ago 30

Hoje quero compartilhar com vocês um texto fantástico de W.W. da Matta que já foi publicado no JUCA – Jornal de Umbanda Carismática -  há algum tempo. Conta uma historia e traz um ensinamento que, como o autor mesmo diz, não têm endereço certo, mas que podem  também ter inúmeros endereços. Espero que gostem e que aproveitem cada detalhe contido aqui.

É força de pemba… é Lei
Se errou… se extraviou…
Ninguém pode dá caminho
Ninguém pode dá malei…
Só quem pode dá malei
É “preto-véio” de seu Conga
Assim mesmo é preciso
Que se endireite e volte cá…

Esse ponto nós o ouvimos (e jamais o esquecemos) de um certo “preto-velho”, num antigo e extinto Terreiro de um amigo e irmão de lei (já falecido) — médium de fato e Continuar lendo »

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jun 22

Como ultimamente muitas pessoas têm nos escrito em busca respostas para questões fundamentais sobre  mediunidade resolvi colocar aqui, de forma bem didática e enxuta, alguns pontos principais sobre o  tema. Primeiramente quero deixar claro que é natural que nos comuniquemos com os espíritos desencarnados e eles conosco, uma vez que também somos espíritos, embora estejamos encarnados. Sendo assim, todas as pessoas, recebem a influência dos espíritos.

MEDIUNIDADE É UMA FACULDADE NATURAL:

• É uma Faculdade porque permite sentir e transmitir a influência dos Espíritos entre o mundo físico e o espiritual, e pode ou não ser usada.

• É Natural porque se manifesta espontaneamente, mas pode ser exercitada ou desenvolvida. Sua eclosão não depende de lugar, idade, sexo, condição social ou Continuar lendo »

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mai 04

Sabemos que todos nós somos médiuns, afinal estamos no “meio”, estamos entre o céu e o inferno, entre as colônias e o umbral ou entre o alto e o embaixo, influenciando e sendo influenciados por forças superiores, tanto positivas quanto negativas. Ou seja, todos que se sentem abençoados por Deus, iluminados pelos anjos, envolvidos pelos Orixás, protegidos pelos Exus, guiados pelos Guias, atuados pelos quiumbas, … estão recebendo influências superiores, assim como espirituais, portanto são médiuns.

No entanto, quando Continuar lendo »

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fev 01

Hoje encontrei um texto curtinho mas bastante expressivo que escrevi já tem algum tempo, para a edição número 4 do JUCA que saiu em novembro de 2006. Como acredito que este seja um tema sempre atual e por tratar-se de uma ideia que vale a pena ser transmitida, resolvi colocar aqui, para vocês, este texto. Espero que ele traga avaliações e, mais do que isso, que traga fortalecimento de convicções.

Se você é um médium que, ao terminar os trabalhos, sente uma alegria enorme não se importando se trabalhou incorporado ou se “apenas” ajudou na organização da casa.

Se você sente-se honrado por ter a oportunidade de sentir a presença dos maravilhosos Pretos Velhos que, com sua grande humildade e sabedoria, conseguem recolher as lágrimas mais profundas de nossos irmãos; ou dos Caboclos para quem emprestamos nossos singelos braços para que eles possam abraçar nossos irmãos e Continuar lendo »

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nov 12

Podemos e devemos falar sobre mediunidade sem termos a danada da vaidade. Meus filhos muitas vezes me cobram estar mais elegante, mais esbelto, com uma aparência, digamos, mais dentro dos padrões atuais, mas não me vejo usando roupas caras, tênis de ultima moda, sapatos de pelica … e olha que lá nos meus anos dourados, ou seja, na época da brilhantivaidadena, não podia ficar de jeito nenhum fora de moda …rsrsrs…. Hoje, mais maduro, me sinto muito bem calçando minha sandália da humildade, como brinca meu filho, com roupas simples e muito pouco luxo. Não que eu não goste de ter uma vida tranquila, com minhas contas pagas e as vezes fazer um passeio diferente, muito menos que deixe de ser cuidadoso com minha aparência, minha higiene e meus modos, mas trabalho para me livrar do conceito e dos padrões de exigência do ser humano atual.

Vejo muitas vezes algumas pessoas virarem de ponta cabeça para serem o mais especiais possível, donos de seus luxos e, pior, da espiritualidade. Acham mesmo que são proprietários da sua espiritualidade, se bobear com escritura e tudo! “Se tenho meus guias são eles quem mandam”, “Minhas entidades são tudo perante o todo” e pior é que acham ser melhores que todos sendo individualistas e únicos, esquecendo do contexto de um terreiro e dos irmãos que estão ao redor.

Diz um conto muito interessante do vaidoso que pensa fazer uma boa ação e depois tira proveito para si: Continuar lendo »

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out 02

“- Ah! Como é bom frequentar um terreiro!
- Nossa! Quanto conhecimento os Dirigentes do Centro têm, que maravilha e que grande oportunidade de estudo e evolução espiritual.
- Nunca mais sairei deste lugar … aqui é minha Casa … me encontrei!

E na primeira advertência…
“- Está vendo, estou sendo perseguido, me passa seu telefone para conversarmos melhor…”

E assim se dá o início de uma grande fofoca, mostrando o lado ignorante do Ser, que acarretará em “ataques”, desequilíbrios e com certeza o afastamento desses médiuns da Casa. É a MALDADE mascarada de amor, de boaingratidão intenção, de incompreensão e de vitimismo. Logo em seguida vem o julgamento, a vaidade, a prepotência, a falta de lealdade e de coragem de tratar de seus questionamentos com aqueles que lhe ergueram, ajudaram e ampararam. Momento em que esquecem de tudo e de todos, do carinho, da atenção, do cuidado, do tratamento, dos ensinamentos, das anulações negativas que envolviam as suas vidas, das portas que lhes foram abertas e até mesmo aquilo que recebeu da Espiritualidade através de um trabalho sério executado por seus Dirigentes, pelos Orixás e Guias Espirituais que sustentam aquela Casa.

Naturalmente a energia torna-se intensamente negativa, o elo da corrente começa a se quebrar e apesar dos Dirigentes sempre serem os últimos a saber, afinal não têm bolas de cristal, a Lei Divina existe e é onipresente. Os Caboclos, Pretos Velhos e Exus, como grandes Continuar lendo »

escrito por Pai Marco Caraccio \\ tags:

jul 10

Esse é um ponto que merece bastante atenção e um esclarecimento maior mas, na gigantesca maioria das vezes, observamos que esse medo é reflexo da falta de conhecimento sobre o que é a mediunidade e como tratá-la. O primeiro ponto a ser esclarecido é de que a mediunidade não é escravidão, mas uma grande oportunidade de evoluir espiritualmente, visto que, não somos matéria mas sim espíritos em experiências no Plano Material. Outro ponto importante a esclarecer  é que aquelas frases que todo mundo escuta, como: “é um caminho sem volta” ou “nuncamedo mais poderá sair dessa vida” até têm um certo sentido, mas estão sendo mal interpretadas. Pense comigo: ser médium não é uma escolha atual ou uma determinação externa, mas uma opção e essa opção foi sua em algum momento do passado, por isso, a mediunidade não surge de repente só porque você está frequentando um Terreiro ou um Centro. Você optou por ser  um intermediário entre o plano espiritual e material, você foi, você é e você sempre será médium perante os Planos Espirituais Superior e Inferior, por isso, a mediunidade é sim o seu caminho e, querendo ou não, é sem volta pois não tem como apagar a sua Luz Interior, a Luz da mediunidade que você tanto desejou, pediu e se esforçou para conquistar.

Então, olhe para o Alto, olhe para si e agradeça por ser eternamente Luz, pois é a sua conquista, é o seu dom dado por Deus. Saiba que essa Luz ninguém lhe tira e ninguém apaga, portanto, assuma-a e deixe-a refletir com orgulho, alegria e toda a sua gratidão a Deus, afinal, é muito bom ser um instrumento Dele. Saliento que a mediunidade só é uma escravidão ou punição quando não há conhecimento sobre o quê, como, quando e de que Continuar lendo »

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mai 28

Acredito que hoje a incorporação com inconsciência ou semiconsciência é algo que se conquista com o tempo e, também, que todos têm a possibilidade de atingir este nível de mediunidade. Claro que a consciência, assim como a semiconsciência, são oportunidades únicas e divinas que temos para aprender o que é compaixão e para exercer a nossa real reforma íntima. No entanto a inconsciência parece ser o “sonho de consumo” para muitos médiuns e para eles nada melhor do que o tempo.  Mas por que o tempo? Porque com o tempo aprendemos a entender o plano astral e a confiar na Espiritualidade e nos Guias Espirituais que nos sustentam mas, principalmente, aprendemos a amar. Entender o plano astral é fundamental e quando isso não acontece bloqueamos as informações do próprio astral. O fato é que se não conhecemos, por exemplo, as ações maléficas de um eguMediunidadem não as reconheceremos a nível energético ou espiritual e, com certeza, as ações do Guia, assim como a comunicação dele conosco, será muito difícil e duvidosa pois a insegurança e o medo serão alimentados pela nossa falta de conhecimento.

Também é fundamental confiar nos Guias Espirituais e para isso é importante conhecê-los. É importante saber quais são suas afinidades com as ervas ou com as pedras, seus pontos de força, suas vestimentas, suas armas e seus símbolos astrais. Conhecer suas formas de trabalho como, por exemplo, se são curadores, demandadores ou doutrinadores, assim como saber se a nossa ligação com este Guia é cármica, missionária, temporária (com a finalidade de aprendizado para ambos) ou se Ele é nosso protetor. E por aí vai! São informações simples mas que fazem toda a diferença pois servem para que se criem laços “de baixo para cima”, afinal os laços de cima para baixo já existem, além de facilitar muito todo o trabalho espiritual e a própria incorporação.

A partir daí o medo e a insegurança começam a diminuir e, com certeza, as coisas ficam muito mais simples. Uma frase que sempre digo é que “não se pode amar aquilo que não se conhece” e a Umbanda, assim como os queridos Guias Espirituais, necessitam de nosso amor. Um amor de alma, que se manifesta na hora de alegria mas, principalmente, na hora da dor. Quando falamos em amar falamos em não julgar. Aí está a verdadeira manifestação do ser como “instrumento”, manifestação essa tão solicitada pelos Guias Espirituais e que muitas vezes somos testados pelo próprio plano astral. Um bom exemplo disso é quando ouvimos dos consulentes erros idênticos Continuar lendo »

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