fev 01

Hoje encontrei um texto curtinho mas bastante expressivo que escrevi já tem algum tempo, para a edição número 4 do JUCA que saiu em novembro de 2006. Como acredito que este seja um tema sempre atual e por tratar-se de uma ideia que vale a pena ser transmitida, resolvi colocar aqui, para vocês, este texto. Espero que ele traga avaliações e, mais do que isso, que traga fortalecimento de convicções.

Se você é um médium que, ao terminar os trabalhos, sente uma alegria enorme não se importando se trabalhou incorporado ou se “apenas” ajudou na organização da casa.

Se você sente-se honrado por ter a oportunidade de sentir a presença dos maravilhosos Pretos Velhos que, com sua grande humildade e sabedoria, conseguem recolher as lágrimas mais profundas de nossos irmãos; ou dos Caboclos para quem emprestamos nossos singelos braços para que eles possam abraçar nossos irmãos e Continuar lendo »

escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: ,

nov 27

Nos meus 46 anos de vida, com mais de vinte anos na Umbanda, tenho observado bem de perto o que é verdadeiramente evoluir perante a espiritualidade e venho adquirindo experiência para poder discernir o certo do errado dentro de meus conceitos espirituais. Nunca fui muito de escrever, mas tenho sido cobrado pela espiritualidade superior a condição de explanar mais sobre minha vivência dentro dos terreiros e, porque não dizer, junto à espiritualidade, sendo que nasci em berço kardecista.

Me deparei estes dias com uma irmã em atendimento de quem, como médium semi-consciente que sou, escutei a seguinte frase: “ouvi dizer pastorque os dirigentes desta casa são linha dura na Umbanda e é isto que estou procurando para minha vida espiritual…”. Calmamente o Pai-Velho que me acompanha lhe respondeu: “Fia, não tem linha dura, mas sim SERIEDADE! Saiba que desses companheiros, aqui neste pedaço de chão de terra, é exigida muita seriedade por nóis lá de cima, afinal, lá por cima, naquele pedaço de chão de estrelas, não tem ‘lero lero que também quero’”. Refletindo sobre essa frase, sobre a Ação Espiritual empregada alí e, claro, sobre a condição e a responsabilidade religiosa dos médiuns, só reafirmo a minha convicção ideológica de que a SERIEDADE É FUNDAMENTAL QUANDO SE TRATA DE Continuar lendo »

escrito por Pai Marco Caraccio \\ tags: , ,

set 15

SER Umbanda é muito diferente de ESTAR Umbanda. Meus filhos espirituais, aos quais oriento e ensino, sabem muito bem que este é um ponto que venho trabalhando há muito tempo dentro do meu Terreiro, pois acredito que só entendendo e, mais do que isso, sentindo essa diferença é que se pode sair da condição de médium e passar para a condição de Instrumento de Deus. Tentarei aqui reproduzir em poucas palavras alguns dos inúmeros ensinamentos  que já ouvi de Guias Espirituais para que possamos refletir e entender o que realmente é Ser Umbanda.

“O trabalho espiritual e de caridade foi gerado para que as pessoas pudessem ter a grande féoportunidade de anular situações cármicas, ou pelo menos aliviá-las. Mas o que se vê é exatamente o contrário: médiuns aumentando seus carmas dentro dos próprios terreiros de Umbanda. Isso acontece devido ao abuso perante a espiritualidade, onde ‘médiuns’ aproveitam as incorporações para discutirem relações pessoais ou para dizerem aquilo que não têm coragem de fazer pessoalmente. Isso acontece devido à priorização de interesses pessoais pois observamos que muitos médiuns estão vestidos de branco realizando um “trabalho de caridade” mas esperando algo em troca, algo como um emprego melhor, um namorado ou quem sabe até a solução de seu casamento. Acontece também, talvez devido à falta de interesse do ‘médium’ pelo Plano Astral ou até descaso, de ouvirmos que “ é o Guia quem trabalha, não eu, por isso não tenho a obrigação nem a necessidade de saber nada”. Outra coisa que cansamos de ver é aquele médium que enche a boca para falar que “sexta-feira é dia de trabalho no Centro, é minha obrigação estar lá”. Quer dizer que entrar para o lado Sagrado da Espiritualidade é OBRIGAÇÃO? Definitivamente não! Continuar lendo »

escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: ,

jul 31

Muitas pessoas confundem tudo onde acontece a incorporação como sendo Umbanda. Existe muito terreiro de pura feitiçaria comandado pelo baixo astral; lugares onde se cobra pelo trabalho realizado; casas onde são feitas amarrações, demandas e magias negativas; locais que prometem milagres e comercializam a fé alheia … e para tudo isso é usado o nome da Umbanda! Por esse motivo o povo umbandista é descriminado, ironizado eumbandistas ridicularizado. Somos julgados e analisados a todo momento pois as pessoas nos olham com medo, insegurança e desconfiança já imaginando “o perigo” que será a convivência com um umbandista.

Tais fatos nos levam, muitas vezes, a negar a Umbanda, afinal, ser “espírita” ou católico é mais fácil e não causa tantos arrepios. Médiuns com grande capacidade espiritual costumam fugir dos centros umbandistas ou quando assumem sua religiosidade dentro da Umbanda enfrentam o medo do novo, a contrariedade da família e ainda precisam estar todo tempo atentos aos ataques do baixo astral que não quer, entre outros motivos, a evolução espiritual do médium.

Precisamos mudar essa imagem negativa da Umbanda e para isso temos todos que ter sempre em mente que a Umbanda é uma religião que prega as mesmas verdades e busca a mesma paz de espírito que todas as outras religiões. Continuar lendo »

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jul 21

Existe uma enorme diferença entre cobrar e pedir ajuda. A Umbanda é uma religião sem preconceitos, mas sofre pelo preconceito. E esse sofrimento se dá pela falta de respeito em todos os sentidos e, claro, a questão mais polêmica é a financeira. Vamos começar salientando que Umbanda é caridade que não se paga, é amor que não se mede e é dedicação que não se discute. Por isso a Umbanda ajuda, mas não cobra e pede, mas não exige. Mas o que mais acontece é que quando um dirigente fala em ajuda material tem consulente que já sente um arrepio e ajudalogo pensa: “Estava demorando! Eu sabia que essa coisa de umbanda é macumba mesmo! Imagina, o pai de santo quer que eu pague suas contas!”, e logo vai embora falando horrores do terreiro e da Um­banda. O problema é que este consulente esquece que ele lavou as mãos, que deu descarga no banheiro, que o chão está limpo, que as luzes estão acesas, que há velas no altar, que ele é defumado, que existe um imóvel pelo qual se paga impostos, aluguel, contador, faxineira… Nossa, uma infinidade de coisas! E na próxima semana o Centro estará lá: novamente de portas abertas com o chão limpo, as luzes acesas, velas no altar…

Não se percebe que há necessidades básicas para se realizar um trabalho espiritual e que o consulente também tem o dever de colaborar e não de julgar, afinal de contas ele se aproveita também materialmente do local.  O entendimento de que a ajuda financeira também é obrigação da assistência, e não somente do corpo mediúnico, é necessário e deve ser encarado naturalmente sem nenhum tipo de constrangimento, tanto por parte dos dirigentes espirituais, que devem pedir pois se não pedirem poucos colaboram, quanto por parte do corpo mediúnico e da assistência.

Observem: A igreja católica pede e incentiva o dízimo com agradecimentos públicos e visitas particulares  e ninguém Continuar lendo »

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mai 21

A Umbanda deve crescer e ser praticada pelo conhecimento, divulgação e compreensão, tudo com bases sólidas na Lei Divina. Por isso, vamos mostrar a todos que o caminho da Umbanda é o do amor. Vamos fazer entender que não existem Umbandas, existe apenas uma que é a Umbanda da bondade, da caridade, do aprendizado, da seriedade para com a vida, do respeito ao próximo e à natureza. Vamos humildemente evoluir com a eternaamor busca da verdade pois somente ela pode fazer a mudança da vida, a mudança para o caminho do amor universal.

Vamos conhecer, falar e praticar a Umbanda com amor. Mas, como amar maltratando ou sacrificando animais? Como amar cobrando pela caridade, prejudicando o próximo ou interferindo na evolução? Como amar prejudicando a natureza, não praticando a verdade, abusando da vaidade ou incentivando o preconceito? Essas atitudes não fazem parte da Umbanda. Devemos estar sempre estudando e nos interessando pelos trabalhos espirituais, não devemos nos acomodar nas bases em que crescemos pois elas também mudam e evoluem. Nós devemos seguir essa evolução, mas sempre com os pés no chão e humildade.

A Umbanda não quer fé cega, ela quer fé sustentada pelo amor e só se pode amar aquilo que realmente se conhece. Saiba que tudo é amor: vida é o amor existencial, razão é o amor que pondera, estudo é o amor que analisa, ciência é o amor que investiga, verdade é o amor que se eterniza, ideal é o amor que se eleva, religião é o Continuar lendo »

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mai 15

Paz de Espírito não tem preço, não tem tempo e não tem dono. A Umbanda não é milagre, não se vende e é função do Sacerdote de Umbanda esclarecer e principalmente combater quem cultiva esses princípios.

Podemos começar esclarecendo que alguns sacerdotes estimulam nos consulentes a prática do ‘milagre’. Precisamos incutir aos consulentes a noção da Religiosidade na Umbanda. Que ele venha participar de nossa assistência por gostar, por comungar, por se sentir bem dentro daquela energia, que venha até nossa casa “somente” louvorpara cantar, tomar um passe e recarregar as baterias, sem pedir nada e sem necessidades específicas. Abrir os trabalhos em dias e horários irregulares estimula os consulentes a procurarem outros locais por mera curiosidade. Caso o Terreiro, por suas razões, esteja impossibilitado de abrir semanalmente a Gira para a caridade então que o Sacerdote realize cultos, doutrinações, orações e não a consulta propriamente dita onde induz, e pior, acostuma o consulente a só pedir.

Devemos COMBATER frases ditas por sacerdotes como “é só pedir, pedir com coração que Exu dá”, “a Umbanda tem que cobrar sim, é um trabalho e trabalho se cobra, a frase ‘dai de graça o que de graça recebestes’ quer dizer que a inteligência é o que recebemos de graça mas o trabalho deve ser cobrado”, “ consulta espiritual com hora marcada é normal dentro da Umbanda e é ainda muito mais eficaz”, e muitos outros absurdos que estão sendo ditos e até praticados por formadores de opiniões e de religião, atos estes extremamente errados que são contra a Lei de Deus e contra a Lei da Umbanda.

Sacerdotes de Umbanda, sejam, acima de tudo, bons e honestos com os Orixás, com vocês e com os médiuns que vêm Continuar lendo »

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abr 23

Axé a todos

Que alegria estar aqui escrevendo um pouco mais sobre a MINHA UMBANDA e aprendendo muito mais sobre as VERDADES ESPIRITUAIS. É muito bom ter mais esse espaço para divulgarmos a Umbanda em todo seu contexto espiritual e religioso e não como fenômeno de incorporação, pronto socorro espiritual, solução milagrosa e imediata, culto, seita ou até mesmo como somente manifestação espiritual. É muito bom poder falar sobre a Umbanda como religião. Aquela que sustenta, que direciona, que cura e que nos alimenta em todos os sentidos da vida. Aquela que é capaz de nos mostrar o caminho e de trazer as repostas para as perguntas mais pertinentes do nosso espírito, perguntas como: De onde vim? O que faço aqui? Para onde vou?…

Aquela capaz de cessar e ativar todos os nossos carmas dentro da Lei Divina e da Lei de Pemba.  Capaz Pombinho Brancode nos colocar diante do Sagrado em um estado luminoso, ou seja, um estado de criatura pura e simples, um estado de alma que é muito mais profundo que a razão pura e que vai além da emoção chegando a um verdadeiro “Sentimento Religioso”. Um Sagrado majestoso e sublime que causa arrepios, choros e que ao mesmo tempo é maravilhoso, sedutor, fascinante e DIVINO.

Esse é o Meu Sagrado, que atua através de mim e que é manifestado na MINHA UMBANDA. Uma Umbanda de emoção, sentimento, razão, responsabilidade, coragem, determinação e MUITO AMOR. Um amor enraizado na disciplina, na dedicação e no perdão. Um amor que não julga mas que TRABALHA incansavelmente pelas Verdades Divinas. Verdades em que acredito, que sinto e que me fazem aprender a cada dia. Verdades das quais não abro mão e nem negocio.

Convido a todos para compartilharem e participarem comigo dessa maravilhosa oportunidade de evolução espiritual e humana.

Sejam todos bem vindos!

Que a Luz de Oxalá nos ilumine e que as Forças de Oxum nos unam na Fé em Olorum!

OGUM NÃO FAZ POR MIM, ELE FAZ COMIGO !

PATACURI, OGUM !

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