jul 08

Fico sempre muito feliz ao término de mais um JUCA, de mais um grupo de estudo, de mais uma gira ou mesmo depois de mais uma oportunidade de falar ou manifestar a Umbanda com todo seu valor e sentido religioso. Claro que a sensação de que ainda é pouco percorre todos os meus sentidos, o que, graças a Ogum, me inspira a novos desafios e ações.

Imagino que para muitos parece estranho esse meu caminhar um tanto ideológico, ativo e determinado, mas são tantas necessidades, são tantos espíritos em sofrimento profundo, são tantas almas carentes e sedentas de informações, respostas, cuidados, carinho, atenção e orientação… É tanta falta de amor envolvendo as pessoas e a religião que, Continuar lendo »

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jun 08

Penso o quanto é importante olhar para o interno e não apenas para o externo ou para o outro. Olhar para os valores, os direitos, para a criatividade, a tenacidade, a dignidade e a capacidade de emancipação e liberdade. Sei que para isso é preciso acreditar em um talento real, é preciso esforço e, principalmente, é preciso tomar cuidado com aqueles que querem dominar e manter o ser dependente, alienado e amedrontado. No entanto, como discernir? Como saber? Como fazer?

Temos ou não temos capacidade? Somos ou não somos possibilidades? Podemos ou não podemos realizar?  São tantas perguntas. Aliás, a vida nos põe sempre de frente com perguntas, envolvidos em eternas reflexões e necessitando de contínua busca. É fato que a vida está constantemente exigindo escolhas, portanto, Continuar lendo »

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mai 20

Acredito que todos os umbandistas querem fazer algo especial pela Umbanda, fazer algo que a valorize e que mostre a toda sociedade o quanto a Umbanda é realizadora e divina, o quanto deve ser respeitada,  e que não tem nada a ver com trabalhos feitos, milagres vendidos ou magias negras. Baseada nessa minha crença, penso continuamente como fazer isso, como proporcionar esse tipo de estímulo e de conduta aos umbandistas para que todos possam, de forma homogênea e clara, falar da Umbanda para uma sociedade já com idéias tão preestabelecidas.

Percebo inclusive que falar de Umbanda é algo difícil para muitos umbandistas, na maioria das vezes a fala contém uma incisiva conotação defensiva e justificada, é Continuar lendo »

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abr 16

Axé Pessoal! Fico muito feliz a cada nova edição do JUCA – Jornal de Umbanda Carismática – e nesse mês, em especial, estamos com matérias especiais como Pontos Riscados na Umbanda; Exu & Bombonjira; Ser Ogã é Ser Responsável; O Prazer de Servir; Ogum; entre outras. Acredito que com esse tipo de material nossas percepções se expandem e saímos da incerteza, do automático, da inconsciência e, porque não dizer, do comodismo. Isso mesmo, do comodismo!

Nossa Umbanda é tão rica, tem tantos simbolismos e fundamentos, tudo é tão claro e evidente, que não devemos deixar passar despercebido, como acontece continuamente. Não devemos acomodar nosso raciocínio e nosso sentido de lógica. Mesmo porque, nossa fé vai até onde Continuar lendo »

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fev 04

Um dia desses, li uma frase que chamou muito minha atenção. Essa frase, se bem me lembro, estava no mural de um Terreiro e dizia: “se você quer trabalhar fazendo a caridade então você precisa estar preparado para lidar com a ingratidão.” Pois é, no primeiro momento que li essa frase foi como se eu levasse um soco no estômago, depois de minutos percebi a grandeza e a verdade dessas palavras.

Quem tem sob sua responsabilidade outras vidas, ou seja, o Sacerdote, Pai espiritual, Madrinha, Dirigente, sabe muito bem o que essa frase representa, sabe muito bem o que é sentir e vivenciar a ingratidão, afinal, o respeito, o carinho, o amor e a admiração duram até o pronunciamento do primeiro NÃO. Simples, não?!? É só dizer NÃO que se perde o valor, a admiração e o Pai de Santo ‘já não presta mais’, aliás esse é um excelente teste de respeito e amor que pode ser feito em qualquer situação: no convívio familiar, no trabalho, antes de formar uma sociedade, no relacionamento amoroso etc, é só dizer NÃO à uma pessoa ou situação Continuar lendo »

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jan 08

Axé a todos!

2010 chega e trás com ele a necessidade de muitas reflexões. É um ano em que reinará Yemanjá, a Mãe Geradora, fato esse que, por si só, já nos levará a uma grande necessidade de reavaliação de Vida. Precisamos parar e pensar no que estamos gerando, no que estamos alimentando e no que estamos criando. Precisamos pensar em nossa responsabilidade como religiosos, como espiritualistas, como médiuns, como seres humanos e como propiciadores de juca“futuros”. Precisamos olhar em nosso envolta e perceber que existem pessoas, espíritos, animais e a própria natureza dependendo de nós. Mais do que isso teremos eleições em 2010, fato que, infelizmente, faz com que esse ano prometa muitas manipulações, especulações, calunias e intrigas, o que reforça a necessidade de bom senso, de conhecimento e de uma boa conduta perante a VIDA como um Todo. Sei que política não se discute e nem é essa a minha intenção, no entanto, é sempre necessário dialogar e conhecer outros pontos de vista para que se amplie a visão e para que se tome boas decisões sobre esse assunto tão delicado e importante. É por esse motivo que quero aproveitar esse pequeno espaço para manifestar o meu ponto de vista como Líder religiosa. Continuar lendo »

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dez 11

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Quando li o texto acima fiquei impressionada com a maravilhosa capacidade de nosso cérebro e com a clareza que é dialogomostrada a nossa habilidade de manipular, criar, deduzir e de formar situações. É exposto de forma simples e óbvia o quanto somos limitados e manipulados, quanto uma primeira imagem nos leva a deduções e à incapacidade de ver cada coisa ou situação em sua essência íntima e verdadeira. Claro que essas habilidades estão ligadas ao nosso emocional e não ao nosso cérebro. Acredito que isso está acontecendo diariamente em nossas vidas e em todos os sentidos; quantos pré-conceitos e conceitos são criados em nosso íntimo e que, consequentemente, influenciam não apenas minha vida, mas a de todos que estão ao meu entorno. Percebemos isso claramente no referido texto e fica óbvio o nosso poder de dedução e de criação. A mente, nesse momento, somente obedece a estímulos emocionais, torna-se preguiçosa e limita a visão real e Continuar lendo »

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nov 10

Desde criança ouvimos nossos pais falarem em responsabilidade, crescemos reproduzindo essa palavra e, supostamente, aprendendo e praticando o seu sentido. Buscamos em todos os momentos de nossa vida o “Ser Responsável”. Quando falamos em religião, ou melhor, em Umbanda, essa palavra é quase que um mantra sagrado e, as vezes, ameaçador. Sua verbalização é constante e frases do tipo: “A responsabilidade é sua!; Você é responsável!; Seja responsável!; Tenha responsabilidade!” fazem parte de capajuca39nosso cotidiano religioso. Muitas vezes, inclusive, nos colocamos e nos julgamos responsáveis. Responsáveis pela religião, pela Umbanda, pelo médium, pela mediunidade, por vidas e assim por diante. No entanto, será que sabemos o que é responsabilidade?

Se buscarmos a etimologia da palavra “Responsabilidade” encontraremos a seguinte definição: vem do Latim RESPONSABILITAS, de RESPONSUS; particípio passado de RESPONDERE – “responder, prometer em retribuição”; formado por RE – “de volta, para trás”; mais SPONDERE – “comprometer-se, prometer”. Deriva do Grego SPONDE – “libação solene”; do Indo-Europeu SPEND – “fazer uma oferta, cumprir um rito”. Confuso? Se formos ao dicionário Aurélio ele nos diz: 1. Situação de um agente consciente com relação aos atos que ele pratica voluntariamente. 2.Obrigação de reparar o mal que se causou a outros.

Conclusão: é muita responsabilidade falar de Responsabilidade! Continuar lendo »

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out 09

Constantemente me perguntam se a “Umbanda funciona mesmo” e eu, mesmo impressionada com tamanha manifestação de oportunismo e ignorância, respondo que SIM, desde que se trabalhe para isso, afinal nem nosso intestino funciona sem que seja alimentado, sem que haja hábitos saudáveis e contínuos. Umbanda funciona, assim como todas as outras religiões, no entanto é importante que haja algo que impulsione, que faça accapa_juca38ontecer, e esse algo é a FÉ. Fé no sentido da esperança, da compreensão e da paciência. Esses são os pontos fundamentais para que a “Umbanda Funcione” em nossas vidas. Esses são os ensinamentos que os Guias Espirituais tentam, incansavelmente, passar para nós em suas sábias palavras.

Sei que muitas pessoas chegam na Umbanda em busca de Milagres, no entanto é importante ficar bem claro que o milagre só acontece se houver essas três características mencionadas acima. Os próprios Milagres de Jesus não eram espetáculos teatrais e não aconteciam deliberadamente. Jesus exigia que ao buscar o Milagre a pessoa tivesse Fé, exigia a decisão sincera, e mais, requeria a propagação dessa Fé, pois os Milagres aconteciam para que fossem pronunciados aos quatros cantos envolvendo o maior número de pessoas e estimulando mais ainda a esperança e o amor. Jesus também esperava que seus discípulos fizessem milagres, os censurou Continuar lendo »

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jul 06

Axé a todos!

Gostaria de chamar atenção esse mês para as matérias sobre o “Mito do Centésimo Macaco” e a “Experiência com macacos” que estão publicadas na página 08. Observem como essas matérias, muitas vezes, se encaixam direitinho em nossa vida, às vezes não passamos de “macacos” agindo por repetição, sem saber o porquê e a real essência e necessidade do ato, fazemos por fazer, em uma rotina sistemática e limitante ou pior, muitas vezes pensamos, capajuca35determinamos e pensamos de novo e de novo e  no entanto, NADA FAZEMOS.

Posso dar muitos  exemplos, principalmente dentro do contexto religioso umbandista, pois percebo que a maioria das pessoas não faz a menor idéia ‘do que é’ ou ‘o que representa’, por exemplo, fazer o sinal da cruz, ficar descalço dentro do congá, cruzar o chão, bater cabeça, bater palmas, entre outros atos, fazendo apenas por repetição, perdendo assim, o sentido e a essência do ato, limitando até mesmo o benefício que esses atos religiosos trazem ao seu praticante. O que é, sem dúvida, uma pena.

Claro que isso é  falta de conhecimento real, que gera a repetição e a idéia de fazer “por que sempre foi assim…”. Percebemos o quanto a falta de estudo, muitas vezes, limita o Ser, o torna preconceituoso, inclusive o distancia da essência e das bênçãos Divinas. Pode parecer estranho fazer essa ligação: benção Divina com estudo, mas se não existir algo fundamentando as ações religiosas não se cria um laço resistente entre o Ser e a Religião. Santo Agostinho, um dos teólogos mais importantes Continuar lendo »

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