Axé a todos, em especial esse mês quero agradecer por todo carinho que recebi e recebo pelo fato do JORNAL DE UMBANDA CARISMÁTICA – JUCA - existir. São tantos depoimentos, manifestações e agradecimentos que, sem dúvida, quem mais tem a agradecer sou eu. Pois são essas demonstrações sinceras que me impulsionam a FAZER CADA VEZ MELHOR, que me sustentam para NÃO DESISTIR e que me fazem sentir QUE AINDA VALE A PENA. Digo isso porque esse trabalho que realizo junto ao JUCA para divulgar “Uma Umbanda Consciente, Responsável e como Ato Religioso” não é fácil. Portanto, assim como recebo manifestações carinhosas, também recebo manifestações contrárias. Aliás, vale ressaltar, que o que eu escrevo nos editoriais e artigos são MINHAS VERDADES e que não preciso, quero ou pretendo que concordem ou discordem de mim, são apenas as formas que entendo, pratico e acredito sobre a religiosidade e espiritua
lidade umbandista. Acredito que assim os leitores conhecerão um pouco de mim e consequentemente conhecerão a essência e a ideologia do jornal e do meu trabalho junto à Umbanda. Um trabalho sustentado por uma liberdade religiosa e editorial.
Quando escrevo algo no editorial ou alguma matéria, NUNCA houve ou há uma conotação pessoal ou direta a alguém. Quando escrevo, penso no sentido amplo, pois ‘o tema’ já está em grande proporção e se tornando algo normal, a exemplo do “CURSO” de desenvolvimento mediúnico, “ATENDIMENTO COM HORA MARCADA”, “GIRAS MENSAIS”, etc. Ações que estão cada vez mais comuns, sendo praticadas por muitos e que dentro de minha lógica só estimula incorporação sem cuidado e responsabilidade, só estimula a falsa ideia de que a incorporação é a “base” da religião Umbanda e propulsora do equilíbrio mediúnico, assim como, estimula a prática de ir à Umbanda na busca de soluções mágicas, milagrosas, também estimulando as pessoas irem a um Centro de Umbanda por curiosidade ou por ser o ‘pronto socorro’. Esclareço que o DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO é importantíssimo e fundamental para o equilíbrio mediúnico, entendo, inclusive, que o desenvolvimento mediúnico deve ser praticado em dias específicos e não em dia de atendimento espiritual, como vemos de costume. No entanto, no meu entender, o desenvolvimento mediúnico NÃO DEVE ser praticado como CURSO – do Lat. cursu. s. m., conjunto de disciplinas que habilitam para um diploma dentro de um espaço de tempo (duração); dicionário Priberam da Língua Portuguesa – acredito que o desenvolvimento mediúnico, além de requerer sérios cuidados dos médiuns e principalmente dos Pais Espirituais, como comentei no editorial anterior, É CONTÍNUO E INFINITO, ou seja, não tem tempo para terminar, não requer diploma e não é um produto que se adquire simplesmente.
É importante que fique bem claro: Não faço julgamentos (mas recebo centenas); Não demando (mas recebo dezenas); Não aponto particularidade (mas sou apontada particularmente e constantemente), ressalto que quando escrevo, o faço de forma geral, tentando despertar a reflexão e não para que vistam a carapuça, mesmo porque não tenho esse direito. Acredito que tudo e todos têm suas funções específicas e que merecem respeito, aliás, se respeito um egum, um quiumba, um obsessor, uma demanda dentro de meu contexto religioso, porque não respeitaria uma pessoa, um irmão ou um umbandista que acredita estar fazendo seu melhor (seja no lado positivo ou negativo), assim como eu acredito estar fazendo. Claro que não pensei sempre assim, em vários momentos ficava indignada com o que via, assistia e ouvia, até que entendi melhor a ‘Lei da Afinidade’ e a necessidade pessoal momentânea de cada um. E esse pequeno texto que reproduzo abaixo, confirma a minha crença em que “tudo e todos têm suas funções e que merecem respeito”. Continuar lendo »
escrito por Mãe Mônica Caraccio
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