não que todas não sejam, mas a cada dia vamos aprendendo, servindo, melhorando, como é divina a Espiritualidade, como é divina a nossa Umbanda que a cada dia, a cada momento nos faz sentir e perceber a energia, a vida, o quanto devemos estar atentos e vigilantes em nossas escolhas.
    Agradeço a todos os Orixás, a todos os Guias e as forças que sustentam o meu terreiro, que me permitem ser um instrumento dentro de um trabalho tão divino.

    “A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio.”
    Carlos Drummond de Andrade

  16. Cintia Bravo disse:

    A vida é realmente fantástica, uma sede..sede de conhecer, sede de construir, e para que isso aconteça, são necessárias escolhas, e que sejam iluminadas as minhas, as nossas escolhas!!!
    Escolhas que nos levam a um mundo espiritual realmente perfeito!! Mundo esse que nos acolhe, nos ensina e nos leva ao caminho da verdade!
    Algo tão superior que em palavras fica dificil explicar, reflexões,sentidos, sentimentos, lágrimas e sorrisos assim caminhamos e somos abençoados! Obrigada!

    “Tentar sempre, fracassar talvez, desistir jamais”

  17. Vilma T. Gomes disse:

    Olá mãe.
    Saudades…
    A gira de Umbanda é um grande aprendizado… e suas narrativas sobre suas experiências no dia a dia do seu terreiro nos faz crescer. Nos alegra! Emociona e dá esperança…

    Sabemos que a gira de Umbanda quando é bem dirigida por um guia chefe e por um dirigente espiritual preparado, desprovido de vaidades e integrado com seus filhos de santo, o resultado é um grande trabalho.

    No seu texto, a senhora destaca a importância do preparo dos médiuns fora do terreiro e a integração necessária entre corpo mediúnico e guia chefe durante os trabalhos… isso nos mostra que em UMBANDA NÃO SE FAZ NADA SOZINHO.

    É preciso União, integração, confiança e a entrega de todos.

    Um guia chefe só pergunta “..se deve…”, e o corpo mediúnico só responde, “..confia?..” , quando há uma UNIDADE.

    E ficou claro também, que isso só ocorreu por causa da humildade dessa entidade. Ele dividiu responsabilidades!

    Maravilhoso!

    Além do que, tenho certeza, que o ambiente da Casa era propício. Porque sabemos que o trabalho de seu terreiro, mãe Mônica, é realmente especial e responsável …

    Já tive a oportunidade e a felicidade de assistir.

    Para começar, seu RESPEITO POR SEUS FILHOS DE SANTO, emociona! Faz pensar…

    Dá para perceber isso, por exemplo, com sua entrada no terreiro no dia de gira. Que já chama a atenção. Dá para sentir que a Casa não é sua, mas de todos: médiuns, entidades, consulentes. Isso já atrai entidades de luz!

    Já presenciei isso. A senhora, ante dos trabalhos, ao entrar no ambiente mediúnico, o faz de forma terna, com sorriso no rosto, alegria no ser…

    Cumprimenta um a um, pessoalmente… abraça… . olha nos olhos… troca energia com todos; não com alguns, mas TODOS. Dá para perceber que o trabalho de sua Casa não é só de uma dirigente espiritual, ou de um guia chefe e de uma corrente mediúnica que tem apenas a função de doar ectoplasma… Não.

    Dá para sentir que o trabalho com sua corrente mediúnica é uma troca; JUNÇÃO; SOMA. Todos trabalham. Juntos. Unidos!

    Idem para o trabalho do guia chefe. Lá, o Guia chefe trabalha e os guias dos médiuns também trabalham. E dá para perceber que o guia chefe tem respeito pelos guias do corpo mediúnico. Na verdade é um respeito MÚTUO.

    É lindo assistir seu trabalho enquanto dirigente espiritual e o respeito que tem pelos médiuns companheiros de jornada.

    A integração é tão completa que, muitos deles comparecem na Casa aos sábados e domingos, nos cursos que a senhora ministra, para auxiliar na recepção dos alunos visitantes… há uma verdadeira doação! Entrega!

    Aproveitei essa oportunidade para trazer esse testemunho.

    O texto de hoje, além de uma grande lição para nós umbandistas, também é um convite a reflexão sobre a relação entre membros de Casas de Umbanda: entidades, corpo mediúnico e dirigentes.

    Sem querer “RASGAR SEDA”, porque a senhora não precisa disso e, diante do texto tão importante, que mostra a integração da senhora enquanto dirigente espiritual, seu corpo mediúnico e a GRANDE LIÇÃO DE UMA ENTIDADE CHEFE, caminho para a reflexão sobre o trabalho desenvolvido na Umbanda…

    Será que não falta para nós umbandistas, de verdade, um código de conduta no relacionamento entre os membros de um terreiro no dia a dia …

    Um código de CARIDADE… de respeito… de UNIÃO e integração entre dirigentes e corpo mediúnico?

    Sabemos que, tristemente, ainda existem muitas Casas de Umbanda onde pais e filhos de santo muitas vezes mal se cumprimentam….

    Onde pequenos desentendimentos de relacionamento humano, do dia a dia, interfere no trabalho espiritual.

    Onde, ás vezes, existem até disputa entre dirigente espiritual e médiuns… Vaidade! Onde parece que o que vale é o quem pode mais… o “puxar o tapete” dentro de uma Casa que deveria ser espiritual, mas que se torna um local de encontro de VAIDADES… de disputa de poder… onde o baixo astral predomina, dá as cartas e o pior… ainda se deleita.. dá risadas… pobres humanos… disputando poder…

    E onde, por mais absurdo que possa parecer, ainda existem alguns dirigentes espirituais que não respeitam seus próprios mentores e os guias do corpo mediúnico…
    E onde existem, alguns que se perdem tanto nessa falta de respeito e vaidade, que muitas tem comportamento inadequado, como por exemplo, fazendo comentários ditos em alto brado e bom som em plena gira: eles, os guias de fulanos, trabalham para mim e para minha Casa, mas não importa quem são… se é Maria, JOÃO, JOSÊ… eu, enquanto dirigente, comecei meu trabalho sozinho… sou o líder… a corrente veio depois… a Casa é minha… aqui eu mando…e etc… etc…

    Triste… deplorável…

    É a síndrome do PAVÃO… o mostrar força! Onde prevalece não o NOSSO TRABALHO, mas o “meu trabalho”.

    Casas onde é esquecido o exemplo do preto velho e a lição de humildade que ele prega…

    E Casas, onde há dirigentes espirituais esquecidos de que, tal comportamento de VAIDADE PURA é a abertura para incorporação de quiumbas… no próprio chefe do terreiro… ele nem sente a entidade de luz se afastar. Está tão SEGURO de si que não enxerga nada… O orgulho é tanto…mas tanto, que nem se preocupa em se concentrar… em SENTIR… e tudo porque o comandar e o destacar é o que está em pauta… Onde há um DESFILE PELO TERREIRO… e não um trabalho.

    Onde a humildade do saudoso Zélio de Moraes e, a caridade ensinada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, passa longe…

    Isso sem esquecer do comportamento de certos médiuns deslumbrados… que não SABEM e não se esforçam para aprender O QUE É UMBANDA! Que não priorizam o conhecimento.
    Médiuns que querem ser a ESTRELA DE DAVI… que dizem só incorporar guia chefe de falange…

    É a síndrome do EU SOU MAIS… sou especial… meu caboclo e meu preto velho são MAIS PODEROSOS… meu exú é DOS BONS… onde o rivalizar com o dirigente espiritual é a meta a ser alcançada…

    Se esquecem de sua missão, que é muito maior… e de que, se o ambiente naquela Casa não serve, o mais aconselhável seria procurar outro ambiente VIRTUOSO. Mas que preferem insistir na relação conflituosa, por que parece ser mais estimulante…. e aí, surgem as DEMANDAS desnecessárias.

    Misericórdia! Isso não é Umbanda!

    Mãe Mônica, sem querer me alongar mais, porque devemos deixar espaço nesse BLOG para comentários de outros irmãos, a sua mensagem de hoje nos ensina que o trabalho na UMBANDA deve ser feito de forma INTEGRADA, colaborativa, cuidadosa, responsável e com RESPEITO.

    Respeito em todos os sentidos! E que é um DESPERTAR!

    Oxalá permita que esse despertar chegue a diversas Casas de Umbanda espalhadas pelo vasto território nacional e aos corações de todos nós, médiuns e dirigentes espirituais. Que entendamos a Lição de HUMILDADE da entidade chefe dos trabalhos de sua Casa daquela noite!

    Ficou claro que no início da gira, o guia chefe não INFORMOU ao corpo mediúnico que iria mudar os trabalhos da noite…. NÃO.

    Ele simplesmente fez um convite ao corpo mediúnico; um convite ao desafio: “…será que devo?..” E a resposta dos médiuns: “…será que confia?…”

    Essa lição de Humildade e confiança deve ser propagada aos quatro ventos, para que se transforme em aprendizado!

    ENCANTADOR, mãe Mônica! Isso é U M B A N D A!

    ARREPIA…!!!

    Obrigada por dividir conosco essa grande experiência vivenciada em sua Casa!

    Peço que transmita meu abraço a esse caboclo e, segue minha ENERGIA a essa dirigente espiritual Mônica Caraccio que, a cada dia que passa, nos encanta mais e mais com sua caminhada na Umbanda!

    Seu trabalho é um convite a reflexão… a EVOLUÇÃO!

    Axé.
    Vilma T. Gomes

  18. Bruno disse:

    Uma grande lição nesse dia … uma gira muito intensa, um aprendizado único e a certeza da confiança em todo o trabalho e na espiritualidade. Sem confiança, de nada vale. Acredito e concordo plenamente. Aproveito para agradecer por tudo que aprendi e aprendo todos os dias nesse terreiro, pela confiança que a Sra. tem em mim Mãe e por toda a proteção espiritual para minha vida. EU CONFIO MUITO nesse trabalho, confio muito nos estudos, confio muito nos guias e confio muito na sua palavra Mãe. Belo poema e ótima música, tem tudo a ver conosco. Se tá enrolado, desenrola !

    Axé a todos

  19. Renata Sucupira disse:

    Axé Mãe,

    Confesso que lendo o texto e lembrando de cada momento da gira, consegui compreender realmente o que foi o trabalhado e como ele todo foi confiado a nós e em nós.
    Temos mesmo que chegar preparados para tudo, sempre alertas, sempre firmes, sempre sustentados e sempre dispostos.
    E enxergo hoje também que para estarmos nessa virbração e sintonia é preciso mais do que o amor pelo terreiro e pela Umbanda, é preciso a disciplina e para manter essa disciplina é preciso persistencia. Manter a persistencia e ter uma Mãe, uma Mãe que cuida, olha, briga, ama e confia!!

    Obrigada, obrigada e Obrigada Mãe!!!

  20. Reginaldo disse:

    É Mãe, não tenho nem palavras para dizer o que senti naquela gira.
    O que sei, é que não deixei de confiar por nenhum segundo.
    Confiar na senhora, na Umbanda, no trabalho que estávamos realizando.
    Sou muito grato por sua confiança em nós e tento fazer o que posso para merecê-la.
    Sei de todo o peso da responsabilidade que a senhora leva nas costas e fico feliz quando posso dar uma fircinha para segurá-lo.
    Agradeço muito pela sua paciência e amor para conosco.
    Axé
    Reginaldo

  21. Vaner Pereira disse:

    Axé Mãe
    Que presentes … um poema pontual e uma música idem…
    É Mãe, se alguém tem dúvidas da importância das giras de desenvolvimento, deve ser de outro planeta, porque é nestes dias que nos preparamos para as giras de atendimento, sem falar nas aulas, na própria gira, nos ensinamentos da senhora …
    Eu quero sempre ser, estar, acreditar e confiar cada vez mais em todo esse plano espiritual DIVINO, mas só mesmo para quem abre a mente, o coração, e se entrega.
    Obrigado sempre

    Axé a todos

  22. Ana Luiza disse:

    Axé Mãe,
    Pois é, precisamos confiar mesmo na espiritualidade, não ter dúvidas, não titubear. E com essa confiança aprendemos mesmo nos momentos mais difíceis, de maiores dores, maiores confusões, maiores dúvidas.
    E persistir. Poxa, como essa palavra é forte! Como precisamos dela enraizada na gente! Por que tem horas que a gente tem mesmo é vontade de sentar e chorar! Quando na verdade, se persistirmos, vamos encontrar um sorriso dentro da gente, vamos encontrar um motivo pra CONFIAR que nossa persistência valerá à pena!
    Axé axé

  23. Renata Esp disse:

    Nooossa Mãe!

    Quanta intensidade nesse trabalho…
    Mexeu demais comigo… acredito que esse aprendizado marcou minha fé, minha razão e minha emoção…tudo isso regado a muita intensidade… meeeeesmo!
    É um grande privilégio poder viver tudo isso..é um privilégio ver de perto todo trabalho da senhora e da espiritualidade…é lindo e muito inspirador ……é muito sagrado!
    A confiança, o trabalho, a esperança, a disciplina, a tentativa, as escolhas, a missão, a intensidade…essas palavras ganharam um novo significado para mim…uma grande e marcante lição de vida que tive com os guias, com os trabalhos, e com a senhora.
    Como não retribuir?!
    Agradeço a senhora mais uma vez pela confiança, carinho e atenção comigo, com todos irmãos, e com toda espiritualidade…

    Muito obrigada pelo texto de hoje…de verdade…foi um grande presente!

    Muito Axé!

  24. Kátia Afonso disse:

    Axé Mãe
    É aquela gira foi intensa!!! O trabalho bem direto, extremamente focado e direcionado.
    E o depois aquela conversa, puxa é realmente confiar, compartilhar e ensinar.
    Mostrar que devemos persistir, insistir, não desistir é mostrar que ha esperança e que estamos sendo SEMPRE guiados .
    Nossa fico muito feliz que me seja permitido fazer parte desse trabalho que eu seja mais um instrumento da Umbanda.
    Sentir a confiança que a senhora, o pai e os guias tem em mim só me da mais forças para continuar e tentar sempre fazer o meu melhor. Estar sempre atenta para que eu seja digna e merecedora de tudo que tenho recebido.
    Obrigada obrigada e obrigada.

    É isso ai se acredita…tenta…

    E amanhã tem mais uhuu……

  25. Guilherme Barbosa disse:

    Olhares, olhares e olhares!

    A gira foi unica, uma experiência Divina que permitiu num primeiro momento o acreditar. Acreditar em mim, acreditar no meu guia, acreditar no guia chefe e acreditar no meu terreiro. Isso vencido foi só deixar acontecer e assistir de camarote uma noite riquíssima. Num segundo momento a gira me permitiu posicionar de uma forma diferente, viajar pra tão longe mas pensando em coisas tão próximas. Pude, desincorporado num final de gira juntar peças que estavam sendo atiradas, entregues nas ultimas semanas, últimos meses e reafirmei duas coisas que confesso que já sabia: sou muito abençoado e não tenho absolutamente nada com o que reclamar!

    O que dizer do texto? Posso dizer que fazer por fazer, ler por ler, viver por viver é uma grande perda de tempo. Mas quando fazemos coisas, por mais simples que sejam, com olhar, com energia, essas coisas se tornam grandiosas como uma musica, profundas como uma poesia; muito diferente das letras simplesmente jogadas de qualquer jeito. Reviver um momento extraindo ainda mais bálsamo dele é uma oportunidade para quem busca, ou, no máximo, é buscado.

    Axé!!

  26. Ana Cristina disse:

    Axé! Mãe Mônica

    Todas as giras são tão intensas…….pensamentos,sentimentos,agradecimentos,muitos choros,muitos sorrisos ,muitas e muitas reflexões internas, as vezes vem respostas de perguntas não feitas e as vezes perguntas sem respostas.A Espiritualidade Superior encaminhando,direcionando, com tantos ensinamentos e Amor.Os estudos…… É tudo muito Especial e Maravilhoso de sentir……

    Seguir sem saber ao certo para onde……………………..Só mesmo Confiando Plenamente…..Acreditando e deixando Rolar…….. É como me sinto desde a primeira vez que pisei em uma Casa tão Abençoada, Iluminada,e Transformadora como LUZ DE OXALÁ,FORÇA DE OXUM. É uma Honra fazer parte de tanta Benção!!!! Nem dá vontade de ir embora……….rs…

    Muito Obrigada Mãe,Agradeço por tudo!!!

    Axé a todos

  27. Israel disse:

    Mãe, havia lido este post algumas vezes mas não tinha achado as palavras para comentar… Mas acho que a vida nos coloca frente a situações de prova o tempo todo. Prove o seu conhecimento, prove sua integridade, prove sua fé, prove! Acredito que devemos nos manter firmes nos nossos propósitos, na nossa conduta, na nossa integridade, acreditar e confiar num amparo espiritual que nunca nos abandona e sempre nos coloca no caminho certo, basta querermos aceitar e corresponder!

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