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Aprender em outras religiões?

Acredito que nós, umbandistas, temos uma grande deficiência literária e por consequência uma bela dificuldade ou trabalho redobrado para suprir as necessidades de conhecimento básicas de nossa religião. Existem perguntas  específicas que são altamente pertinentes aos trabalhos da Umbanda mas muitas vezes não se consegue as respostas dentro dos Terreiros, o que deixa os médiuns umbandistas inseguros e, principalmente, sem a real dimensão da espiritualidade em vossas vidas. Para conseguir respostas, quando não são encontradas dentro dos Terreiros em estudos doutrinários, se faz necessário a busca em outras doutrinas espíritas, e é ai que entram as codificações de Allan Kardec como sendo a literatura principal e a mais recomendada para os umbandistas que tentam suprir suas necessidades culturais.

Mas, ao buscar em outras doutrinas os ensinamentos espirituais, é necessária a compreensão litúrgica e ritualística dentro da religião de Umbanda para que não ocorra uma miscelânea religiosa, ou seja, alguns termos têm que estar bem claros, para que os umbandistas não criem novas Umbandas e nem a misturem ainda mais. Portanto, é importante que os umbandistas saibam, por exemplo, que na Umbanda não existe umbral, colônia, obsessor, Exu fora da lei, céu, inferno, pecado e muitos outros termos que são próprios de outras religiões e doutrinas, como também é importante que os umbandistas saibam absorver somente o que há de bom nelas e adaptem os termos à sua religião. Só assim se conseguirá ter um melhor entendimento teórico, sem criar novos termos e conceitos. A partir desses entendimentos não há nada de errado em aprender com as outras religiões e doutrinas, mas saliento que é importante que sejamos convictos de nossa própria religião ao procurar outras para estudo e que o intuito seja de apenas nos melhorar dentro Dela.

Frases do tipo “se na sua Casa deu certo, então é Umbanda e está certo”, têm que ser sucumbidas de nossa religião, afinal, utilizar sangue animal dá certo, mas ISSO NÃO É UMBANDA. Rezar para santo dá certo, mas ISSO NÃO É UMBANDA. Oferendar Exu e Pombogira para conseguir “determinadas” necessidades próprias dá certo, mas ISSO NÃO É UMBANDA. Outra frase também, muito comum que deve ser reavaliada é: “se está fazendo a caridade, está fazendo Umbanda”. Oras, não é só a Umbanda que faz a caridade! O simples fato de você dar um prato de comida a um mendigo já é caridade, independente de sua conduta moral e religiosidade. Ou seja, a Umbanda não se caracteriza somente pela caridade, existem muitos outros pontos que estão presentes na nossa religião e um muito importante é a reforma íntima e essa só se alcança com o conhecimento e com o entendimento do Plano Espiritual.

Um ótimo feriado a todos! Muito Axé!

  1. João Carlos Ventura disse:

    Axé Mãe Mônica! Sempre achei que devemos estar abertos a ouvir, estudar e entender todas as manifestações religiosas pois creio que cada uma tem a sua verdade, a sua missão dentro do plano espiritual. Penso que nós espíritos em evolução temos que passar por vários planos, cada qual dentro de sua condição de evolução e momento e por isso tantos caminhos para o encontro onde cada qual deva procurar onde está essa verdade e bem estar sem radicalismos, julgamentos e ataques a outras formas religiosas. Sinto muita sintonia com a doutrina Kardecista que também muito tem a mostrar principalmente pelos espíritos,estudos e reforma intima que prega. Estudemos mais, sem ideias pré concebidas, e aceitando nosso irmão como ele é afinal se hoje podemos estar nesta condição, obrigação maior temos de entender nosso semelhante. Gostaria de deixar abaixo uma passagem de Chico Xavier que muito tem a nos mostrar.
    “Nasceste no lar que precisavas; vestiste o corpo físico que merecias; moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento; possui os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas; teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização; teus parentes e amigos são as almas que atraíste com tua própria afinidade. Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes, são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência. Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo analisa e observa, a mudança está em tuas mãos. Reprograma tua meta, busca o bem e viverás melhor. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”
    Chico Xavier

  2. Luana disse:

    Tudo está ligado ao conhecimento, a busca faz parte de nossa evolução espiritual, é uma responsabilidade de todo umbandista conhecer o que se pratica, e que esse conhecimento seja dividido com outras pessoas de uma forma correta.
    O blog, o jornal Juca são grandes instrumentos de conhecimento, e está ai, super a disposição de todos, com a ajuda de nossa mãe Mônica e da espiritualidade, cabe a cada um fazer sua parte e disponibilizar tempo para o estudo.

    Axé a todos………

  3. Daniel disse:

    É verdade. Somos livres para fazer a leitura que quisermos na busca de esclarecimento, mas ter o discernimento sobre o que é e onde se aplica cada termo dentro do contexto espiritual é realmente importante, senão fica uma confusão lá da sétima faixa vibratória! (rs..). É preciso buscar uma unidade, uma mesma língua para cada vez mais banir o preconceito tão comum quando o assunto é Umbanda.

    Vou prestar mais atenção, por exemplo, quando falar “Casa”.

    Axé irmãos!

  4. Samira Maria disse:

    O estudo, assim como o amadurecimento, se baseiam no conhecimento e ambos nos trazem o discernimento e o equilíbrio para concomitantemente solidificar o que é latente e inerente ao ser humano, sua fé. Cada um sofrendo ou estudando dentro da sua proporção meritória, chegando assim na amplitude horizontal do entendimento.

    Para sermos umbandistas conscientes, convictos e responsáveis, precisamos alicerçar os quatro pilares do conhecimento: saber, querer, ousar e acreditar sustentados pelos estudos. Com essa entrega firmamos nossa crença e fé nas Forças Sagradas Divinas e Absolutas.

    Conforme artigo postado pela Mãe Mônica “Conhecer e Aprender” onde cita trechos do autor João Batista Libânio como este, “Pensar é analisar e sintetizar, separar e unir….o segredo de aprender a conhecer é saber relacionar e contextualizar” e a Mãe Mônica contextualiza antes, durante e depois com maestria neste parágrafo do mesmo artigo, “Precisamos avaliar nossas atitudes perante nossas responsabilidades religiosas…o conhecimento é fundamental para o crescimento do ser humano….essas informações, depois de compreendidas, devem se relacionar, se unir, criarem a unidade e, quem sabe, uma unidade transcendente.”

    Portanto é desta forma que alcançaremos a mais uma tríplice sagrada, FÉ (Oxalá), AMOR (Oxum) e CONHECIMENTO (Oxóssi) para nossa evolução espiritual é tendo fé, adquirindo conhecimento e distribuindo amor entre nossos irmãos. Saravá ao Sagrado.

    Muito axé Mãe Mônica e Irmãos de fé.

  5. Helena disse:

    Axé a Todos,

    O texto aborda um tema muito importante para a Umbanda, o estudo. A Umbanda precisa ser esclarecida e diferenciada, principalmente do Candomblé e do Kardecismo. Essa realidade só pode ser mudada a partir do médium Umbandista que conhece não só a sua religião como também as religiões que influenciaram a Umbanda. Discernimento e conhecimento não podem caminhar separadamente.

    Abraços

  6. Ana Maria disse:

    Acredito que o nosso crescimento está intrinsecamente ligado ao conhecimento consciente e equilibrado, seja ele pessoal, profissional ou religioso.

    A partir do momento que tomamos conhecimento que a Umbanda é uma religião formada dentro da cultura brasileira e SINCRETIZA vários elementos do catolicismo, espiritismo e de outras religiões/doutrinas afro-brasileiras, há necessidade do conhecimento das mesmas; porém não devemos perder o foco. Este estudo deverá tão simplesmente nos dar embasamento e sustentação para que possamos esclarecer e diferenciar a nossa Umbanda do Kardecismo, Candomblé e de tantos outros segmentos “denominados” Umbanda, mas que na verdade é uma grande miscelânea de pais e mãos de santos com falta de estudo e conhecimento levando seus “filhos” a crerem e usarem de magia negra, amarrações, milagres, etc etc etc.

    A Umbanda é Vida, é força da Natureza. Está em constante evolução e crescimento e se não acompanharmos esse ritmo começaremos a nos distanciar dela e é por isso que muitos “ditos umbandistas” aceitam o uso do sangue animal, o pecado, o inferno, Exu fora da lei e por aí vai.

    Só podemos mudar essa realidade com muito estudo, muita dedicação, muito trabalho, a fim de podermos nos fortalecer e nos orgulhar de sermos espíritos, que cremos nas forças divinas e sagradas dos Orixás, que as Entidades de Luz que nos acompanham “precisam” de nós, assim como nós delas, e que o grande milagre está na nossa reforma íntima, pois só assim poderemos praticar a caridade e estarmos em verdade com o Plano Espiritual.

    P.S.: Nasci católica, passei pelo kardecismo e renasci na UMBANDA. Patacuri Ogum por ter permitido essa “graça” nesta minha jornada.

    Salve todo o Povo de Aruanda! Salve nossa Umbanda!

    Axé!!!

  7. Calos Eduardo disse:

    Olá,

    O “Livre Arbítrio”, foi-nos concedido com o “Veu do Esquecimento”, para que tivéssemos a escolha; mas, com resquícios do passado. A porta é estreita, cabe a você trilhar o caminho que sua moral, conhecimento, afinidade e realização se pré dispõe.
    A pluralidade religiosa, lança um desafio sem precedentes em praticamente no mundo todo. Religião e fé envolvem sentimentos por demais íntimos e opções muito profundas do Ser. A experiência maravilhosa da Fé, contribui para o respeito a todo ser humano e o amor a natureza.
    Para nós, Umbandistas, o discernimento é fundamental somado a constante busca no aprendizado. As energias e manifestações fluem com intensidade; pois, Umbanda é FÉ, AMOR E CARIDADE.
    obrigado Mãe Mônica,
    Axé a todos.

  8. Eliana disse:

    Tenho encontrado muita informação consistente sobre a Umbanda aqui no blog, também no Juca – Jornal de Umbanda Carismática – e nos Cursos.

    Antes de descobrir este Oásis, as dúvidas eram muitas, a mistura de conceitos religiosos era inevitável a ponto de colocar em segundo plano o ritos básicos de nossa religião.

    Quanto fundamento…como faz sentido os rituais da nossa Umbanda…devemos praticar sim, mas principalmente conhecer nossa religião através do estudo.

    Textos Kardecistas com ensinamentos cristãos de amor e fé são positivos quando refletimos através dessas mensagens e canalizamos nossas mentes para bons propósitos. Orações católicas permeiam nossos momentos de prece, que sorte seria ter nascido em lar umbandista, mas a grande maioria passou por no mínimo uma religião antes de conhecer a Umbanda… e naturalmente trouxe consigo outras referências…seja uma oração, um salmo ou um texto espírita continuam latentes por um período, tornando-se secundários e pouco presentes nos momentos mais necessários, porque os ensinamentos da Umbanda vão preenchendo essas lacunas, oferecendo a sustentação necessária.

    Nossa Religião Umbanda deve ser praticada com muito estudo, entendimento e boa vontade, fazendo sentido em nossas vidas e tornando-se cada vez mais viva dentro de nós!

    Saravá Umbanda Carismática!

  9. Inicialmente quero parabenizar à Mãe Mônica por tão simples, mas belas e profundas palavras sobre a Mediunidade.
    Hoje em dia infelizmente,muitos se intitulam Dirigentes ou Pai/Mãe de Santo, sem ao menos terem reconhecido e reparado seus erros e vícios, fazendo com isso a reforma íntima, a disciplina e o respeito. Infelizmente nunca se dedicaram aos ESTUDOS e querem forçar, impor ao corpo de médiuns seus ensinamentos. Como ensinar,se não aprendi ? Esta é grande questão em grande maioria dos terreiros.
    Realmente mediunidade não é provação, punição, escravidão. Mediunidade é alegria, liberdade espiritual, prosperidade. Praticar a caridade não é exatamente vestir uma roupa branca e comparecer diversos dias da semana ao terreiro, é simplesmente AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO e se conscientizar de que um simples aperto de mão pode significar muito mais do que 4, 5 ou mais horas dentro de um terreiro.
    Que Deus abençoe a nós todos e permita que Pai Benedito de Aruanda continue a evangelizar todos os filhos.

  10. Luciane Santos disse:

    Aprender nunca é demais….

    Fico pensando em quantas oportunidades perdemos ao nos deixar levar pela falta de boa vontade de aprender, e até mesmo de compreensão com a diferença.
    Infelizmente somos seres condicionados a tratar o meio ao qual não fazemos parte com desdém, pré-conceito, descaso…etc., isso me faz avaliar o quanto ainda somos fracos……fracos no conhecimento, na conduta, e no exercer de nossa religiosidade.
    Somos sabedores de que fazemos todos parte do mesmo processo evolutivo, e prova disso é estarmos encarnados, estamos todos aqui procurando subir um degrau nessa escala evolutiva…. axé pudéssemos aprender uns com os outros…
    Hoje somos privilegiados por termos tanta informação a disposição, só precisamos ser cautelosos nas escolhas, é deixara a preguiça de lado e pôr o cérebro pra funcionar…

    Axé a todos

  11. Paulo Roberto disse:

    Fico satisfeito como deve ser o pensamento a conduta e caráter acima de tudo de quem está de frente de um trabalho educativo, espiritual, e acima de tudo, de amor ao próximo. Estive na Igreja Evangélica por muitos anos com altos e baixos em minha vida espiritual e em outras áreas, porém, procurando estar com a mente aberta em relação ao que Deus se propôs fazer em minha vida e através dela, assim sendo casei com uma umbandista, passei a visitar, a gostar, a sentir, a vibrar, por fim hoje participo como médium umbandista de uma casa espiritual somando para ser útil na seara de nosso Pai Oxalá. Estes textos são esclarecedores para o nosso desenvolvimento e ajuda. Muito obrigado!

  12. Kelly Cristina S.de Godoy disse:

    Boa noite Mãe Mônica e a todos os amigos.
    Primeiro quero parabenizá-los pelo trabalho maravilhoso que fazem, e também agradecer por nos trazer tantas informações importantes.
    Eu conheci a Umbanda há dois anos aproximadamente e me apaixonei, porém tenho muitas dúvidas e muitos questionamentos apesar de ter aprendido muito com as informações contidas no Jornal (JUCA), no site e aqui. Fui criada no catolicismo e na adolescência conheci o espiritismo e desde então não mais me separei da espiritualidade. Mas acho que tenho um problema sério: questiono demais, no bom sentido. Sinto necessidade de aprender e compreender sobre a espiritualidade. Quando frequentava o kardecismo, participava de grupo de estudos e estudava as obras de Kardec (e leio até hoje, pois assino um clube do livro espirita).
    Quando conheci a verdadeira Umbanda, num terreiro que frequento em Serra Negra, cidade vizinha da minha, a primeira coisa que fiz foi me informar sobre quais livros deveria ler, mas me disseram q não haviam muitos livros a respeito. Então comecei a ler, mas em razão das varias vertentes acabei ficando confusa, embora acredite que a essência da Doutrina seja a mesma para todas. Na verdade, eu acabo tentando associar os ensinamentos da doutrina espirita com a Umbanda. Estou tendo dificuldades por causa disso, porque acabo querendo entender coisas que não consigo, como por exemplo: qual o destino dos espíritos desencarnados, que segundo a Doutrina Espirita seguem para colonias espirituais mais ou menos elevadas (como o Umbral), como a Umbanda explica isso?
    Já li alguns livros sobre a Umbanda (A historia da Umbanda, Tambores de Angola, Aruanda) e agora esto lendo A Proto-Síntese Cósmica, este porem, com muita dificuldade para compreender. Infelizmente não tenho como frequentar os cursos de vocês em razão da distancia, mas continuarei lendo todos os artigos, pois têm sido muito uteis pra mim.
    E gostaria que me indicassem as fontes que devo consultar na busca de uma melhor compreensão da doutrina da Umbanda, e também que me explicassem, se possível, esta questão do destino dos espíritos após o desencarne.
    Um grande abraço a todos e muito obrigada pelos esclarecimentos.

    Kelly

  13. Olá Kelly!

    Que bom que gosta do nosso trabalho. Ele é feito com muito carinho para todos vocês!

    Respondendo às suas perguntas:

    Na Umbanda não usamos esse termo e nem temos essa realidade espiritual chamada de Umbral. O que temos são as faixas vibratórias, que são sete positivas e sete negativas, cada uma direcionada a um grau de ascensão ou queda do espírito.

    Se tivermos uma vida solidária, amorosa e cheia de virtudes seremos acolhidos por Pai Obaluayê, o Orixá da Passagem, e encaminhados para as faixas vibratórias superiores (os níveis positivos) de acordo com o nível de evolução espiritual de cada um. São nessas faixas vibratórias positivas que estão localizadas as Entidades de Luz e é aí que chamamos de Aruanda.

    Agora, se tivermos uma vida cheia de egoísmo, maldade e vícios, seremos conduzidos a uma das faixas vibratórias inferiores (os níveis negativos), onde estão localizados os espíritos caídos. No entanto, vale esclarecer que esses espíritos caídos, filhos de nosso mesmo Pai, recebem, sempre e incondicionalmente, a chance de se redimirem de seus erros e falhas. Para que isso aconteça esses espíritos são colocados em seus próprios tormentos de uma forma potencializada até reconhecerem seus erros e esgotarem seus sentimentos doentios e viciosos. A partir do momento em que a revolta se esgota e se reconhece que tudo é gerado pelo próprio Ser, ou seja, a verdadeira compreensão e aceitação da Lei de Ação e Reação, esses espíritos são recolhidos, buscados pelos Exus e Pombogiras, e são reconduzidos a um novo estágio de aprendizado sob seus próprios comandos. Nesse estágio esses espíritos “trabalham” para e com os Exus e Pombogiras até aprenderem, respeitarem, obedecerem e aceitarem a Vontade de Deus e a Lei Divina e não a vontade ou a lei dos Homens, assim como é a manifestação dessa maravilhosa e caridosa Linha de Trabalho existente em nossa Umbanda. Ficam, então, prontos para um novo reencarne e assim, cheios de novas tentações, reviverão e conviverão com pessoas e situações especificas para provarem a verdadeira Reforma Intima.

    Quanto às fontes para estudo, indicamos nosso jornal, o JUCA – Jornal de Umbanda Carismática. Nele você encontrará muito conteúdo sobre a doutrina Umbandista e também fontes de estudo para um aprofundamento maior nos assuntos. Para receber nosso jornal por e-mail basta que você se cadastre em nosso site ou blog.

    Espero ter respondido suas duvidas …

    Muito Axé

  14. solange disse:

    Mãe! Condordo que podemos buscar conhecimento em outras religiões, e também ler sobre vários assuntos mas, realmente é muito importante adaptar algumas situações à realidade de nossa religião, e a nossa linguagem. Graças a espiritualidade comecei da forma correta, nossa casa preza pelo conhecimento de forma séria e responsável e através de nossas aulas conseguimos aprender, conhecer e distinguir as diferenças existentes nos vários cultos e a forma ritualística de outras religiões e doutrinas. O que eu posso dizer é: Muito obrigada, por tantos ensinamentos, por tantas informações.

  15. Dirce disse:

    Achei maravilhoso todo o conteúdo das explicações. Gostaria de também conhecer qual é o entendimento de vocês quanto a ser filhos de Orixás. Como acontece isso? Baseado em que?
    Grata pela atenção
    Dirce

  16. Axé Dirce! Quando me coloco como filha de Orixá me baseio “simplesmente” na minha fé. É o mesmo que se colocar como filho de Deus ou irmão de Jesus, ou seja, é a minha fé que me alimenta, que me sustenta, que me acolhe e que me põem em posição de Filha de Orixá pois são os Orixás que me amparam, me protegem e cuidam de mim com uma força tão sublime e benevolente que só sendo um grande Pai para tanto.

    Isso é sentimento, é estado de espírito, é fé e não pode ser provado.

  17. Dirce disse:

    Bom dia a todos!!! Mais um vez fiquei feliz por vocês terem respondido, ou melhor, pela atenção aos questionamentos que lhes são endereçados. PARABÉNS!
    Acho que não me posicionei bem ao formular a pergunta. Como é que sei quando sou filho ou filha deste ou daquele Orixá? O que é que define essa situação? Se vocês me desculparem vou continuar a fazer perguntas. Abraços.
    Dirce.

  18. Olá Dirce !

    Todas as pessoas já nascem sob a energia e influência de três Orixás: o Orixá ancestre que é nosso Pai ou Mãe desde a criação do nosso espírito; o Orixá de frente que tem o mesmo gênero (masculino ou feminino) da pessoa e o Orixá de ajuntó que tem gênero oposto ao da pessoa. Sendo assim, todos temos Pai e Mãe Orixá definidos desde que nascemos, mas veja bem, nada disso nos impede de amar, cultuar a nos considerar filhos de todos os Orixás.

    Quanto a saber quem são seus Orixás ancestre, de frente e de ajuntó, só mesmo a pessoa que “cuida da sua coroa” para lhe dizer com total conhecimento de causa.

    Muito Axé!

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