mai 20

Acredito que todos os umbandistas querem fazer algo especial pela Umbanda, fazer algo que a valorize e que mostre a toda sociedade o quanto a Umbanda é realizadora e divina, o quanto deve ser respeitada,  e que não tem nada a ver com trabalhos feitos, milagres vendidos ou magias negras. Baseada nessa minha crença, penso continuamente como fazer isso, como proporcionar esse tipo de estímulo e de conduta aos umbandistas para que todos possam, de forma homogênea e clara, falar da Umbanda para uma sociedade já com idéias tão preestabelecidas.

Percebo inclusive que falar de Umbanda é algo difícil para muitos umbandistas, na maioria das vezes a fala contém uma incisiva conotação defensiva e justificada, é Continuar lendo »

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jan 08

Axé a todos!

2010 chega e trás com ele a necessidade de muitas reflexões. É um ano em que reinará Yemanjá, a Mãe Geradora, fato esse que, por si só, já nos levará a uma grande necessidade de reavaliação de Vida. Precisamos parar e pensar no que estamos gerando, no que estamos alimentando e no que estamos criando. Precisamos pensar em nossa responsabilidade como religiosos, como espiritualistas, como médiuns, como seres humanos e como propiciadores de juca“futuros”. Precisamos olhar em nosso envolta e perceber que existem pessoas, espíritos, animais e a própria natureza dependendo de nós. Mais do que isso teremos eleições em 2010, fato que, infelizmente, faz com que esse ano prometa muitas manipulações, especulações, calunias e intrigas, o que reforça a necessidade de bom senso, de conhecimento e de uma boa conduta perante a VIDA como um Todo. Sei que política não se discute e nem é essa a minha intenção, no entanto, é sempre necessário dialogar e conhecer outros pontos de vista para que se amplie a visão e para que se tome boas decisões sobre esse assunto tão delicado e importante. É por esse motivo que quero aproveitar esse pequeno espaço para manifestar o meu ponto de vista como Líder religiosa. Continuar lendo »

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dez 11

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Quando li o texto acima fiquei impressionada com a maravilhosa capacidade de nosso cérebro e com a clareza que é dialogomostrada a nossa habilidade de manipular, criar, deduzir e de formar situações. É exposto de forma simples e óbvia o quanto somos limitados e manipulados, quanto uma primeira imagem nos leva a deduções e à incapacidade de ver cada coisa ou situação em sua essência íntima e verdadeira. Claro que essas habilidades estão ligadas ao nosso emocional e não ao nosso cérebro. Acredito que isso está acontecendo diariamente em nossas vidas e em todos os sentidos; quantos pré-conceitos e conceitos são criados em nosso íntimo e que, consequentemente, influenciam não apenas minha vida, mas a de todos que estão ao meu entorno. Percebemos isso claramente no referido texto e fica óbvio o nosso poder de dedução e de criação. A mente, nesse momento, somente obedece a estímulos emocionais, torna-se preguiçosa e limita a visão real e Continuar lendo »

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nov 10

Desde criança ouvimos nossos pais falarem em responsabilidade, crescemos reproduzindo essa palavra e, supostamente, aprendendo e praticando o seu sentido. Buscamos em todos os momentos de nossa vida o “Ser Responsável”. Quando falamos em religião, ou melhor, em Umbanda, essa palavra é quase que um mantra sagrado e, as vezes, ameaçador. Sua verbalização é constante e frases do tipo: “A responsabilidade é sua!; Você é responsável!; Seja responsável!; Tenha responsabilidade!” fazem parte de capajuca39nosso cotidiano religioso. Muitas vezes, inclusive, nos colocamos e nos julgamos responsáveis. Responsáveis pela religião, pela Umbanda, pelo médium, pela mediunidade, por vidas e assim por diante. No entanto, será que sabemos o que é responsabilidade?

Se buscarmos a etimologia da palavra “Responsabilidade” encontraremos a seguinte definição: vem do Latim RESPONSABILITAS, de RESPONSUS; particípio passado de RESPONDERE – “responder, prometer em retribuição”; formado por RE – “de volta, para trás”; mais SPONDERE – “comprometer-se, prometer”. Deriva do Grego SPONDE – “libação solene”; do Indo-Europeu SPEND – “fazer uma oferta, cumprir um rito”. Confuso? Se formos ao dicionário Aurélio ele nos diz: 1. Situação de um agente consciente com relação aos atos que ele pratica voluntariamente. 2.Obrigação de reparar o mal que se causou a outros.

Conclusão: é muita responsabilidade falar de Responsabilidade! Continuar lendo »

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out 09

Constantemente me perguntam se a “Umbanda funciona mesmo” e eu, mesmo impressionada com tamanha manifestação de oportunismo e ignorância, respondo que SIM, desde que se trabalhe para isso, afinal nem nosso intestino funciona sem que seja alimentado, sem que haja hábitos saudáveis e contínuos. Umbanda funciona, assim como todas as outras religiões, no entanto é importante que haja algo que impulsione, que faça accapa_juca38ontecer, e esse algo é a FÉ. Fé no sentido da esperança, da compreensão e da paciência. Esses são os pontos fundamentais para que a “Umbanda Funcione” em nossas vidas. Esses são os ensinamentos que os Guias Espirituais tentam, incansavelmente, passar para nós em suas sábias palavras.

Sei que muitas pessoas chegam na Umbanda em busca de Milagres, no entanto é importante ficar bem claro que o milagre só acontece se houver essas três características mencionadas acima. Os próprios Milagres de Jesus não eram espetáculos teatrais e não aconteciam deliberadamente. Jesus exigia que ao buscar o Milagre a pessoa tivesse Fé, exigia a decisão sincera, e mais, requeria a propagação dessa Fé, pois os Milagres aconteciam para que fossem pronunciados aos quatros cantos envolvendo o maior número de pessoas e estimulando mais ainda a esperança e o amor. Jesus também esperava que seus discípulos fizessem milagres, os censurou Continuar lendo »

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jul 06

Axé a todos!

Gostaria de chamar atenção esse mês para as matérias sobre o “Mito do Centésimo Macaco” e a “Experiência com macacos” que estão publicadas na página 08. Observem como essas matérias, muitas vezes, se encaixam direitinho em nossa vida, às vezes não passamos de “macacos” agindo por repetição, sem saber o porquê e a real essência e necessidade do ato, fazemos por fazer, em uma rotina sistemática e limitante ou pior, muitas vezes pensamos, capajuca35determinamos e pensamos de novo e de novo e  no entanto, NADA FAZEMOS.

Posso dar muitos  exemplos, principalmente dentro do contexto religioso umbandista, pois percebo que a maioria das pessoas não faz a menor idéia ‘do que é’ ou ‘o que representa’, por exemplo, fazer o sinal da cruz, ficar descalço dentro do congá, cruzar o chão, bater cabeça, bater palmas, entre outros atos, fazendo apenas por repetição, perdendo assim, o sentido e a essência do ato, limitando até mesmo o benefício que esses atos religiosos trazem ao seu praticante. O que é, sem dúvida, uma pena.

Claro que isso é  falta de conhecimento real, que gera a repetição e a idéia de fazer “por que sempre foi assim…”. Percebemos o quanto a falta de estudo, muitas vezes, limita o Ser, o torna preconceituoso, inclusive o distancia da essência e das bênçãos Divinas. Pode parecer estranho fazer essa ligação: benção Divina com estudo, mas se não existir algo fundamentando as ações religiosas não se cria um laço resistente entre o Ser e a Religião. Santo Agostinho, um dos teólogos mais importantes Continuar lendo »

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jun 04

Axé a todos!

A cada mês, ao preparar textos, selecionar matérias e imagens percebo que, de forma única e divina, sou inspirada, direcionada e conduzida a abordar certos assuntos. Não é um ato psicográfico ou uma determinação espiritual propriamente dita, é algo sutil onde, quando dou conta e leio o jornal na sua totalidade, percebo que as matérias se complementam e que existe uma mensagem essencial. Esse mês, por exemplo, por ser o mês de sua comemoração, falamos de Xangô com todas suas qualidades de Justiça, Equilíbrio, Sabedoria, Ponderação, Verdade, Lealdade e Sensatez entre outros atributos e “coincidentemente”, a maioria dos textos são doutrinadores e direcionados para reflexão do médium, estimulando a boa conduta, o bom senso, a verdade e a reforma íntima.capajuca341

A capa também nos leva a essa reflexão onde vemos Moisés, um dos mais importantes profetas, que seguiu a Deus e seus desígnios incontestavelmente mesmo na dor e no sofrimento. Moisés, mesmo com seus limites e dúvidas internas, não hesitou em cumprir as Leis Divinas. É uma capa que traz grandiosas mensagens, independente do contexto religioso de cada um.

E nós? Será que nós, hoje, com maiores condições de cultura e estrutura de vida conseguimos entender a atuação sempre justa de Deus? Vejo hoje o quanto o ser humano sofre por falta de dinheiro, pela perda do emprego, pelo fim de um relacionamento, por uma doença incurável, entre tantas outras necessidades e, SEMPRE, a essência desse sofrimento é o de se achar injustiçado, tanto pelo homem como por Deus. E a reação a esse sentimento muitas vezes é a ação de fazer a justiça pelas próprias mãos, origem de nossos desequilíbrios e desejos. A maioria dos nossos sofrimentos são originados pela ideia da injustiça que carregamos em nosso íntimo algumas vezes de forma clara e outras mais sutil. Acredito que essa é a questão principal que precisamos resolver para evoluirmos e entendermos que todas nossas amarguras, queixas e sofrimentos estão assentados na falta de aceitarmos o senso da Justiça de Deus, que é muito Continuar lendo »

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mai 07

Axé a todos, em especial esse mês quero agradecer por todo carinho que recebi e recebo pelo fato do JORNAL DE UMBANDA CARISMÁTICA – JUCA - existir. São tantos depoimentos, manifestações e agradecimentos que, sem dúvida, quem mais tem a agradecer sou eu. Pois são essas demonstrações sinceras que me impulsionam a FAZER CADA VEZ MELHOR, que me sustentam para NÃO DESISTIR e que me fazem sentir QUE AINDA VALE A PENA. Digo isso porque esse trabalho que realizo junto ao JUCA para divulgar “Uma Umbanda Consciente, Responsável e como Ato Religioso” não é fácil. Portanto, assim como recebo manifestações carinhosas, também recebo manifestações contrárias. Aliás, vale ressaltar, que o que eu escrevo nos editoriais e artigos são MINHAS VERDADES e que não preciso, quero ou pretendo que concordem ou discordem de mim, são apenas as formas que entendo, pratico e acredito sobre a religiosidade e espirituacapa jucalidade umbandista. Acredito que assim os leitores conhecerão um pouco de mim e consequentemente conhecerão a essência e a ideologia do jornal e do meu trabalho junto à Umbanda. Um trabalho sustentado por uma liberdade religiosa e editorial.

Quando escrevo algo no editorial ou alguma matéria, NUNCA houve ou há uma conotação pessoal ou direta a alguém. Quando escrevo, penso no sentido amplo, pois ‘o tema’ já está em grande proporção e se tornando algo normal, a exemplo do “CURSO” de desenvolvimento mediúnico, “ATENDIMENTO COM HORA MARCADA”, “GIRAS MENSAIS”, etc. Ações que estão cada vez mais comuns, sendo praticadas por muitos e que dentro de minha lógica só estimula incorporação sem cuidado e responsabilidade, só estimula a falsa ideia de que a incorporação é a “base” da religião Umbanda e propulsora do equilíbrio mediúnico, assim como, estimula a prática de ir à Umbanda na busca de soluções mágicas, milagrosas, também estimulando as pessoas irem a um Centro de Umbanda por curiosidade ou por ser o ‘pronto socorro’. Esclareço que o DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO é importantíssimo e fundamental para o equilíbrio mediúnico, entendo, inclusive, que o desenvolvimento mediúnico deve ser praticado em dias específicos e não em dia de atendimento espiritual, como vemos de costume. No entanto, no meu entender, o desenvolvimento mediúnico NÃO DEVE ser praticado como CURSO – do Lat. cursu. s. m., conjunto de disciplinas que habilitam para um diploma dentro de um espaço de tempo (duração); dicionário Priberam da Língua Portuguesa – acredito que o desenvolvimento mediúnico, além de requerer sérios cuidados dos médiuns e principalmente dos Pais Espirituais, como comentei no editorial anterior, É CONTÍNUO E INFINITO, ou seja, não tem tempo para terminar, não requer diploma e não é um produto que se adquire simplesmente.

É importante que fique bem claro: Não faço julgamentos (mas recebo centenas); Não demando (mas recebo dezenas); Não aponto particularidade (mas sou apontada particularmente e constantemente), ressalto que quando escrevo, o faço de forma geral, tentando despertar a reflexão e não para que vistam a carapuça, mesmo porque não tenho esse direito. Acredito que tudo e todos têm suas funções específicas e que merecem respeito, aliás, se respeito um egum, um quiumba, um obsessor, uma demanda dentro de meu contexto religioso, porque não respeitaria uma pessoa, um irmão ou um umbandista que acredita estar fazendo seu melhor (seja no lado positivo ou negativo), assim como eu acredito estar fazendo. Claro que não pensei sempre assim, em vários momentos ficava indignada com o que via, assistia e ouvia, até que entendi melhor a ‘Lei da Afinidade’ e a necessidade pessoal momentânea de cada um. E esse pequeno texto que reproduzo abaixo, confirma a minha crença em que “tudo e todos têm suas funções e que merecem respeito”. Continuar lendo »

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