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	<title>Minha Umbanda &#187; Dia Internacional da Mulher</title>
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	<description>Blog sobre Umbanda</description>
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		<title>Parabéns Mulheres!!!</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 19:47:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mãe Mônica Caraccio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Virtuosas]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é o Dia Internacional da Mulher! Essa data foi escolhida porque no dia 8 de março de 1857 operárias de uma fábrica de tecidos da cidade norte americana de Nova Iorque fizeram uma grande greve e ocuparam a fábrica para reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução da carga diária de dezesseis para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje é o Dia Internacional da Mulher! Essa data foi escolhida porque no dia 8 de março de 1857 operárias de uma fábrica de tecidos da cidade norte americana de Nova Iorque fizeram uma grande greve e ocuparam a fábrica para <a href="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Mulheres.jpg"><img class=" size-medium wp-image-1373" title="Mulheres" src="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Mulheres-293x300.jpg" alt="" width="207" height="212" align="left" /></a>reivindicar melhores condições de trabalho, tais como redução da carga diária de dezesseis para dez horas, tratamento digno dentro do ambiente de trabalho e equiparação de salários com os homens, uma vez que as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem para executar o mesmo trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas num ato totalmente desumano. Somente em 1985, através de um decreto, é que a data foi oficializada pela ONU.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu não poderia deixar a data nem essa história passar em branco, trago hoje a vocês um artigo que conta histórias de luta, garra e determinação de algumas mulheres que são brasileiras, guerreiras, virtuosas e exemplos para todos nós. Espero que gostem, que aproveitem, que reflitam, que se espelhem  e que enxerguem dentro de vocês a mesma força, a mesma coragem e a mesma vontade de fazer a diferença que tinham essas mulheres.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mãe Aninha (1869-1938):</strong></span> Mãe Aninha sempre lutou para fortalecer o culto do candomblé no Brasil e garantir condições para o seu livre exercício. Segundo consta, por intermédio do ministro Osvaldo Aranha, que era seu filho de <span id="more-1359"></span>santo, Mãe A<span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Mãe-Aninha.jpg"><img class=" size-medium wp-image-1361" title="Mãe Aninha" src="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Mãe-Aninha-208x300.jpg" alt="" width="113" height="164" align="left" /></a></strong></span>ninha provocou a promulgação do Decreto Presidencial nº 1202, no primeiro governo de Getúlio Vargas, pondo fim à proibição aos cultos afro-brasileiros em 1934. Filha de africanos, Eugênia Ana dos Santos, a Yalorixá Obá Biyi, nasceu em Salvador em 1869. Mais conhecida como Mãe Aninha, ela foi feita no candomblé do Engenho Velho – a casa de Mãe Nassô – fundado por volta de 1830 e o primeiro a funcionar regularmente na Bahia. Saiu de lá para formar uma nova casa, o Ilê Axé Opô Afonjá, hoje considerado Patrimônio Histórico Nacional. Em 1935 Martiniano do Bonfim sugeriu a Mãe Aninha que criasse o Corpo dos Obás de Xangô, que deveria ser integrado por amigos e protetores do terreiro. Martiniano era uma das personalidades mais respeitadas da comunidade afro-baiana. Havia retornado da Nigéria em 1883, portando altos títulos da hierarquia sacerdotal iorubana. Sua ideia tornou-se real quando, em 1936, foi instituído o corpo de obás, ou 12 ministros de Xangô do Axé Opô Afonjá. Até hoje são escolhidas pessoas de grande prestígio social para ocupar esse corpo, sendo que já ocuparam esse posto o escritor Jorge Amado, os compositores Gilberto Gil e Dorival Caymmi, o artista plástico Carybé e os pesquisadores Vivaldo da Costa Lima e Muniz Sodré, entre outros. A função principal dos obás é a sustentação do axé, tanto do ponto de vista material quanto do seu status. No Ilê Axé Opô Afonjá, ainda hoje os obás formam uma seleta hierarquia abaixo somente da mãe-de-santo e da mãe pequena. Na Bahia a criação dos obás trouxe ao culto de Xangô um importante exército de reforço.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mãe Menininha do Gantois (1894-1986):</strong></span> Mãe Menininha do Gantois foi a Yalorixá mais famosa do <a href="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Mãe-Menininha.jpg"><img class=" size-full wp-image-1362" title="Mãe Menininha" src="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Mãe-Menininha.jpg" alt="" width="166" height="140" align="right" /></a>país. Sob seu comando o Terreiro do Gantois logo se tornou um dos mais procurados e respeitados da Bahia. Para muitos pesquisadores a popularidade e o reconhecimento que Mãe Menininha alcançou foram de fundamental importância para aumentar a aceitação do candomblé na sociedade. Escolástica Maria da Conceição Nazaré foi o nome de batismo de Mãe Meninha do Gantois. O Terreiro do Gantois foi fundado por sua bisavó, em 1849, o popular nome do terreiro veio do francês que era proprietário do terreno onde o templo foi construído. Nos mais de 60 anos em que liderou o Terreiro do Gantois, como relações públicas de sua religião, sempre se mostrou disponível para explicar o candomblé a quem se interessasse e assim conquistou o respeito de líderes de outros terreiros e até de sacerdotes católicos. Como Yalorixá ela enfrentou o preconceito que a sociedade tinha em relação aos adeptos do candomblé. Não havia liberdade de culto e os terreiros eram freqüentemente invadidos pela polícia sofrendo muitas perseguições e violência. Na década de 30 a Lei de Jogos e Costumes era mais tolerante ao candomblé, mas ainda assim as festas só podiam ser realizadas em determinados horários e mediante autorização por escrito. A situação só mudaria em 1976, quando o então governador da Bahia, Roberto Santos, sancionouum decreto liberando as casas de candomblé da obtenção de licença e do pagamento de taxas à delegacia de Jogos e Costumes. Mãe Menininha recebeu muitos títulos, homenagens e medalhas. Em 1972 Dorival Caymmi compôs a famosa música Oração a Mãe Menininha. Em 1994 a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançou um selo comemorativo para marcar o centenário de seu nascimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Carolina-de-Jesus.jpg"><img class=" size-medium wp-image-1363" title="Carolina de Jesus" src="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Carolina-de-Jesus-226x300.jpg" alt="" width="121" height="162" align="left" /></a>Carolina Maria de Jesus (1914-1977)</strong></span>: Negra, mãe solteira de três filhos, migrante e catadora de papel que há quarenta e cinco anos, quando ainda vivia numa das primeiras favelas da cidade de São Paulo, viu a edição de trinta mil exemplares de seu primeiro livro se esgotar em três dias. Carolina Maria de Jesus nasceu no interior de Minas Gerais. Vinda de uma família extremamente pobre tinha mais sete irmãos e teve que trabalhar cedo para ajudar no sustento da casa, por isso estudou apenas até o segundo ano primário. Na década de 30 mudou-se para São Paulo e foi morar na favela do Canindé, ganhava seu sustento e de seus três filhos catando papel. No meio do lixo Carolina encontrou uma caderneta, onde passou a registrar seu cotidiano de favelada em forma de diário. Descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, repórter da Folha da Noite, Carolina teve suas anotações publicadas em 1960 no livro &#8220;Quarto de Despejo&#8221;, que vendeu mais de cem mil exemplares e foi traduzido para 29 idiomas. Em 1961 o livro foi adaptado como peça teatral e também virou filme, produzido pela Televisão Alemã.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Tia Ciata &#8211; Hilária Batista de Almeida (1854–1924):</strong></span> Tia Ciata marcou a história da mulher negra n<a href="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Tia-Ciata.jpg"><img class=" size-full wp-image-1365" title="Tia Ciata" src="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Tia-Ciata.jpg" alt="" width="114" height="155" align="right" /></a>o Brasil na passagem do século XIX para o XX. Foi líder cultural, mãe de 15 filhos, quituteira elogiadíssima, mãe de santo e ficou famosa por seus pagodes africanos que reuniam de malandros a grã-finos. A vida desta mulher nos mostra como a fé na cultura e na tradição de seu povo foram um instrumento de luta contra o preconceito. Hilária Batista de Almeida nasceu na Bahia em 1854, aos 22 anos mudou-se para o Rio de Janeiro onde se casou e começou a trabalhar colocando o seu tabuleiro na Rua Sete de Setembro, sempre vestida de baiana. Mãe-de-santo respeitada, Hilária foi confirmada no santo como Ciata de Oxum. Em sua casa, as festas eram famosas e sempre celebrava seus Orixás, sendo as festas de Cosme e Damião e de Nossa Senhora da Conceição as mais prestigiadas. A casa de Tia Ciata, na rua Visconde de Itaúna 117, era a capital da “Pequena África”. Lá se reuniam músicos amadores e compositores anônimos. Mulheres como Tia Ciata “as tias baianas” eram consideradas mães do samba e do carnaval dos pobres. Com a legalização das escolas de samba, que ainda não possuíam sedes, a casa de Tia Ciata era parada obrigatória, pois era a mais famosa e muito respeitada pela comunidade. Até hoje, as tias são representadas e homenageadas nos desfiles pela ala das baianas das escolas de samba.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Antonieta-de-Barros.jpg"><img class=" size-medium wp-image-1366" title="Antonieta de Barros" src="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Antonieta-de-Barros-215x300.jpg" alt="" width="115" height="161" align="left" /></a>Antonieta de Barros (1901-1952):</strong></span> Ao longo de sua vida, Antonieta atuou como professora, jornalista, política e escritora. Como tal destacou-se, entre outros aspectos, pela coragem de expressar suas ideias dentro de um contexto histórico que não permitia às mulheres a livre expressão e principalmente por ter lutado pelos menos favorecidos, visando sempre a educação da população mais carente. Antonieta de Barros nasceu em Florianópolis, de família muito pobre ainda criança ficou órfã de pai, sendo criada pela mãe. Ingressou com 17 anos na Escola Normal Catarinense concluindo o curso em 1921 e em 1922 fundou um curso particular voltado para alfabetização da população carente. Antonieta notabilizou-se por ter sido a primeira deputada estadual negra do país e primeira deputada do estado de Santa Catarina. Lutou sempre pela valorização do magistério: exigiu concurso para o provimento dos cargos do magistério, sugeriu formas de escolhas de diretoras e defendeu a concessão de bolsas para cursos superiores a alunos carentes. Além da militância política Antonieta participou ativamente da vida cultural de seu estado, com o pseudônimo de Maria da Ilha ela escreveria o livro Farrapos de Ideias, em 1937.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Chiquinha Gonzaga (1847-1935):</strong></span> Defensora dos direitos autorais dos músicos, foi uma da<a href="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Chiquinha-Gonzaga.jpg"><img class=" size-full wp-image-1367" title="Chiquinha Gonzaga" src="http://www.minhaumbanda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Chiquinha-Gonzaga.jpg" alt="" width="152" height="178" align="right" /></a>s fundadoras da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, que existe até hoje. Ao mesmo tempo em que era engajada em defesa de sua profissão tinha uma visão social mais ampla. Lutou pelo fim da escravidão e apoiou vivamente a causa republicana quando comprava a alforria de escravos com o dinheiro ganho pelas suas músicas. Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro em 17 de outubro de 1847. Seus pais, uma mulata solteira e o Marechal José Basileu Neves Gonzaga, lhe deram uma educação esmerada dada às moças de boa estirpe no século XIX. Chiquinha casou-se aos 16 anos mas seu casamento durou pouco, ainda assim, desta união resultaram três filhos. Mais tarde Chiquinha se envolveu com João Batista de Carvalho Junior, com quem teve uma filha. Em 1899 conheceu João Batista Fernandes Lage, jovem português de apenas 16 anos e nasceu então um romance que durou até o fim de sua vida, apesar da diferença de idades. Precursora da música popular brasileira e enfrentando preconceitos machistas, compôs músicas para 77 peças teatrais e assinou cerca de 2 mil composições. Suas duas primeiras peças não foram aceitas pelo fato dela ser mulher. Ainda assim Chiquinha seria celebrizada como primeira maestrina brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Parabéns a todas as mulheres! Lembrem-se que é de grãos de areia que se formam as montanhas e que só precisamos escolher se faremos ou não parte do pequeno grupo que realmente faz diferente para fazer a diferença. Eu já fiz a minha escolha, e você ?</p>
<p style="text-align: justify;">Segue um presente, um lindo poema que traduz um pouquinho do que é &#8220;Ser Mulher&#8221;:</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mulheres virtuosas</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Foram escolhidas por Deus,<br />
para nos ajudar.<br />
Quando estamos tristes<br />
Elas vêm nos consolar.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Elas formam o ciclo de oração<br />
Se precisamos<br />
Nos dão toda atenção.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Como coluna da igreja&#8230;<br />
A edificam com firmeza;<br />
Com um grupo especial&#8230;<br />
Fazem um belo coral;<br />
Louvando ao Senhor&#8230;<br />
Declaram seu amor;<br />
Clamando à Deus&#8230;<br />
Pedem pelos seus;<br />
Na corrente de oração&#8230;<br />
Abrem o coração!</em></p>
<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<h5 style="text-align: right;"><em>Trecho do poema de Karine A. Pereira da Silva<br />
</em></h5>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Uma ótima semana e Muito Axé a todos !</p>
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